Havaianas: Fazendo anúncio impresso sem Photoshop

8.jan.2010
Havaianas No Photoshop

Se você acha que fazer anúncio impresso (hoje) é só usar Photoshop, dá uma olhada nesse making of da campanha de verão de Havaianas.

Pra fazer internet também podia ser assim. Não é só falar com o molequinho do Flash não minha gente, vamos gastar essa verba.

A criação é da AlmapBBDO.

| Dica do @guerrapedro

Comente

  • para conseguir uma conta publicitária de milhões, é bom gastar um pouquinho mais de tempo na produção

  • GENIUS

  • Nelson

    O resultado ficou excelente, mas a idéia não é nova. A Azul, há tempos atrás, fez uma série de anúncios com o estúdio Colletivo que não precisou de software pra obter o mesmo resultado. E foi veiculado, inclusive em Internet. Lógico que, nesse caso, as proporções do material foram maiores e envolveu uma equipe técnica consequentemente maior também.

  • Sensacional!

  • Que que é Brainstorm? (Frase do spot da Sky)

  • Roniel Santana

    Nossa muito bom .. Almap s2 !

    Não é a tôa que a havaianas está com eles a tanto tempo.

    Ficou muito bom e pode ser usado pra Guerrilha tbm … tour pelas praias e tal .

    fica dica !

    té mais curtiu seguiu @texxxugo

  • Laryssa

    Legal

  • Lia

    Sensacional, mas vamos combinar que rolou um photoshop na correção da cor não é mesmo!?

  • Nem um pouquinho de PS? Tipo mulher sem maquiagem, mas com uma basesinha? =D

  • Joel

    Interessante, só um detalhe..
    Quem criou isso pensou no tanto de material gasto sendo que o mesmo poderia ter sido feito usando o Photoshop? O designer de hoje deve ter preocupações ambientais.

  • cottonboy

    “a idéia não é nova”

    pessoal supervaloriza o “novo”. Não é questao de fazer novo ou nao. Mas questao de fazer o diferente. É ser “zig” enquanto os outros “zagam”…

  • Katielle

    @gustavocarmo

    Oi, brainstorm, é “chuva de idéias”
    é a fase em que você gera possíveis soluções pra um problema

    *;

  • Sensacional. Muito trabalho. Muito empenho e um ótimo resultado. Ótimo post, como sempre!!!

  • Caio

    Muito legal … deve ter dado um p$ˆ& trabalho

  • O photoshop ta ai pra ajudar. Achei um puta retrocesso e gasto de verba atoa… Poderiam ter feito o mesmo anuncio no photoshop mesmo e usado a verba que sobrasse pra alguma ação beneficiente (divulgando isso tbm).

    Gasto de dinheiro, de material, falta de preocupação ambiental… Enfim, perda de tempo. Desculpem todos que gostaram, mas eu achei babaca!

  • Claudio, claro que eles poderiam ter feito esse material no photoshop em tempo muito menor e gastando muito menos. Mas quem ia estar comentando dele aqui, agora?

  • Bem legaus!

  • Karina

    Desculpe-me mas isso não é inovação, nem criatividade e muito menos inteligência. Gastaram um material desnecessário, com impacto ambiental para no final chapar photoshop (qualquer fotógrafo vê isso). Se não era pra ter um resultado 100% natural que tivessem feito tudo digitalmente, perdeu todo o sentido. E vamos combinar que ter em qualquer campo de produção é burrice ter um trabalho e custo monstros para o mesmo resultado com menos custo e menos mão de obra. Absolutamente #fail. Fora que acrescentaram elementos que não estavam lá na sessão de fotos, ou seja…

  • Débora

    que “brilhante idéia” mais ridícula. viva o lixo produzido que poderia nunca ter existido! viva o photoshop!

  • Tendência de grandes verbas promover uma criação presencial! vamos aguardar para ver outros posts parecidos. Caso lembre, os filmes também fazem isto, quando criam um “monstro” de silicone e aplicam na pessoa ….

  • Lucas

    tinha um desses em búzios também, na praia de geribá
    acho que ficou lá pra galera tirar foto

  • Marcelo

    Enquanto o dinheiro do cliente vai sendo absurdamente gasto por agencias grandes, as agencias pequenas ficam pegando so as migalhas que caem da mesa…

    Eu adorei o look, mas nao justifica um trabalho que deve ter custado uns $300,000 so pra uma foto de um anuncio.

    Cade o bom senso? Os clientes so ficam babando pra agencia grande e o resto que faz mover os produtos mesmo pra fora da loja ficam sem nada pra usar.

  • Cristiano Rossi

    Poderosa produção. Coisa de filme. Para fins institucionais é obra de arte, mas com certeza envolveu muito mais trabalho e pessoal do que fazer com software. E de qualquer forma, envolveu computador, indiretamente, mas envolveu.

  • concordo, gasto desnecessário.
    a moda não vai pegar, comentamos aqui pq foi “inédito”. (Se bem que disseram que já fizeram isso).
    Gastou-se 30 vezes mais.

  • Nelson

    @cottonboy: É exatamente isso, não é diferente, pois já foi criado…

  • Millena Medeiros

    Concordo com a Thais, a agência poderia sim ter poupado tempo, mas ninguém estaria comentando.

    Parabéns para a agência e para o cliente que aprovou!

  • cottonboy

    @Nelson Não camarada, de fato não é novo… mas é diferente porque estao todos “virados pro outro lado” (leia-se buscando cada vez mais o eletronico/photoshop/etc), sacou? Tudo bem, o azul esteve na moda a duas decadas atras. Já foi muito usado. Mas onde todos estao usando amarelo, voce pega aquela blusa azul que estava no armario e se destaca.

    Faz diferente… mesmo que fazendo igual a duas decadas atras. Essa é a sacada.

  • Otavio

    Claudio/Crauz. Eu tenho um pouco de pena de vc. Deve ser muito dolorosa a sua vida, remoendo pequenas raivas, pequenas invejas. O Trampo é bom, basta. Agüente e morda o lençol mas não passe recibo assim que fica feio.

  • Michele

    A Ogilvy fez antes algo semelhante nessa série de anúncios da Coca-Cola:

    http://www.designinabox.nu/design/nova-campanha-coca-cola/

    E no caso deles, nem 3D foi usado na pré-produção. =) E achei esse da coca-cola mais “artístico” (pro meu gosto pessoal).

  • Na verdade, APENAS o processo de montagem/composição dos elementos do anúncio não utilizou o Photoshop. Mas a finalização do job certamente teve uso do Photoshop para correção de cor, nitidez, conversão para CMYK com uso de perfil ICC apropriado etc. Resultado: usaram SIM o software, de uma maneira ou de outra.
    O anúncio ficou atrativo, principalmente pelo uso de cores saturadas nos elementos. Mas não ficou absolutamente nada de “sensacional” nem “genial”, como muitos comentaram aqui. Para mim, é uma produção que “nadou, nadou e morreu na praia”, pois o mesmo resultado seria alcançado apenas com o uso do Photoshop + um software 3d, como o que aparece no começo do vídeo. Foi um trabalho que precisou da mobilização de várias equipes, resultando num desperdício enorme de tempo e dinheiro.
    Tem muito publicitário que precisa ler urgentemente “A propaganda que funciona”, de Sergio Zyman. Aliás, todo cliente deveria ler esse livro antes de contratar qualquer agência. Seguem algumas palavras do livro que ilustram bem a situação desse anúncio das Havaianas: “publicidade não é uma forma de arte, ela trata de vender mais coisas com mais frequência, para mais pessoas, por mais dinheiro. Sucesso é o resultado de um processo científico disciplinado e cada gasto deve absolutamente gerar um retorno”.
    Eu queria ver os tomadores de decisão das Havaianas avaliarem essa ação da AlmapBBDO, comparando as despesas dessa produção com a oscilação das vendas em função da veiculação desse anúncio.

  • Ezequias Viana

    Realmente não é muito novo não. Eis um exemplo http://www.flickr.com/photos/adami/

  • Marcelo

    Valeu André, é isso aí.

  • cottonboy

    @André Taranto. Pra falar algo tipo “publicidade não é uma forma de arte, ela trata de vender mais coisas com mais frequência, para mais pessoas, por mais dinheiro.” e falar que esse tipo de propaganda da Havaianas é despedício entao voce NUNCA deve ter visto uma peça impressa da Havaianas.

    A AlmapBBDO passa longe de “fazer arte” com o dinheiro da Havaianas. Eles fazem Arte COM as havaianas. Os anuncios sao cheio de cores, bonitos, atrativos etc. Mas bem no meio deles tem um puta chinelao estourado.

    Exemplos:
    http://www.propagandasustentavel.com.br/public/anuncio_havaianas7_almap_bbdo_1206.jpg

    http://admeister.files.wordpress.com/2009/03/havaianas.jpg

    Quem falou isso uma vez foi o própio Marcelo Serpa. E nesse video esta la no meio da areia um Puta Chinelao…

    Esse video em 5h está no TOP do Youtube…

    Sério, se todo mundo que fala “fraco” e bla bla bla é tão bom, porque não estão com a conta das Havaianas nas mãos?

    o anuncio não é Genial. Mas ele é extremamente válido.

  • @Otavio: Foi vc quem fez o anuncio, amigo? Por que minha critica te machucou tanto a ponto de vc partir para uma agressão pessoal?

    Também fiquei com pena de ti. Desculpa ai. Relaxa!

  • Valeu, Marcelo! Pelo que li, nossos comentários se completam!

    Realmente, é revoltante ver produções dispendiosas e inexpressivas em termos de resultado para o cliente.

    Mas as coisas estão mudando, amigo… A crise resultou numa grande convergência das mídias convencionais para a mídia digital, onde as verbas são mais enxutas, o trabalho mais objetivo e pertinente, e os resultados são mais mensuráveis.

    Vai ter muito “publicitário” por aí que vai ficar sem emprego. É questão de tempo.

  • Otavio

    Taranto: “Sucesso é o resultado de um processo científico disciplinado e cada gasto deve absolutamente gerar um retorno”. Meu Deus, vá construir pontes, inventar uma energia alternativa, fazer PHD de física, ganhar as Olimpíadas de Matemática na China, escrever software de logística, qualquer coisa. Mas comunicação não é para vc não! E não vire cliente pelo amor de Deus!

  • Nice campaign

  • Edilson

    Para o cliente final, todo esse blábláblá de Photoshop não importa. Portanto concordo com todos que disseram que isso foi um gasto DESNECESSÁRIO de tempo e dinheiro.

    Estão falando? Sim. Mas quem comenta isso? Nós, estudantes e publicitários. Para o consumidor de Havaianas mesmo, que vai sentir TESÃO pelos produtos através do anúncio, tudo isso não significa nada.

    Sei que pode parecer um pouco retrógrado meu comentário, concordo que temos que inovar e tals, mas neste caso achei tudo muito blábláblá somos foda.

    Enfim, só minha opinião.

  • cottonboy

    Legal que a Almap pegou um pedaço de borracha que é o minímo possível que separa seu pé do chão e transformou numa marca internacional a ponto de cobrar 20 reais nessa tira de borracha.

    Aí vem o cara me falar: “Sucesso é o resultado de um processo científico disciplinado e cada gasto deve absolutamente gerar um retorno” e dizer que a Almap disperdiça o dinheiro do cliente.

    hahahaha ninguém merece…

  • @Otavio: Vem aqui na minha cidade falar isso para os meus clientes, Otávio.

    Sou freela, mas meus clientes não me trocam por agência NENHUMA, por maior que ela seja, e por menor que sejam os valores que elas venham a cobrar. E olha que o meu serviço é mais caro que o de muita agência aqui da região. Sabe porque? Porque sou HONESTO e porque o desenvolvimento do meu trabalho é baseado nos resultados trazidos aos clientes. Pouquíssimos profissionais fazem isso. Afinal de contas, é muito mais fácil dizer ao cliente para fazer um VT, veiculá-lo na emissora de TV mais cara, e ganhar a comissão de 20%. E dane-se o dinheiro do cliente!

    Comunicação publicitária mudou de conceito. E você, pelo jeito, está ficando para trás. Em que século você está, amigo?

    A propósito, a frase não é minha, é de Sergio Zyman. Certamente, você nunca ouvi falar dele. O cara foi o principal executivo de Marketing da Coca-Cola, por várias décadas. Você já leu o livro dele?

    E tem mais: se comunicação não é pra mim, provavelmente não é para você, que fica “queimando” as opiniões alheias à suas num tom pouco profissional com comentários vazios, desagradáveis e nada construtivos. Faça isso com as opiniões de um cliente, depois você me diz o resultado.

  • @cottonboy: Todo mundo conhece os anúncios das Havaianas.

    O que você não entendeu é que a minha crítica não é quanto ao resultado final, e sim à maneira como ele foi alcançado. Foi um gasto enorme de tempo e dinheiro, que poderia ser feito com muito menos tempo e menos dinheiro. Só isso.

    Agora, se você não gostou da frase, vai reclamar com o Sergio Zyman, autor do livro. Mas pense bem antes de usar seus argumentos. Ele não é um desconhecido como você, ele foi o principal executivo de Marketing da Coca-Cola e atualmente é proprietário de um dos maiores escritórios de gestão de Marketing dos EUA.

    Ah! E lembre-se de perguntar para ele porque ele não tem a conta das Havaianas.

  • Paziguooo! Vamo ter calma nóis! hahaha…n resisti…

  • cottonboy

    @andre taranto

    O Objetivo desse video é viralizar, gerar buzz. Se voce vier aqui e e me disser que nao foi alcançado, eu paro de argumentar na hora. E o problema nao é a frase. É como você utilizou no contexto.

    A Almap fez exatamente o que diz a frase. Ela pegou, em 1994, um chinelo que era de pedreiro e pos nos pes da elite brasileira e europeia. Fez investimentos com o dinheiro do cliente, que gerou lucros e mais lucros para a empresa. Ponto.

    E tenho certeza que é por ter esses 16 anos de investimentos e retornos que ela dá a liberdade que Almap tem para criar com o dinheiro que ela disponibiliza.

    Diga-me então um video para se fazer com as Havaianas que ponha a marca no top5 do youtube em +/- cinco horas com menos trabalho e dinheiro do que foi utilizado nesse e ai eu digo, parabens André Taranto, voce estava certo.

    Até lá, durma com esse barulho…

  • Otavio

    Taranto, vc me pegou. Nunca ouviu falar do cara. Mas me pareceu um excelente ex-CMOde Coca_Cola. Excelente vendedor de si mesmo e seu livros. Esse video dele vendendo uma feira de banheiros e cozinhas não me convenceu muito não. http://www.youtube.com/watch?v=0tY14oPAeCw&feature=related
    Na boa, deixe esse papinho de resultados científicos para os clientes ou seu sócio de negócios. Tenha uma puta idéia para a marca dos seus clientes. Faça com que ele seja vista, admirada, tuitada, assistida por mais e mais pessoas. O job dele era economizar, o seu deveria fazer acontecer e isso, acredite, é priceless. Abraços e fui.

  • Precisa ver se vai ter algum buzz, se vai ser positivo, etc. Até as 19h não chegava a 500 views no canal havaianas oficial do YT. Dava p/ fazer um anúncio Photoshop Free, sem tanta tralha e sem tanta verba. Os comentários que tenho visto são muito controversos até agora

  • thiago de carvalho

    como dizia o poeta, a inveja é uma m….nenhum dos senhores iluminados considerou esse trabalho todo ser uma ‘instalação’: obra de arte (vocês tem se comportado e ido à museus?)? Se tivesse um desses na praia onde passei as férias com certeza iria querer tirar uma foto do lado. Daí a existir um making off é um passo, e uma discussão (não tão saudável) outro.
    Quem de vocês fez algo que gerou mais comentários e visualizações no youtube? Eu não.

  • @cottonboy: Se o objetivo do vídeo foi viralizar, o objetivo foi alcançado. Nesse ponto, eu concordo com você. Trouxe uma puta visibilidade para a agência. Mas… e para o cliente?

    Ao contrário do que você disse, a Almap não “pegou um chinelo que era de pedreiro e pos nos pés da elite brasileira e europeia”. Veja bem:
    1. Você está enganado em pensar que, só porque o cara é pedreiro, ele é pobre. Conheço muito pedreiro que anda de carro zero, comprado à vista. Cuidado com os rótulos sociais;
    2. As elites brasileira e a européia NÃO USAM havaianas, absolutamente. De onde você tirou isso? Há pesquisas pertinentes? Se você é profissional do ramo, deve saber que esse tipo de afirmação precisa ser embasado em pesquisa. E não venha me falar em empirismo, pois isso seria totalmente amador numa discussão profissional;
    3. As sandálias Havaianas sofreram uma profunda alteração visual. Enfim, o produto mudou – tem mais qualidade, tem apelo visual. Deixou de ser um chinelo “de pedreiro”, como você disse. Se continuasse com aquele visual antigo horrível, não haveria agência que conseguiria fazer as vendas aumentarem;
    4. O sucesso das Havaianas é o resultado de várias ações, onde a publicidade é APENAS uma delas. A abordagem do sucesso de uma marca é muito mais que só publicidade. Por isso mesmo, acho incrível você dar tanto crédito à Almap. É muita ingenuidade sua achar que um anúncio, por ser “bonito” (como você disse), vai fazer o cara largar a revista e comprar o produto.

    Se as Havaianas dão liberdade para a agência fazer o que bem entende com o dinheiro deles, ótimo (pelo menos para a agência)! Quero ver o que vão fazer na hora que as vendas caírem (o que acontece mais cedo ou mais tarde no ciclo de vida de um produto), mas os custos de publicidade continuarem cada vez mais altos. Aí, as Havaianas vão rever todo o processo de investimento. E, com certeza, vão colocar a agência “na parede”. Isso tem acontecido com várias empresas, em todo o mundo.

    Realmente, os publicitários precisam parar de pensar que publicidade é arte. Publicidade é ferramenta, gente! Seu objetivo é VENDA. O próprio Sergio Zyman diz isso em um dos capítulos do livro, relatando o medo que ficou uma ex-agência da Coca-Cola quando ele começou a cobrar RESULTADOS dela, ao invés de anúncios “bonitinhos”.

    Eu mesmo não vou comprar havaianas só por causa desse vídeo. Você vai? Vai adiantar todo esse buzz se não resultar em aumento em vendas? Quantos produtos você comprou porque viu um making-of de um anúncio dele no YouTube?

    Por fim, “cottonboy”, você é profissional em que mesmo? Trabalha em que empresa? Tem quantos anos de experiência? É responsável por quais marcas? Que métodos de aferição você tem usado para avaliar o resultado do seu trabalho? Porque usa um nick, ao invés de seu nome real?

  • thiago de carvalho

    Ah, minha avó, irmã e mãe, que compram muito mais havaianas que vocês marmanjos todos juntos não sabem o que é guerrilha, photoshop, buzz, viralizar(?) e não conhecem o Sergio Zyman.

  • @Otavio: Otávio, seu comentário é condizente mas parcial. Realmente, Sergio Zyman é “excelente vendedor de si mesmo e seus livros”, mas é muito mais do que isso: foi o executivo que revolucionou o trabalho de Marketing da Coca-Cola há alguns anos. É louvável a sua iniciativa de procurar saber sobre o cara, trazendo, inclusive, um link de um vídeo no YouTube. O melhor conselho que eu daria a alguém da área seria: LEIA O LIVRO. Mesmo que seja para discordar de tudo o que consta nele.

    Com todo respeito à sua opinião e aos meus clientes, não acho que resultados científicos de campanhas publicitárias sejam “papinho”. E digo mais: já vi agências perderem contas BOAS por causa desse tipo de pensamento. Pode chegar uma hora que alguém vai dizer: “e essa MERDA de agência que só traz despesa e não traz resultado???”. Acredite, isso acontece com muito mais frequência do que você imagina.

    Concordo com você que uma puta idéia para a marca dos clientes ajuda muito. Mas não é tudo, é apenas parte do trabalho. Na verdade, é uma pequena parte. Gerenciamento de marcas é um trabalho muito complexo. E, para piorar, o mercado muda, a economia muda, o consumidor muda, as mídias mudam.

  • @André Taranto:
    André, se pra você publicidade não é fazer um anúncio bonito, não é fazer um anúncio que seja viral, não é ter um anúncio que seja visto e comentado por milhares de pessoas – sejam elas publicitários, estudantes ou seja lá o que for (que ao meu ver também são consumidores), então vai a minha pergunta: o que é uma publicidade funcional pra você?

  • @thiago de carvalho: Avós, irmãs e mães não tem a menor obrigação de conhecer o Sergio Zyman. Mas, se você é da área, deveria conhecer. Você conhece? Ou será que você não precisa ler para se atualizar? Eu gostaria de ser assim, mas infelizmente preciso gastar muito do meu tempo para estar atento às mudanças de um mercado que se atualiza numa velocidade impressionante, jogando por terra opiniões nossas tidas como certas por vários anos.
    Aliás, qual foi o último livro que leu e fez uma resenha por conta própria (sem ser trabalho de faculdade)? Onde aplicou os conhecimentos? Quais os resultados efetivos que trouxe para seus clientes?

  • Olá, Thais.

    Vou parafrasear o mestre Sergio Zyman:
    “Publicidade não é uma forma de arte, ela trata de vender mais coisas com mais frequência, para mais pessoas, por mais dinheiro. Sucesso é o resultado de um processo científico disciplinado e cada gasto deve absolutamente gerar um retorno”.

    Se você vai fazer isso através de um anúncio “bonito” (odeio esse adjetivo, pois ele é pouco profissional), ótimo! Se você vai fazer isso através de um anúncio viral, ótimo! Se você vai fazer isso através de um anúncio visto e comentado por milhares de pessoas, ótimo!

    A questão é: seu cliente está vendendo mais por causa das campanhas que você desenvolve? Os investimentos em publicidade estão trazendo retorno? Ora, publicidade é uma ferramenta! O objetivo dela é VENDER. Seja como for, ela tem que trazer resultado financeiro! E PONTO FINAL.

    Por isso mesmo, sou da mesma opinião de Sergio Zymam, a respeito de prêmios de publicidade, que elevam as agências ao status de Deus, mas não apresentam nenhum resultado gerado para os clientes. O objetivo é apenas mostrar peças criativas, como se criatividade, por si só, vendesse. Enfim, AFASTAM o conceito de publicidade do seu objetivo primordial: VENDER. Como diz o próprio Sergio Zyman: “seu cliente vai ter ódio de você quando o vir recebendo uma estatueta, mas as vendas dele continuarem caindo”. Pense nisso! É assustador para 99,9% dos publicitários!

    Por isso, as idéias do Sergio Zyman são tão incômodas aos publicitários “chulés”. Eles querem continuar com o mesmo esquema de “um filminho aqui, um folderzinho ali…”. Eu digo: sim, são ferramentas importantes, mas CADÊ O RETORNO? Valeu o investimento, pensando como cliente? Estamos pescando onde há peixes comestíveis ou estamos jogando dinamite no rio, atingindo tudo quanto é tipo de peixe, até mesmo os não comestíveis?

    Olha, qualquer coisa que eu fale aqui é pouco, perto do conteúdo do livro do Sergio Zyman. É livro para se tornar um livro de cabeceira de quem quer continuar no mercado e ser visto como um profissional cobiçado, principalmente se for gerente de alguma marca.

    Se as agências não se atualizarem, vai acontecer isso aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=_hqi3Ij_ODc

    Abraços e muito sucesso!

  • André, eu concordo com a sua opinião e a de várias pessoas aqui de que a agência tem que ser consciente com o uso da verba. Mas se o cliente aprova a idéia maluca da agência, legal.
    Só que você está falando como se as propagandas não estivessem trazendo retorno algum, e as Havaianas estivessem caindo as vendas! Eu não tenho números pra provar que estão ou que não estão, mas se estivesse, eu não estaria vendo lojas SÓ de Havaianas abrindo por aí. ALGUM retorno deve estar dando, não concorda? Independente de ser de pedreiro ou de elite, o importante é que vende. E se o objetivo da propaganda é vender, e as Havaianas têm até lojas próprias, então creio que eles estão atingindo seu objetivo final, com propagandas fora do bom senso ou não.
    Se alguém tiver dados que comprovem que as propagandas das Havaianas não estiverem dando retorno algum, eu me convenço. Enquanto isso, vou continuar achando que esse bafafá todo vale a pena.

  • thiago de carvalho

    Caro André, do mesmo modo que me perguntou, te pergunto: qual a última vez que você escreveu um post mal educado sem conhecer exatamente para quem estava respondendo? Você deixou de debater o assunto para fazer ataques pessoais infantis a mim e a demais participantes deste blog. Sugiro que você reduza o tom nesse e em demais posts, pois provavelmente um de seus futuros empregadores ou clientes estejam acompanhando seus escritos. O mundo é muito pequeno.

    Voltando ao tema, quando falei de mães e avós, quis dizer que esse debate se tornou estéril a partir de determinado post, digamos. Agora acredito que só serviu para conhecermos quem acha que sabe mais que o outro.

    Uma pena. Vamos conversar sobre os temas postados, e não sobre os que postam comentários.

  • @Thais: Olá, Thais.

    Você está certa: a agência tem que ser consciente com o uso da verba. Dando prosseguimento, vamos analisar o problema do ponto de vista do cliente, cuja agência poderia ter feito exatamente o MESMO TRABALHO, só que com muito menos verba. Verba SUA. O que você faria? O que QUALQUER UM faria? Ficaria feliz deles estarem torrando a sua verba desnecessariamente? Ou daria uma BRONCA na agência, dizendo que “o seu dinheiro não é capim”.

    Outra coisa: o fato do cliente aprovar a idéia maluca é muito questionável. Já vi cliente aprovando idéias péssimas, e pagando caro por isso. Já vi cliente reprovando ótimas idéias, e pagando caro por isso. Enfim, cliente é ser humano, e a gente tem que aprender a lidar com isso. Mas o simples fato de um cliente ter aprovado uma idéia não quer dizer que a idéia seja a mais adequada para a empresa/produto/marca dele.

    Thais, eu não disse que as propagandas não estão trazendo retorno. Eu não tenho esses dados. Só não acho INTELIGENTE uma agência gastar mais para fazer algo que daria para fazer com menos. Acho ainda menos inteligente um cliente aceitar isso. Mas, enfim, as Havaianas devem estar nadando no dinheiro… então, pouco importa o tempo de trabalho, a verba gasta desnecessariamente. Ah, como eu queria ter um cliente que não esquentasse a cabeça com dinheiro!!!

    Havaianas vende sim, isso é fato. Minha idéia foi apenas questionar o que é realmente significa publicidade para os responsáveis de uma campanha que fica mostrando o making-of de um anúncio como se isso fosse garantir a venda do produto. Como se isso fosse trazer retorno para o cliente. Você vai comprar havaianas por causa desse making-of. EU não vou. E tenho CERTEZA que muita gente não vai comprar. VOCÊ vai? Simplesmente por ter visto esse making-of? Entendo que cada um pensa de um jeito, e o meu jeito de pensar é que esse making-of vai trazer muita visibilidade PARA A AGÊNCIA.

    Assim como você, creio que a agência esteja atingindo seu objetivo, mas será que precisa gastar mais para atingir esses objetivos?

    Abraços e sucesso!

  • Caro Thiago de Carvalho,

    Meu objetivo aqui é, além de dar minha opinião (afinal de contas, a internet é um espaço democrátivo), levantar uma questão quanto aos conceitos de PUBLICIDADE e da real necessidade de fazer o anúncio da maneira que foi feito. Foram as pessoas que começaram a me responder e, infelizmente, alguns foram mal-educados. E eu não vou permitir que qualquer um venha com grosseria, pois o próprio uso da grosseria denota inexperiência, coisa típica de estudantes medíocres e recém-formados arrogantes. E quando é assim, eu pago na mesma moeda, para ver se o cara “se manca”. Você, por exemplo, usou um tom nessa última mensagem totalmente diferente da suas primeiras mensagens. Percebeu? E eu estou respondendo num tom à altura. Percebeu?

    E, ao contrário do que você disse, não fiz ataques pessoais a ninguém. Fiz, sim, questionamentos PROFISSIONAIS, como os que fiz para você. Até agora, ninguém respondeu… Seria muito mais fácil discordar das idéias dos outros com educação, criando um ambiente de discussão construtivo.

    Estou aqui apenas para discutir amigavelmente, para aprender. Mas isso só é possível com pessoas educadas, inteligentes e experientes, mesmo que tenham opiniões discordantes das nossas.

    Portanto, Thiago de Carvalho, vou continuar conversando educadamente com quem é educado, e vou continuar questionando o profissionalismo dos “mal-criados”.
    Quanto à sua preocupação em meus futuros clientes/empregadores estarem acompanhando essa discussão, agradeço muito, mas pode relaxar. Alguns já devem estar acompanhando, eu costumo passar esses links para eles, pois eu não me escondo atrás de discussões de blog. E, pode ter certeza, eles devem estar adorando! Pois, exatamente como aqui no blog, sou assim também com meus clientes: eu danço conforme a música, eu falo a linguagem deles. Minhas opiniões tem fundamento e sei defendê-las, e sou muito sincero nisso.

    Quanto à sua colocação sobre mães e avós, achei totalmente sem fundamento. Na verdade, fui eu que achei que o debate se tornou estéril com o seu comentário. Pareceu coisa de quem apenas queria “por lenha na fogueira”. E estou certo que muita gente também pensou assim. Foi um comentário que não contribuiu em nada, e – pior – denotou grosseria e inexperiência. Leia o seu comentário atentamente, sem pensar que ele foi feito por você, e perceberá o tom ácido do mesmo. Daí eu ter questionado suas qualificações profissionais.

    Sendo assim, voltemos à discussão sadia e contrutiva. É um prazer trocar idéias com pessoas educadas.

  • Phillip

    desperdicio de verda… pseudos intelec.. e ainda tem gente q acha inovador!

  • Mauricio

    A idéia de gerar buzz com isso foi boa. Mas pra ficar muito boa, teriam que ter feito isso em praias mais acessíveis aos turistas e então deixar os objetos a mostra como atração turística, para que fotos de pessoas com esse cenário ficassem espalhadas pela web. Se não fizeram, deixaram de aproveitar a melhor utilidade dos objetos criados.

  • Phillip

    ISSO SERVE como MANUAL de como NAO gastar a verba do seu cliente.. fico me perguntando se essa agencia vai manter a conta!

  • Thales Ma

    A máxima “time is money” foi totalmente jogada no lixo nesse trabalho, né? Tudo poderia ser feito com o photoshop. Qual foi a explicação prá ser assim?

  • Meu nome é Michel Téo Sin. Não sou formado em publicidade/propaganda, mas trabalho na área como fotógrafo publicitário/comercial. Sou formado em design em um curso que abordou as diversas áreas do ramo.  

    Acabei chegando aqui por meio desse “buzz” deste anúncio/campanha/ação da Havaianas e acabei lendo os comentários, os quais todos são válidos para se pensar de vários pontos de vista sobre assunto levantado do decorrer da discussão.

    Quero deixar claro que não estou “defendendo” a opinião de ninguém, mas sim expressando a minha, pode não ser coerente para alguns.

    Todos aqui estão certos. Fiquei pensando que essa campanha da Havaianas pode a primeiro momento parecer irracional, pois poderia ter sido feito de outra maneira mais barata para chegar ao mesmo resultado visual, usando o restante da verba para outros fins ou ter economizado mesmo, divulgando assim sua marca e lembrando o consumidor dos seus produtos. Porém foi feito um trabalho que aparentemente foi mais trabalhoso mas que criou um belo burburinho entre as pessoas. Este “buzz” pode não significar um aumento direto nas vendas dos produtos, mas sim num aumento do valor da marca Havaianas. Muita gente viu o vídeo e o inconciente pensou “nossa, a Havaianas fez algo diferente. Eu sou (ou quero ser) diferente, me identifico com a marca Havaianas, pago mais para tê-las do que uma genérica ou imitação.”

    Um exemplo pessoal que me veio agora é da Redbull. Ela cria/patrocina as ações/eventos mais irracionais que já ví. Quase tudo é loucura cara e que parece que a Redbull está queimando dinheiro. Mas quando vou na prateleira de energéticos e vejo marca X por R$4 e a Redbull por R$7, os dois com gosto parecidos, composições semelhantes, quantidade iguais, racionalmente a marca X é a melhor compra, mas compro o Redbull pois associo a marca com aquelas loucuras e quero fazer parte daquilo, ou compro para poder ver mais loucuras no futuro. 

    Acho que dependendo do objetivo da empresa (vender mais produtos ou agregar valor e elevar o preço ou ainda fidelizar os consumidores) um trabalho publicitário racional/objetivo seja o mais adequado, ou não, e sim algo emocional/subjetivo.

    Como já dizia Albert Einstein: “Tudo é relativo”
      

  • Muito bom mesmo, que trabalhão!

  • Olá, Michel!

    Obrigado por enriquecer nossa discussão com uma mensagem tão educada, pertinente e com conteúdo. Faz bem ler uma mensagem assim, sendo ela a favor ou contra as nossas opiniões. Você se apresentou usando nome e sobrenome (ao invés de um nick) e redigiu uma mensagem que respeita a pontuação, a gramática, a separação dos assuntos por parágrafos. E olha que você é um designer, não um publicitário/redator. Isso sim é comunicação. Tenho certeza que muito publicitário gostaria de escrever como você.

    Olha, Michel, eu fiquei realmente intrigado com essa ação da Almap, sabe… Inclusive, já comentei o fato com uns amigos e clientes, e a opinião deles foi favorável à minha. Particularmente, não acredito que o objetivo da ação tenha sido gerar esse buzz e, mesmo que tenha sido, questiono a eficácia de tudo isso. A minha opinião é que isso tudo só serviu para dar visibilidade à agência, pois o vídeo é um making-of, totalmente orientado a mostrar uma série de cenas de profissionais trabalhando em função da produção. É “legal” ver o pessoal trabalhando, é um vídeo atrativo sim. Mas o filme não fala do produto em si, fala do processo de produção de um anúncio publicitário. E, definitivamente, não é assim que se vende um produto. Por isso, entre outros motivos, não acredito que isso resulte em mais vendas para as Havaianas. Não acho que ninguém vai pensar: “hmmm… que video legal! Vou até comprar uma Havaianas para mim!”.

    É muito complicado ter uma opinião contrária a das grandes agências. As pessoas jogam pedra, principalmente as mais conservadoras/desatualizadas. A tendência da maioria das pessoas é achar que as grandes agências estão cobertas de razão, “e não se fala mais nisso”. Poucas questionam, poucas acreditam que pode haver algo errado aí. E então dizem “amém” para tudo o que as grandes fazem.

    Devemos ter personalidade e embasamento suficientes para por em dúvida esse tipo de ação. Pouco importa se a agência é grande. O objetivo da publicidade é vender. Eles conseguiram vender? Ótimo! Parabéns! Não conseguiram vender? Então vai lá se retratar com o cliente. Mas, por fim, vem a pergunta: quantos publicitários tem a HUMILDADE e o BOM SENSO para aceitar que erraram ou que, pelo menos, fizeram aquém do que poderiam fazer pelo cliente?

    Aquele abraço e muito sucesso!

  • Bem bacana… a publicidade nos permite recriar o paraíso… com ou sem verba!

  • Pessoal,

    eu achei o vídeo DUCA (mas incompleto)… explico:

    Assim como muitos aqui acharam e o André Taranto citou: ” A minha opinião é que isso tudo só serviu para dar visibilidade à agência, pois o vídeo é um making-of, totalmente orientado a mostrar uma série de cenas de profissionais trabalhando em função da produção.”, também compartilho da mesma opinião…

    O vídeo está gerando buzz? Sim, está. Mas acredito q não da forma como a Havainas queria (se é que ela queria).

    Podia ser feito no Photoshop + 3DS ou similares? Sim, podia. Mas não estaríamos comentando aqui e não teríamos esse ótimo material para apreciar todo o trabalho da agência e “ter acesso” ao making of da produção da peça.

    E não… não fui irônico no parágrafo acima… :-)

    A maioria absoluta que vem ao Brainstorm#9 são de estudantes e curiosos da profissão, querem material melhor do que um making-of pra aguçar a todos?

    Até hoje, mesmo após quase 10 anos da formação em DI, eu não compro nenhum DVD/Blu-Ray que não tenha materiais extras como o do vídeo acima, preferencialmente em um segundo ou terceiro disco… :-)

    E por isso digo que o vídeo acima é DUCA, independente do objetivo da marca ou da agência… apenas achei incompleto (para o meu objetivo)… ;-)

    Um viva ao making-of!!! :-)

    Abs,
    Marcelo Sales

  • Dênis

    Excelente!

  • @Michel Téo Sin: Eu concordo com você. Isso é fixação de marca. Pouco importa se com esse anúncio específico eles vão vender uma ou duas havaianas a mais. O que importa é que eles geram um valor agregado, ficando na cabeça das pessoas quando se depararem em uma loja entre uma havaianas e uma concorrente. Eu mesma não troco as Havaianas por nenhuma outra. Se isso é fruto de uma propaganda bem feita? Provavelmente, porque eu nunca nem experimentei a concorrente pra saber se é melhor ou pior. E no fundo é só isso que interessa pra eles.

  • Achei muito bonito e louvável trabalho. Mas só para nós publicitários. Me diz qual target vai amar as havaianas só pq os caras fizeram sem PS ?

    Um puta deslize do Carlos Merigo também. Deu pra entender por que você obviamente não deve trabalhar como uma área administrativa ou gestora de verba, até atendimento. Aliás, pode até trabalhar mas deve esconder esses pensamentos no fundo do seu profissionalismo.

    “Não é só falar com o molequinho do Flash não minha gente, vamos gastar essa verba.”

    Fala isso pros cliente que você atende cara. Queria ver a cara deles.

  • Dr. Winston O’Boogie

    Infelizmente um caso clássico onde os fins não justificam os meios.

    Os argumentos favoráveis a essa idéia são tão frágeis quanto uma casca de ovo.

    É possível conseguir o mesmo resultado usando o computador. Então, por que fazer gastando muito mais?

    Tenho certeza que a intenção dos criativos envolvidos nesse trabalho foi muito nobre. Um grito de “Abaixo as máquinas! Viva o trabalho manual!”. Uma pena que a execução do trabalho assassinou o idealismo. Belo trabalho manual programar uma máquina para entalhar a madeira. Belo trabalho manual mandar para a gráfica as figuras para serem impressas.

    A ação, como propaganda impressa não se justifica.

    Não concordo com o argumento “Gerou Buzz, ótimo”. Em primeiro lugar, se gerou buzz esse foi predominantemente negativo para a agência em razão do custo benefício do trabalho. Em segundo lugar, se gerou buzz foi para a agência e não para a marca, e quem pagou por isso foi o anunciante. E em terceiro lugar, que buzz é esse? Só estamos discutindo isso por que estamos num blog sobre publicidade e propaganda. Eu pelo menos não vi ninguém comentando sobre isso hoje no jogo entre Ferroviária e Corinthians válido pela Copinha.

    É muito fácil gastar a verba de um cliente como esse, que passa um cheque em branco para a agência. Será que seria adequado torrar a verba de um cliente menor, atuando num mercado competitivo e em desvantagem frente a concorrência? Será que seria adequado torrar a verba da micro empresa que está anunciando pela primeira vez? Eu, como estudante de Propaganda e Marketing ficaria muito mais orgulhoso em fazer um trabalho fantástico com o mínimo de recursos possíveis. Criatividade é simpliciade.

    Por fim, a impressão que me passa é que essa suposta ação impressa foi feita exclusivamente para gerar o vídeo do making of.

    Meio egocêntrico isso.

  • Realmente não há nada de tão sensacional no anúncio, só a forma como foi feito, obviamente só para chamar a atenção para um trabalho sem muita criatividade, simples demais. É, de qualquer forma, uma outra de se fazer o mesmo, ok.

    E acredito que, pelo menos para correção de cores deve ter sido usado o Photoshop sim. Poderia-se ter feito este anúncio muito mais facilmente no Photoshop, sem dar todo esse trabalho, ia ficar igual.

    De qualquer forma, um ponto para os criativos, chamou a atenção.

  • k-lopes

    Claro q teve finalização em PS. Mas o grande do anúncio não é o fato de ser ou não montado em Photoshop e sim a produção. Isso não é “jogar dinheiro do cliente fora”. Isso é um investimento em produção pra poder gerar BUZZ. Ou alguem aqui acha q se o anúncio tivesse sido feito normalmente, por computação gráfica, iria aparecer aqui no blog? O próprio video-case é um anúncio, tanto para o cliente quanto para a agência.

    Quem acredita que fazer isso é jogar dinheiro fora, q tem q focar em lucros resultados e etc, precisa abrir os olhos para o mundo. Quando uma agência investe o dinheiro em algo sócio-economico ou cultural, algo não ligado diretamente a vendas, não é esmola. É um investimendo para construir conceito, branding, buzz e etc.

  • Renato

    Pessoal, vamos parar de analisar a peça apenas como um anúncio impresso. Com certeza essa não foi a intenção da almap e nem do cliente. O vídeo ja teve mais de 43 mil views. Além disso, quantas pessoas não viram as intalações na praia? E mais, quantas pessoas não interagiram com a intalação, ou seja, tiveram a boa vontade de caminhar até a instalação, tirar uma fotinho, brincar com as sandálias gigantes e claro, compartilhar essa rica experiência com os amigos, familiares e etc?
    E agora pergunto – Qual o valor disso tudo? Será que com um simples anúncio impresso conseguiriam tudo isso? vamos além galera…se quisessem um anúncio impresso – fariam um, e ponto.

  • A maioria do público vai ver somente o resultado final, que poderia ser facilmente produzido em PS. O “making of” é para publicitários e entusiastas mesmo, pouca gente. Portanto, talvez seja sim desperdício de dinheiro.

    E, vamos combinar, isso é totalmente a campanha do Google Chrome, né?

  • Renato

    pergunta: se isso fosse apenas uma instalação de verão em várias praias, assinadas por diversos artistas, com a intenção de divulgar a marca apenas ali, na areia, o que vcs achariam? desperdício de dinheiro? pq?

    abs

  • Henrique Gibbon

    Vejo mais como um case para agência inscrever nos festivais de publicidade do que algo criado especificamente para dar retorno ao cliente. O esforço pelo anúncio em si nao vale, até pq quem olhar de forma desatenta nao vai fazer diferença se o anuncio foi feito no paintbrush, photoshop ou nenhum. O que ta funcionando é o buzz. Mas será que este buzz nao é apenas para o pessoal da área de publicidade. Chega ao público final?
    Abraço!

  • A grande maioria das pessoas que verão o anúncio não terão a mínima noção de como foi feito. Por este simples fato, não tem a menor diferença ele ter sido produzido sem uso de Photoshop. Na verdade, tem uma diferença sim, o cliente teve que desembolsar mais dinheiro. No final, é um ponto negativo.

  • K-lopes

    Segredinho gente… Uma ação de guerrilha, viral ou um videocase de uma super produção quase sempre é muito mais cara e atinge menos pessoas do que um anúncio de TV ou flyers 4×0 couchê. Mas não estamos falando de um contato de 30 segundos na hora do xixi do intervalo ou de um material q é amassado e jogado fora. Isso é experiencia com marca, criação de conceito e buzz marketing. O video-case é um anúncio de 2 minutos, com grande exposição de marca. Quem te entregou esse anúncio, não foi uma tia gordinha q panfleta na esquina. Foi um blog de respeito falando sobre uma grande produção, um amigo te passando um video curioso, a namorada falando q viu tudo na praia e etc.

    Pelo amor de deus! Vocês são publicitários ou micreiros? É esse tipo de gente q só se interessou por twitter ou viral, porque “são de graça”.

  • Otavio

    47 mil views em 4 dias para um making of de 1 só anúncio.

  • Viu!@

    vocês viram no M&M que tudo isso está ligado a uma ação itinerante (SP, RJ e BA). Virou até ponto turístico nas praias..

    Tá mais ligado a uma integração de ferramentas que uma isolada ação de photoshop versus produção cara.

  • Renato

    aeeee!!!!!

    agora sim!!! é isso que to querendo dizer. isso não é só um anúncio impresso. vai além!

    vamos pensar além pessoal!!! isso é uma puta ação, que lá na ponta virou um anúncio impresso, mas também virou um video case e sabe-se lá qual é o próximo desdobramento!!

    abs

  • Fernando

    thiago de carvalho
    assino o que você escreveu, uahua principalmente a parte sobre sua vó, irmã e mãe.
    André Tarento, acho q a verdadeira intenção do anuncio foi gerar um burburinho mesmo sabe. Independente das pessoas que nao estao no meio da comunicação nao saberem o que é photoshop, flash, mkt de guerrilha e etc, todo mundo que qualquer anuncio de uma revista é feito “em computação grafica”, pra falar bem popularmente mesmo. Então acho bem valida a ideia. Claro, esse é só meu ponto de vista, diferente do seu, que pelo jeito é uma pessoa extremamente conceituada na sua cidade e grande entendedor do assunto.
    Abraços e feliz 2010

  • Dr. Winston O’Boogie

    Experiência com a marca? Aonde??? Fica bem claro no próprio making of que ação não teve a menor objetivo de chamar a atenção das pessoas da praia. A produção começou os trabalhos de madrugada e aparentemente finalizou os trabalhos no começo da manhã. Muita gente deve frequentar a praia da meia noite às 7 da manhã… rs. E se tinham curiosos no local, não chegaram nem perto do local de gravação, e isto está claro no vídeo. Ação itinerante? Não usaram essas peças então, pois também percebe-se no vídeo que elas não tinham nenhum preparo para suportar o vento e ficar de exposição para o público. As peças foram criadas apenas para o making of mesmo.

    Qual o conceito que foi criado com a ação?

    Buzz Marketing? Das 43 mil pessoas que viram o vídeo no youtube, excluindo os que clicaram sem querer e derivados, apenas uma parte resolveu comentar, ou seja, criar buzz. A enorme maioria discutindo se o dinheiro foi bem empregado ou não. Não visualizo onde esse buzz especificamente vai agregar valor a marca.

  • Otavio

    As ações estão acontecendo em Búzios, Floripa, Fortaleza e São Paulo. Capa do M&M dessa semana. A agência que executa chama-se “Biruta”. um monte de gente posando no meio de sandálias e logos gigantescos das Havaianas. Isso é experência de marca, Seu Wiston.
    Não tente desmerecer um trabalho muito bem feito. E enquanto isso 48.000 pessoas assistem o making of de uma campanha impressa. O gente chata da peste!

  • @Fernando: Olá, Fernando, tudo bem?

    Obrigado por contribuir cordialmente e positivamente com a discussão.

    Concordo com sua opinião de que a intenção do trabalho foi realmente criar buzz. O que eu questionei foi o que muitos questionaram (e continuam questionando): o fato da agência ter gastado mais verba e tempo para produzir uma peça publicitária que, pelo resultado visual, poderia ter sido feita em computação gráfica, com muito mais agilidade e economia. Desde então, fui alvo de muita “pedrada”, apesar de não ter “jogado pedra” em ninguém. Mas me defendi, questionando a competência de quem estava me jogando pedra. Não sou nenhum “guru” no assunto, mas estou certo que aprendi alguma coisa nos meus 15 anos de experiência profissional.

    Voltando à campanha, agora está acontecendo algo realmente interessante: essas “ações itinerantes” em algumas praias. Sendo assim, esse anúncio não pode mais ser encarado como uma peça isolada, mas como um elemento integrado a outras ações. A coisa mudou de figura, mudou de tamanho. Portanto, ao que parece, esse making-of foi apenas o primeiro passo para uma ação muito maior. E, nesse sentido, eu achei válido o making-of, pois ele foi um “trampolim”.

    Mas, como não podemos deixar de ter pensamento crítico e fazer funcionar a massa cinzenta, levanto algumas questões:
    » Porque o making-of não apresentou a informação de que haveriam ações secundárias (como as ações itinerantes)?
    » Porque não informaram as praias onde iriam dispor os objetos?
    » Porque não fizeram uma “call-to-action”, chamando o pessoal para tirar fotos nos locais com os objetos?

    Nesse sentido, o making-of pecou. Ele deu a entender que o anúncio era apenas uma peça isolada. E isso não é opinião, isso é fato. O making-of trata de uma produção de um anúncio, e ponto final. Poderia ter ido muito mais além.

    Abraços e muito sucesso em 2010 pra você também!

  • Peter

    @ André Taranto,

    por favor, nos mostre uma peça, ação ou campanha sua para seus clientes onde foi utilizado todos esses seus conceitos tão modernos.

    Teu discurso de atendimento já está aprovado, agora só falta o trabalho de verdade.

  • Putz cada coisa que eu li, que tal parar de pensar como publicitario e pensar como consumidor? eu achei bem bacana a produção, e é muito legal esse lance de sai de dentro do seu escritorio.
    A ação foi tão foda, que tem gente falando dela aki e em muitos lugares.
    Só discordo do titulo “propaganda sem photoshop” (até parece).
    Qto a alguns que questionaam que o video do making off deveria ter informado tudo o que ainda estaria por vir, eu sito o exemplo do google que lança seus produtos e distribuem convites somente para alguns (como o novo orkut) e vejam o “barulho” que isso causa.

  • @Peter:

    Peter,

    O objeto da discussão aqui não é o meu trabalho, nem o trabalho de ninguém que postou aqui. O objeto da discussão é o MAKING-OF DO ANÚNCIO DAS HAVAIANAS. Ficar apresentando trabalhos aqui seria uma demonstração gratuita de orgulho, e desvirtuaria totalmente a discussão. Mas, dada a sua clara preocupação em me desmoralizar, não vou deixar-lhe sem resposta.

    Acredite, Peter, eu desenvolvo trabalhos sim. E, tomando emprestado suas palavras, são “trabalhos de verdade”. Vou citar alguns exemplos:
    » Desenvolvi as campanhas publicitárias da Administração Pública Municipal da minha cidade, no ano de 2008. Campanhas de sucesso, que trouxeram resultados efetivos em termos de aprovação da administração;
    » Nesse mesmo ano, fui contratado para a campanha eleitoral, campanha esta que foi responsável por um fato INÉDITO na história da cidade: a reeleição de um prefeito. Vou repetir: um fato INÉDITO na história da cidade;
    » Há alguns anos, desenvolvi uma campanha para angariar fundos para a construção de um prédio anexo a um hospital. E, em conjunto com outras ações, conseguimos as doações, apesar de todas as dificuldades de se angariar fundos em uma cidade do interior de Minas Gerais. O prédio está pronto, venha visitá-lo!
    » Fui contratado por uma empresa de cosméticos que estava nas mãos de uma agência de fora. Era uma agência dispendiosa, com vários funcionários, mas que não estava mostrando muitos resultados, apresentando peças gráficas de qualidade muito duvidosa. Essas peças já estavam prontas para serem impressas, foi quando me contrataram. Então, cancelei tudo e reformulei todo o material institucional e publicitário. A agência foi dispensada. E a aceitação do produto está tão boa, que a empresa já está fazendo um plano de exportação.

    Peço que aguarde chegar o mês de março, quando meu site vai estar pronto. Estou dando duro para finalizá-lo. Até lá, você pode fazer duas coisas para avaliar o meu trabalho:

    1. Entrar em contato comigo e solicitar o telefone dos clientes com os quais tenho contrato fixo. Em seguida, ligar para cada um eles e falar que “o meu discurso de atendimento já está aprovado, agora só falta um trabalho de verdade”. Depois você me diz o que eles te falaram. Aliás, eu JÁ SEI O QUE ELES VÃO TE FALAR. Afinal de contas, cliente pode não entender de publicidade, mas entende muito bem de resultados;

    2. Me passar o contato de algum cliente seu, para que eu possa atendê-lo, cobrar um valor justo, e aplicar o meu conhecimento. Fica tranquilo, eu te dou comissão de 20% :)

    Vamos combinar uma coisa, Peter: a partir de agora, vamos deixar de lado esse papo de “mostrar trabalho” aqui. Guerra de ego é coisa de gente medíocre. Se estiver realmente disposto em prolongar esse assunto, evite fazer isso aqui. Vamos conversar em off. Mas, por favor, se não puder contribuir com a discussão, deixe que ela seja bem aproveitada por quem realmente quer torná-la agradável, construtiva e pertinente ao assunto.

  • frank

    @Otavio:
    Meu caro, quem fez, instalou e mantém as ações de Havaianas verão nas praias citadas é minha empresa Formentera. O ‘erro’ da matéria no M&M será motivo de ação judicial.
    No site do CCSP, o ‘engano’ já foi corrigido a pedido da própria Almap, atendendo uma solicitação da Formentera.
    A participação da empresa citada por vc, foi responsável pelas locações e desembaraço de autorizações junto a prefeituras.
    Abrçs

  • frank

    Andé, Eu não pretendo ‘bater boca’, mas entrando na questão dos valores eu tenho a dizer que é muito perigoso fazer qualquer afirmação categórica sem o conhecimento prévio dos valores envolvidos na produção deste ou de qualquer outro trabalho.
    Achar, no nosso meio, nunca foi uma boa política. Pois este sim é o meio pelo qual se gasta dinheiro inutilmente até que se chegue ao resultado. Quando se chega.
    Este não foi, e espero que não tenha sido, meu único trabalho em que uma estrutura como a demonstrada no making of é utilizada.
    Confesso que já participei de projetos onde o volume de dinheiro envolvido eram muito superiores ao deste de Havaianas, e onde a participação dos softwares na finalização eram infinitamente maiores.
    Talvez se a prática do making of fosse recorrente, revelaria, ai sim, uma noção exata dos enormes desperdícios de verbas, seja quando utilizamos meios totalmente digitais ou não.
    Creio ser desgastante e imaturo um debate sobre o uso ou não de PS, ou qualquer outro software.
    Antes do PS se retocavam fotolitos a mão antes de publicar um anúncio.
    Quando se afirma que não se utilizou o PS, a proposta é de não inventar elementos que não estavam presente na locação, não ‘setorizar’ luzes no momento da foto, não individualizar qualquer elemento da cenografia no instante da foto. O registro daquele momento, é o registro que está nos anúncios. O que vc vê nos anúncios corresponde exatamente ao que viamos na locação.
    Sobre a questão da publicidade ser arte ou não, tudo que eu tenho a dizer é que esse é um debate que eu considero improcedente e inútil. Pelo simples motivo que não há registro algum dessa afirmação no making of ou qualquer outro mateiral de apoio desta campanha.
    Caro André, eu considero este debate muito útil. Acho mutíssimo importante as questões que estão sendo debatidas aqui.
    Abçs

  • Ah, que lindo o anúncio. Sei que tem bastante gente por aqui falando que o anúncio poderia ter sido feito em 3D, mas com certeza não ficaria tão legal nem geraria tanto buzz.

  • Claudio Augusto

    Eu também fiz uma havaianas bem legal, entrem e votem, vale a pena.

    http://www.veraohavaianas.com.br/claudioacg

  • LeandroCosta

    O Objetivo da Havainas foi promover mais o MAKING-OF do que o proprio anuncio! ?

    Bonito, mas desnecessário…

    Minha Opinião!