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ChatRoulette: Humanos aleatórios… e (quase sempre) pelados

22.fev.2010
ChatRoulette

Desde o momento em que me mandaram o link do ChatRoulette, tive medo de clicar em “play”. Afinal, a disposição não era muito grande para, provavelmente, encarar alguma figura bizarra de qualquer parte do planeta. Uma semana depois de eu ter hesitado, o site criado por um programador russo de 17 anos de idade, Andrey Ternovskiy, já era chamado de fenômeno.

O funcionamento é simples: você aperta o play, habilita a sua webcam, e aleatoriamente alguém é escolhido para conversar com você. Ou não. E também não existe a menor garantia de que essa pessoa vai estar vestida.

Tudo ao vivo. Quando quiser ver/falar com outra pessoa, basta clicar em “next” e mais um estranho aparece na sua tela. Lembre-se: não necessariamente com roupas.

As possibilidades dessa roleta russa com vídeo ao vivo nos leva para um mundo de bizarros. Imagine ter um encontro as escuras a cada vez que clica em “next”, interações que duram segundos e raramente geram uma conversa com algum sentido.

O ChatRoulette faz uso de uma tecnologia que já existe há anos, e dispensa qualquer tipo de identificação e conexão com redes sociais. Qual é a graça então? Justamente o desconhecido. A aleatoriedade de clicar em “next” tem tornado a experiência nonsense em algo magneticamente viciante. E quem disse isso foi Sam Anderson, da New York Magazine, em um excelente artigo sobre esse shuffle humano.

Desnecessário alertar que o ChatRoulette é altamente proibitivo no trabalho, mas você pode se divertir com uma outra mania que o site gerou: colecionar screenshots das figuras estranhas que aparecem. De um homem vestido de onça, adolescentes com maquiagens bizarras, alguém fornicando com um alface, garotas se beijando, um cara de terno e gravata “trabalhando” em um café, nazistas, chineses, e claro, uma tonelada de masturbadores.

Com menos de 3 meses de existência, o site saltou de poucas pessoas online para mais de 100 mil usuários simultâneos. Polêmico e chocante, ChatRoulette é uma volta aos primórdios da internet. Sem seleção, avatares, curadoria ou qualquer coisa que o valha. Tire as crianças da sala.

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