Clicky

Toy Stories: fotógrafo retrata crianças e seus brinquedos ao redor do mundo

19.mar.2013

Todos nós lembramos dos nossos brinquedos de infância. Foi com boas e nítidas memórias que Gabriele Galimbert, fotógrafo italiano, pegou a estrada por 18 meses e foi fotografar crianças com seus brinquedos pela estrada afora. O resultado é o projeto Toy Stories, que se desdobra em diversos significados a partir dos mundos construídos por estas crianças e cada objeto seu tão amado.

“No fim, todos só querem brincar”. – Galimbert

Mas como as crianças brincam pode revelar muito sobre elas. De acordo com relato em seu site, Galimbert conta que as crianças com famílias de maior poder aquisitivo eram mais possessivas e demoravam mais para deixá-lo brincar junto. Já em países pobres, esse contato era muito mais fácil, pois as crianças tinham poucos brinquedos e não se importavam muito com eles, querendo mesmo era brincar na rua com os amigos.

Mesmo de realidades diferentes, Galimbert conta que muitas das crianças, independente de qual e quantos brinquedos tinham, acreditavam naquele mundo que haviam criado, e que os protegeria de tudo.

Outro olhar interessante foi sobre os pais destas crianças. O fotógrafo conta que aprendeu muito sobre suas famílias ao observar os brinquedos dos filhos: uma criança que vivia numa área rural do México brincava com pás, tratores e caminhões de plástico; já uma criança cuja mãe era taxista colecionava dezenas de carrinhos; outra criança, filho de músicos, tinha em sua maioria brinquedos que eram instrumentos musicais.

Ryan-SudAfrica Tyra-Sweden-1024x1024 botlhe-Botswana Allenah-Lajallab-el-nido-Philippines alessia-toscana Noel-South-Dallas-Texas Abel-Nopaltepec-Messico enea-colorado Keynor-Cahuita-Costarica Li-Yi-Chen-China Orly - Brownsville, Texas Arafa-e-Aisha-Aman-Zanzibar

Galimbert por fim relatou que, com a exceção dos jogos e dos computadores, os brinquedos e suas funções mantem-se ao longo do tempo. Podem ganhar uma tela touch, provocar experiência interativa e até possuir certa inteligência artificial, mas continuam sendo simples instrumentos de fantasia e memórias.

Comente