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Estamos cada vez mais impacientes, nem aguentamos ouvir uma musica inteira

Dados do Spotify mostram que mais da metade das canções são ‘puladas’ em algum momento

12.maio.2014

Chamar a geração de impaciente nem é uma crítica nova. Há anos se ouve falar do imediatismo e da instantaneidade dos jovens, e do quanto a nossa capacidade de concentração está cada vez menor.

Esses dados do Spotify, no entanto, são um pouco alarmantes: estamos tão impacientes que não aguentamos ouvir uma música inteira. Segundo o streaming de música, quase 25% de todas as músicas são puladas logo nos 5 primeiros segundos, o que eu gosto de pensar que é a versão musical de zapear por canais de TV. No entanto, mais de 33% das canções são ouvidas por apenas 30 segundos, e quase metade de todas as músicas são puladas em algum momento antes do final.

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% da música que foi ouvida

 

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Segundos da música tocados antes do skip

Passar dos 12 segundos ouvidos é um sinal de comprometimento – depois desse período, a tendência é que a música seja ouvida até o final. E, como era de se esperar, os adolescentes são os que menos têm paciência: a grande maioria deles pula canções com frequência. Curiosamente, os mais velhos também estão entre os que mais apertam o botão de ‘forward’.

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Comportamento por idade

 

Paul Lamere, diretor da Echo Nest e organizador desses dados, acredita que esse comportamento tem mais a ver com o tempo livre disponível do que com a faixa etária. “Os adolescentes têm mais tempo, enquanto os adultos de 30 e poucos, com seus filhos pequenos e trabalhos, não têm tempo para ficar cuidando do seu player de música”, especula ele. Isso também é uma verdade durante os fins de semana – enquanto os usuários não estão trabalhando, o índice de ‘puladas’ de música aumenta.

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Comportamento por hora do dia

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Comportamento por dia da semana

No entanto, uma outra teoria sugere que os adolescentes estariam usando a conta do Spotify dos seus pais (espertinhos!), o que gera essa quebra de padrão.

Para Lamere, esses dados evidenciam que quanto maior o engajamento do ouvinte com o tocador de música, maior é a chance de ele pular uma determinada canção. “Quando a música está tocando para preencher o ambiente, como quando estamos trabalhando ou relaxando, ‘pulamos’ menos canções”, argumenta ele. “Quando temos mais tempo livre, como quando somos jovens, ou estamos em casa depois do trabalho, ou durante um fim de semana, queremos selecionar melhor o que vamos ouvir, e pulamos mais músicas”, conclui.

Dá até saudade daquela época em que você apertava o ‘forward’ do Winamp sucessivamente, e tinha tempo livre…

(ps: não me venham com ‘Winamp foi descontinuado’. Winamp ainda vive, graças à Radionomy)

Comente

  • Geração miojo…

  • Mas… e se a música for irrelevante para o meu gosto? Não vi essa perspectiva… No Spotify ouço MUITA coisa nova e bacana, assim como o inverso.

  • Leticce

    Eu já sentia essa “impaciencia” com música, dentre outras coisas faz uns 4 anos pelo menos. Até pseudo criei uma teoria hahahaha. Olha o texto> http://leticce.blogspot.com.br/2010/10/no-futuro-andaremos-todos-nus-e.html

  • Kelvin Morcillo

    Isso tudo invalida quando você pensa que a maioria ouve listas ou shuffle (coisa que o app insiste). se ele sugere e eu não gosto, skip.

  • Vitor Light

    Acho que depende do ponto de análise.
    Com certeza existem pessoas que mudam de música, apenas pelo fato do spotify não ter a opção de se escutar suas músicas de suas listas, na ordem que se quer, ou até mesmo por questão de gosto. como citou Fabio Prestel abaixo.

  • Eu costumo ouvir listas de reprodução criadas por mim. Há músicas que já ouvi tantas vezes ou que não me apetece ouvir naquele momento que avanço logo para a música seguinte.
    Cada caso é um caso. Gostaria que este estudo fosse aplicado na 1ª vez que ouvimos um álbum ou um artista que não conhecemos ou conhecemos muito pouco.

  • ad-maru

    Test Drive é meio norma e não vejo problema.

  • Rodrigo Silva

    Eu pulo muita musica quando tenho muitos artistas diferentes no meu tocador. Quanto menos, maior o comprometimento e menos skips. A maneira de ouvir musica muda com os diversos contextos. Mas ainda assim a pesquisa nos força a pensar, e é bacana.

  • Olavo

    Recomendo a leitura do livro Ansiedade, Como enfrentar o Mal do Século, do Dr. Augusto Cury. Tudo a ver com o tema!

  • crisdias

    Como se a gente não fizesse isso antes…

    Menos, galera. Menos.

    • Leandro

      Tudo hoje em dia é o pior, não presta, é alarmante. Só parem gente, eu pulo a música quando ta na rádio do spotify porque eu não gostei, só isso.

  • Abobra Tevê

    Se a música é ruim é claro que vou pular. Até na época do vinil a gente já mudava a agulha de faixa em faixa.