BRAINCAST

Braincast 129 – Teste de Bechdel e o papel feminino na ficção

Um debate sobre a disparidade entre personagens masculinas e femininas nos filmes, séries de TV, livros e games

7.out.2014

Criado em 1985 pela ilustradora e quadrinista Alison Bechdel, o teste, que leva seu nome, consiste em três perguntas que demonstram o papel feminino em uma obra de ficção. A intenção é analisar se as mulheres tem interesses e objetivos próprios, ou apenas orbitam em torno do mundo masculino.

No cinema, por exemplo, uma pesquisa feita pela New York Film Academy revelou que mais da metade dos filmes falha no teste. Em média, as mulheres têm apenas 30% dos papéis com falas nos 500 filmes mais vistos entre 2007 e 2013.

No Braincast 129, Carlos Merigo, Saulo Mileti, Juliana Wallauer e Cris Bartis debatem a disparidade entre personagens masculinas e femininas nos filmes, séries de TV, livros e games, analisando as mudanças de cenário e quais títulos falham ou passam com louvor no Teste de Bechdel. Confira também o site: bechdeltest.com

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> 02m25 Comentando os Comentários

> 31m00 Pauta principal
> 1h45m00 Qual É a Boa?

> Arte da capa: Zeca Bral

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  • Jack Jonh Black

    1 !!! ops, isso só funciona no nerdcast….

  • Eu tenho uma teoria, pelo menos em relação aos games.

    Em geral mulheres são mais bem resolvidas sexualmente do que os homens. Elas jogariam aquela fase de God of War em que o Kratos transa com duas mulheres numa boa. Elas sabem que aquilo ali não tem nada a ver com sua sexualidade, é somente um jogo.

    Já o homem tem alguns problemas em assumir algo assim com um personagem feminino. Alguém pode comentar sobre Tomb Raider, mas até onde eu lembro não tem nenhuma missão para salvar o namorado ou algo assim…

    Então acho que os estúdios meio que seguem essa lógica. Mulheres não se importam em jogar com personagens masculinos, já ( alguns ) homens tem certas restrições aos femininos por uma série de bobagens, então mantém tudo como está para agradar mais ou menos todo mundo…

    • Patrícia

      “Não se importam” pq há pouca ou nenhuma opção. Ou joga a história de macho, ou simplesmente não joga.
      Veja em MMOs a quantidade de mulheres com chars masculinos. Inexiste.
      Agora veja o inverso. Os caras fazem pq acham sexy, querem a boneca ali rebolando pra eles. São estimulados o tempo todo a enxergar mulher assim: primariamente como brinquedo de satisfação sexual, depois como ser humano (SE chegar a tanto).
      Mulheres por outro lado são estimuladas a verem homens como seres fortes e independentes, e a si mesmas como “criaturas frágeis” cujo prosperar, a partir de certa etapa de vida, depende de “agarrar um cara”.
      Felizmente isso está acabando.

      • Carlos
        • rubber&soul

          O problema é que a hiper-sexualiação do corpo feminino se apresenta de uma forma muito mais escancarada e aberta do que a do corpo masculino.

          A objetificação, a redução dos corpos à meros objetos de forma sistemática e contínua, é algo prejudicial à ambos os gêneros.

          A questão feminina fica mais em voga devido ao sexismo latente do mundo game e ao crescente número de mulheres que se interessam na área, consequentemente trazendo à tona essa discussão. Bem, eu acho que seja isso.

          Só jogando: a imagem que você postou do Chris Redfield é um manip, não uma imagem promocional verdadeira. :P

          • Carlos

            A cara tu reclama demais assim como as feministas eu não sei porque essa corja desgraçada ao invés de ficar de mimi o tempo todo deveriam levantar a bunda da cadeira e tentar mudar alguma coisa. E se acham que a industria de games, cinema e quadrinhos são machistas porque as mulheres não tentam entrar nesses industrias e vão lá mudar alguma coisa afinal nessas mídias são homens criando personagens femininas então elas deveriam criar eles mesmas as personagens que de acordo com elas representam o gênero feminino ao invés de ficar reclamando em podcast, há mas eu esqueci reclamar e não fazer nada a não ser reclamar é algo tipico do gênero feminino.

          • Carol

            Carlos pelo jeito já deve ter entrado a industria do cinema e quebrado paradigmas pq ne? É tão fácil. mas não é oprimido e está aqui RECLAMANDO por que tem gente reclamando seus direitos. Tá certo, é coisa dos homens mesmo reclamar :) e achar ruim quem quer APENAS SER TRATADA como um ser humano. Beijo no seu coração Carlos.

        • Patrícia

          Hipersexualizados como objetos, ou exibidos de uma perspectiva de poder? Em nenhuma dessas imagens eles são retratados submissos ao gênero oposto. Pelo contrário, são mostrados como ideal de masculinidade. São o ideal da força, do poder. Não há figuras submetendo-os. Muitos homens, que não têm essa aparência, e portanto não se sentem capazes atingir o ideal do “macho alfa dominador” sentem-se mal, incompletos e deprimidos. Isso é a parte do machismo que afeta negativamente os homens. Mas realmente, fora essa questão não vejo muito por que haver reclamação por parte dos homens. Quer dizer, se eu fosse retratada de uma maneira forte, por quê me oporia? Pois é justamente isso que falta; mulheres sendo retratadas como seres humanos fortes e independentes. É sobre isso que fala o teste de Bechdel.

          O que vc diz q afeta ambos os gêneros é essa grande “crise de imagem pessoal” que vivemos atualmente, em que as pessoas ao se perceberem diferentes das imagens idealizadas fornecidas pela indústria, se retraem, reduzem sua autoestima e se submetem muitas vezes a práticas não saudáveis para tentar atingir os ideais padronizados de beleza. Mas essa é uma segunda questão, que deve ser separada da questão sexista, para que se dê um melhor tratamento a ambas.

  • Igor Vieira
  • Mário, o pedagogo ao contrário

    Hans é uma variante germânica de João, Saulo.

    • Rafael Duarte

      E Zimmer é quarto, cômodo, ambiente…
      Seria ele o João do Quarto?

  • Cézar Antonio de Souza

    Pequena Miss Sunshine…The Runaways…Olga..Os Normais…Cidade de Deus…Se Eu fosse você…por incrível que pareça os filmes brasileiros estão mandando muito bem neste quesito. E aqui funcionou muito melhor que no Nerdcast.

    • Concordo.
      Quando o Nerdcast colocou esse sistema de comentários lá, um bando de babacas que não curtem o trabalho dos caras entrou lá só pra zoar o barraco, tirar sarro da galera que realmente curte aquele podcast.
      Aqui, pelo jeito, o povo é bem mais sensato.
      Conheci o cast por causa do Youpix, que colocou um link pra cá para falar sobre o episódio das eleições.
      E à partir de agora, estarei sempre por aqui.

      Parabéns pelo excelente trabalho.

      • Cézar Antonio de Souza

        Oi Márcio. Eu inclusive adoro o NerdCast também. O episódio dos caras sobre Epidemias é uma obra-prima… se não escutou de uma olhada. No caso do B9, como trata assuntos de nicho (Social Media, Cinema e tal…) acho que a conversa tem mais foco e menos piadas internas…rsrs…Te recomendo demais escutar o Episódio Nº 100, é um dos melhores.

        • Olá Cézar!
          Quanto ao Nerdcast, ouvi esse episódio sim!
          Aliás, já ouvi todos os episódios lá!Em relação ao episódio n° 100 do B9, obrigado pela dica!
          Ouvirei sim!
          Abraço!

    • Cris Bartis

      tanta coisa pra falar ne? adooooro Miss Sunshine. raiva de não ter lembrado na hora =)

      • Cézar Antonio de Souza

        Mais um motivo para fazer um

        “Teste de Bechdel 2” !!!…rsrs…
        lembrei agora de “Thelma e louise” tb….
        De qualquer forma ficou bom demais…. Parabéns pelo conteúdo tão informativo…

  • Já no meu celular, pelo maravilhoso Podcast Republic! Não perco mais nenhum episódio! Abraços!

  • rubber&soul

    Gostei bastante desse episódio do podcast. A discussão ficou muito bacana mesmo. :)

    Achei que iriam mencionar novamente “Orange Is The New Black”, uma série que passa no Teste de Bechdel dando saltos mortais e que até inclusive bateu o incrível “House of Cards” em audiência como série original da Netflix.

  • Lula Amaral

    Olá, Braincasters. Meu nome é Luis Inácio, sou designer, moro em Ribeirão Preto e concordo com o Saulo quando disse uma vez que aqui era um lugar inóspito por causa do calor. Dias desse passei por uma situação que me fez refletir sobre a coisificação” da mulher como objeto sensual e sexual, e como isso tá encarnado em nossa cultura. Eu estava parado no semáforo de uma avenida, e uma moça bonita e extremamente charmosa passou. É óbvio que a olhei e a persegui com o olhar, e logo depois percebi a minha volta e o tiozinho do carro do lado também estava olhando ela. O motoqueiro do outro lado também, e pelo menos mais uns 5 ou 6 homens dos outros lados do cruzamento também. Que homens torcem os pescoço para traz pra ver um traseiro eu já tinha percebido há muito tempo, mas foi a primeira vez que eu me coloquei no lugar de uma mulher, e percebi o quanto deve ser incômodo ser mulher no Brasil. Quanta pressão elas devem sofrer, tanto pela falta de liberdade de simplesmente passar desapercebida e não ter seu corpo invadido por olhares, quanto pela necessidade de ter que estar sempre bonita, pra não ser julgada. Alguém arrisca falar algo sobre a origem desse comportamento masculino. Grande abraço a todos, e continuem o excelente trabalho.

  • Carlos

    Esse cast foi um debate ou uma conversa entre amigos?

    • Cris Bartis

      só é possível debater com quem não é seu amigo?

  • Johnatas Gonçalves

    Boas Braincasters, na parte que estavam falando do estrupo da Cersei(na serie), foi dito que nos livros a Danny foi estrupada e que na serie o Khal Drogo disse que ia esperar ela estra pronta. Na verdade no livro e também na serie(pois ao meu ver foi bem adaptado) apos a cerimonia* do casamento ele a leva para um lugar qualquer para consumar o mesmo, na serie ele basicamente faz a bruta, no livro tem todo um momento que ele vai “esquentando” as coisas e sempre dizendo “Sim?”(lembrando que Drogo não sabia falar a língua comum)e ela dizendo “Não”, isto aconteceu por umas 3 vezes ate que na 4º vez ela diz “Sim”, apos ela dizer sim acontece o obvio.

  • Olá, Braincasters

    Só um pequeno comentário sobre o áudio do Comentando os Comentários: as vozes em estéreo e a ambiência deram um efeito interessante pra conversa, o ouvinte tem a sensação de inclusão e a distribuição espacial facilita o entendimento quando as falas se sobrepõem. E se o Braincast inteiro tivesse essa característica, mesmo sendo gravado em microfones individuais?

    Abraço a todos!

    • Eu não gostei tanto :/ Tentei até tirar esse “efeito”. Mas é uma tese interessante, podemos fazer um teste e ver como fica.

      Valeu!

      • Ia dizer exatamente o contrário: fui nas configurações do player e deixei em mono, pois estava caminhando e o áudio fica meio confuso e mais baixo.
        Acho essa função estéreo bacana para músicas, mas EU acho que para a voz fica melhor em mono mesmo.
        Continuem com o ótimo conteú. [Este comentário foi censurado pela AAPSP – Assosiação Anti-Puxa-Sacos Podcastais]

  • zelenski

    Esse foi um dos melhores episódios. Seria melhor apenas se os homens presentes tivessem prestado mais atenção, pra não ter que repetir por tantas vezes que o fato do filme passar no teste não significa que ele é bom ou não, se á machista ou feminista; que serve ~apenas~ para gerar reflexão sobre o papel feminino no cinema (no caso, no cinema).

    • Cris Bartis

      =)

  • Keilla Teixeira

    O teste é interessante mas não pode ser um atestado de bom ou ruim/ feminista ou machista, como foi brilhantemente colocado pelas convidadas. No mais, muito obrigada pelo cast. Foi um dos melhores dos últimos tempos. Tá no coração junto com o Anticast sobre Feminismo.

    Se ainda existem obras audiovisuais ditas machistas é reflexo do pensamento da massa social, incluindo homens e mulheres (o que tem de mulher machista por aí não é brincadeira). Cabe a TODOS, independente de gênero, tentar reverter esse quadro. É muito satisfatório ver cada vez mais homens envolvidos nesse processo de “desobjetificação” da mulher.

    Acho que a melhor obra que passa sapateando no teste é a série Gilmore Girls.

  • Verônica H.

    senti falta de Orange Is The New Black ):

    • Bem lembrado Verônica! A gente adorou as duas temporadas, e tem mulheres interessantíssimas. :)

  • Gabi Mateus

    Sou novata por aqui mas tenho ouvido 2 braincasts por dia, viciada. Dentre os que ouvi, esse foi um dos melhores, só faltou a Gica Yabu, que tem uma visão feminina sempre ácida, para aquecer o debate.

    Meu ponto é sobre ver isso na vida real, o quanto os filmes representam uma maior parte do que vivemos. Todo mundo conhece mulheres interessantes e poderosas que dizem preferir conversar com homens, ter mais amigos homens, certo?

    Quando mais nova (agora tô com quase 30, minha gente!) eu não tinha amigas meninas. Sempre andei no meio dos boys procurando papos que não fossem os namorados ou o look do dia. Eu sou feminina, gosto de papos mulherzinha também, só que não o tempo todo. Eu não sou só isso.

    Tenho 3 sobrinhas, 2 afilhadas, e uma preocupação enorme sobre que mulheres elas vão ser, que exemplo tenho que dar. É foda assumir que temos um número enorme de mulheres Barbies soltas por aí, infelizmente, em maioria (fomos criadas para isso, para não sermos há o esforço de romper com esse padrão).

    Então eu fico puta com os filmes nos representando dessa forma, mas quero ver mais mulheres fortes, poderosas, unidas, cheias de vida e atitude, na real. Aqui fora.

  • Marcelo Damm

    O Bill é o McGuffin do filme Kill Bill. ;-)

  • Primo Zoa

    Apenas para reforçar a noção que passar no teste não significa exatamente ser um filme “feminista”, Velozes e Furiosos 6 tem não duas, mas cinco personagens mulheres, todas tem nome, conversam entre si, e um dos filmes mais “de homem” dos últimos tempos.

  • Guest

    hehehe

  • Olha o Aziz Ansari brilhando no Letterman com uma definição de feminismo à prova de chorume: https://www.youtube.com/watch?v=Sz7ZzQbSiGA

    • VICTOR COELHO

      Eu sou feminista e nem sabia

  • Nina Pimenta

    aaaah ma ca besurdo!!! trabalhei muito tempo na criação, sempre competente e muito gata e mãe! sorry! mas sim, já teve situação em que senti diferença.

  • Lorito Searo Brito

    Temas como legalização do aborto, liberação da maconha, a favor da união homoafetiva e ser piadista de temas religiosos para muitos parece ser algo que deve ser “seguido”/”defendido” por aqueles que se acham “intelectuais” e “pensadores”… Quem não é “convertido” para a esses temas são ignorantes… Pra mim isso é mesma coisa de usar camisa do “RAMONES” sem nunca ter escutado a banda punk-rock, apenas por modinha!!! um hipster do caralho!!!

    • Gustavo de Paula

      Poxa cara, sera que voce poderia explicar melhor o seu posicionamento? Nao consegui entender, mas gostaria.

  • Gustavo de Paula

    Ola, sou o Gustavo de Paula, estudante de Matemática escrevendo de Auckland, Nova Zelândia.

    Primeiramente uma resposta a um questionamento dos brainscaster: Não, cinquenta tons de cinza não passa no teste de Bechdel. No livro a história é contada pelo ponto de vista da protagonista, mas ela não tem contato com nenhuma outra personagem relevante do gênero feminino.

    Gostaria de acrescentar à discussão do programa uma ideia que tive tempos atrás: o teste de Bechdel ao contrário. O nome é auto-explicativo, se trata de um teste de Bechdel mas para personagens masculinos:

    1. Existem dois personagens masculinos com nomes?

    2. Esses personagens conversam entre si?

    3. Eles conversam entre si sobre um assunto que nao seja uma mulher?

    Agora que expliquei minha versão do teste de Bechdel, lanço um desafio: Digam 5 filmes que não passam nesse teste. Eu já apresentei esse desafio a várias pessoas e pouquíssimos conseguiram.

    Continuem o bom trabalho.

    P.S.: Originalmente sou de Brasília e adoro quando o nosso polonês favorito fala do nosso quadradinho amado.

    • Cris Bartis

      hahahahaha bom teste

  • Jessi Zanelato

    Este episódio já é meu preferido. Adorei a participação da Juliana e da Cris, principalmente quando falaram de feminismo. Imagino que deve ser muito complicado, por causa de compromissos, gravar sempre com elas, mas seria muito legal ter a visão feminina dos assuntos abordados, mais vezes.
    Além disso, elas ainda falaram super bem da minha série preferida: “The good wife”. É uma pena que muitos não vejam por preconceito com o nome. Vale muito a pena! Outra série que tem personagens femininas fortes e passa no teste é “Master of Sex”, vale a recomendação.

    • Cris Bartis

      Valeu Jessi. Fico feliz que vc tenha gostado =)

      • Jessi Zanelato

        Olha só quantas meninas que gostaram da participação de vocês. Participem mais vezes!

  • Annes

    Já é meu Braincast favorito para sempre <3 Meninas vocês são maravilhosas, como é bom poder ouvir mulher falando! A podsfera é carente demais de mulheres assim, cheias de opinião e inteligentes. Sonhando com o dia que o Braincast sempre terá uma bancada mista!

    • Opa, vamos lançar a campanha por uma representante feminina fixa no clube do bolinha?

    • Cris Bartis

      Puxa, sinceramente, muito obrigada =)

  • Luiza Caruzo

    Tem uma série maravilhosa que recebe pouca atenção chamada PARKS AND RECREATION. A série é incrível, uma das minhas favoritas e ultra feminista. A personagem central é uma mulher, Leslie Knope, que trabalha no “departamento de parques e jardins” da prefeitura de uma cidade fictícia do Estado de Indiana chamada Pawnee. Leslie é feminista, acredita na comunidade, e faz um trabalho que ninguém mais está interessado em fazer. A personalidade de todas as mulheres da série é muito bem construída, e o melhor de tudo, a série é hilária. Leslie Knope é minha Diva! ;)

    • Cris Bartis

      Não conheço, parece legal. Obrigada pela dica =)

  • Além do Machismo e do fato da industria considerar o investimento em produções culturais voltadas para o público masculino como algo mais seguro, destaco também que boa parte dos roteirista do sexo masculino simplesmente não sabem desenvolver um personagem feminino. No caso de HQ, por exemplo, tiveram de “descasar” o Peter Parker com a Mary Jane porque os escritores, a maioria deles acostumada com histórias “super vilão versus super heroi” não conseguiam fazer nada que prestasse com a relação dos dois.

    Agora uma nota triste sobre o cinema. Em tese a maioria dos filmes são voltados para público masculino. Só que para o público masculino adolescente. Qualquer adulto( mulher ou homem ) não consegue se identificar com nada ali.

    Pega uma franquia tipo “+ velozes e + retardados”. O fato de só ter homem protagonizando significa o que? Falando sério, se alguém com mais de 20 anos gostar daquilo ele tem algum problema. A maioria dos personagens masculinos também são supercaricatos e sem personalidade alguma…

    • Taí uma coisa que a gente não mencionou mas deveria Rodolfo, o machismo também limita as possibilidades de representação dos homens. Boa observação ;)

  • Victor Domiciano

    Depois de ouvir o podcast peguei alguns dos jogos que joguei no PS3 (uns 40 que já comprei) e pra minha surpresa só 2 deles passaram no teste de Bechdel: Remember Me e Persona 4.

    Remember Me conta a história de um futuro que as pessoas podem comprar e vender memórias, para ter sensações de outra pessoa como se tivesse acontecido com você. No papel de Nilin de uma caçadora de memórias, precisa encontrar uma forma de recuperar as suas memórias que foram apagadas. O desenrolar da história no teste de bechdel atendeu aso requisitos, pois outras personagens femininas aparecem, têm nomes, ambas tem diálogos e não é sobre um homem.

    Mesmo jogos que possuem personagens femininas fortes como Bioshock Infinite e Valkyria Chronicles falharam no teste, noprimeiro por não ter um dialogo com outra mulher e em ambos as falas dela ser ligadas a um homem.

    As vendas do Remember Me foram fracas, e o estúdio Dontnod demitiu metade dos funcionários – só agora firmou novo contrato mas para um game de menor porte – novamente com personagem feminina.

    http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2014/06/06/estudio-de-remember-me-trabalha-com-square-enix-em-novo-game.htm

    Se há um preconceito dos estúdios de filmes com mulheres não faturar (mesmo nos números sendo inverdade), para jogos é pior – além dos estúdios o preconceito – e até comportamento misógino – vem do próprio público consumidor.

    http://overloadr.com.br/especiais/artigos/2014/09/como-o-discurso-de-emma-watson-na-onu-nos-ajuda-entender-o-gamergate/

  • Hank Tomcat

    Muito bacana essa movimentação para o Merigo tentar salvar o casamento.
    Ele até tentou esconder o cheiro do medo enquanto balbuciava, mas o tom de voz e a segurança ao falar das mulheres-alpha mostrava quem realmente manda nessa joça.
    Por mais válido que pudesse ser o assunto, é óbvio que nunca seria cogitado como tema sem o incentivo do rolo de macarrão.
    Não aguentei passar dos 20 minutos iniciais.
    Alguém fez a contagem dos “via-de-regra” proferidos pelo Milanesa? Será que ele ainda está preso na fase vaginal (a primordial via de regra)?
    Até o próximo onde, espero, será retomada a normalidade.

    • Annes

      A normalidade, essa coisa linda onde apenas os homens opinam e as mulheres ficam bem caladinhas no lugar delas ne? Que tal um mundo onde todo mundo só tenha pênis, hein querido? Assim você não precisa se preocupar em ninguém ficando na fase vaginal.

      • <3 <3 <3 os cães ladram e a caravana passa.

        • Hank Tomcat

          No comentário inicial eu resumi minha crítica a jargões machistas propositalmente, através de piadas seculares, tipo “Na casa do Merigo ele sempre dá a última palavra : sim, senhora.”, mas realmente pareceu que havia uma imposição das convidadas (você preincipalmente) e não apenas uma exposição das ideias. a não ser que eu confundi arrogância com imposição, afinal não te conheço. Não vi o Saulo fazer o papel do advogado do diabo (só se foi para o final) e nem ninguém explicar que os modelos de roteiro e histórias funcionavam bem em outras épocas por motivos socio-econômicos em que as mulheres participavam como era possíve e mesmo conveniente. E as mulheres são mesteres em deixzar os homens pensar que estão no controle e terem suas vontades e agendas satisfeitas através dessa ilusão.
          Então, talvez vocês devessem prestar atenção no ladrar dos cães em vez de enxergar preconceito no lugar de ironia e humor…

      • Hank Tomcat

        A Normalidade é não precisar ter discussões inócuas e maçantes sobre assuntos que realmente não tem relevância. Foi repetido ad nauseam que o tal teste era para apenas para pensar, afinal não significaria nada de nada! Como diria o Millôr, livre pensar é SÓ PENSAR!
        Estamos em uma fase de transição de posições entre os gêneros que ninguém está sabendo lidar. Essa transição levará muitos anos, terá muitas nuances e não acredito que terá um desfecho. Conversar sobre isso pode ser legal, mas realmente pareceu que o Merigo estava só querendo agradar e que as mulheres presentes estavam excessivamente afirmativas, como que a direcionar as falas de maneira impositiva.
        Até aí, tudo bem, façam como quiserem, mas o que acontece é que resultou num dos Braincasts mais chatos que já ouvi. Só isso, sem mérito de qual sexo tem mais importância ou algo assim.
        Ah, e nem tudo é tão sério. A coisa da fase vaginal nada tem a ver com o tema, foi só uma coincidência. Eu estou querendo chamar a atenção do Saulo desde a sua participação no Anticast sobre estética para o excesso de vezes que repetiu a expressão “via-de-regra”, que a rigor é uma definição literal de vagina. Uma piada pronta, nem tão engraçada e que não deve ser levada a sério.
        E eu odiaria essa tal mundo que você imaginou, com certeza.
        Querem um filme leve e despretencioso, que passa nessa regra irrelevante:
        “Esperiamo que siai Femina”, com a Liv Ullman, que há 30 anos já mostrava que as mulheres não precisam dos homens para seguir em frente com suas vidas. E sem ser chato.

        • rubber&soul

          “Conversar sobre isso pode ser legal, mas realmente pareceu que o Merigo estava só querendo agradar e que as mulheres presentes estavam excessivamente afirmativas, como que a direcionar as falas de maneira impositiva.”

          Como a discussão estava girando em torno da (falta de) representação relevante de personagens femininas nas mídias de entretenimento, acho que não houve nenhum problema em ter as mulheres convidadas dominando a discussão.

          “Até aí, tudo bem, façam como quiserem, mas o que acontece é que resultou num dos Braincasts mais chatos que já ouvi. Só isso, sem mérito de qual sexo tem mais importância ou algo assim.”

          • Hank Tomcat

            Obrigado por me permitir expressá-la. Muita gentileza…

          • Hank Tomcat

            Ahh, e por mais estranho que possa parecer, eu não preciso de um meme para expressá-la…

    • VICTOR COELHO
      • Hank Tomcat

        Com certeza você não veio aqui para caçar…

    • Cris Bartis

      Eu li seu comentários várias vezes para tentar entender sua intenção. Não consegui. Talvez não tenha inteligência suficiente pra isso.

      • Hank Tomcat

        Veja o que respondi para a “annes”, logo abaixo…

    • Aline
      • Hank Tomcat

        Choro? Explique-se melhor criança. De preferência com palavras, se conseguir.
        Engraçado que eu fiz piada com o Merigo, não critiquei em nenhum momento o papel das mulheres na sociedade ou concordei que a a participação das mulheres nos produtos de entretenimento deva ser limitado, mas o que apareceu de Luluzinhas famintas procurando um Ogro malvado foi surpreendente para mim.
        Minhas críticas se limitaram às atitudes dos participantes, homens se apagaram, até no tom de voz, como que com medo das mulheres e estas pareciam ansiosas para que suas opiniões empíricas fossem reverenciadas. Achismos e opiniões empíricas são marcas do Braincast, mas não dessa forma. E ficou chato, com certeza.
        Eu esperava algum argumento de nível mínimo para rebater minhas observações, mas só recebo memes e mimimis. Se dependesse destas Luluzinhas que aqui se manifestaram, o papel feminino seria menor ainda, dada a falata de argumentação.

  • Kíkero Oliveira

    Olá Braincasters!

    Ouço vocês a pouco mais de 3 meses mas é a primeira vez que comento um episódio. Estão de parabéns pelo programa, com um conteudo pra mim relevante e toda a rica discussão que só pode ocorrer pela presença florida das meninas.

    Sobre o “desvio” para o feminismo, por que não discutir tal tema que para muitos hoje é tratado como um grande tabu, ao meu ver por ser extensamente incompreendido por muitos, sejam militantes ou não. Tenho a oportunidade (pra não dizer sorte) de estudar em uma universidade com um movimento de mulheres forte e sempre aberto a discussão, e que pude aprender muito sobre todo o movimento. Particularmente me incomoda como alguns dos militantes por vezes acabam por distorcer determinados conceitos do feminismo ao que lhes convém, obtendo assim algumas vantagens que o machismo lhes proporciona (principalmente quando acompanhado de alguma “desvantagem” do gênero masculino), tais como o “cavalheirismo” ou a obrigatoriedade do serviço militar, por exemplo, e que algumas das militantes que tive o prazer de conhecer, apenas lutam pelas “vantagens” que o movimento lhes proporciona. Claro que não são todos que tem essa visão do “apenas eu”, mas infelizmente em qualquer grupo e movimento social existe.

    Acredito sinceramente e compartilho de diversas das bandeiras que o movimento luta para que hajam oportunidades e direitos iguais (dentro das limitações naturais de cada gênero), entretanto ao meu ver, essa discussão deve ser madura o suficiente para que os militantes lembrem da máxima da civilidade, onde um direito adquirido traz junto um dever a ser cumprido, e que pelo menos no meu universo amostral, muitos dos militantes esquecem da segunda parte.

    Excelente o programa e continuem com esse trabalho fenomenal e sempre tragam mais discussões como esta, pois este é um dos traços que dificilmente vejo em outros lugares, sendo um diferencial do trabalho de vocês!
    Abraços

    • Cris Bartis

      Existe um lado do feminismo ainda mais complexo. Quando vc luta por direitos iguais, junto com ele vem deveres iguais. Não costuma ser fácil quando muitas militantes se dão conta do que pode parecer um ônus. Quantas mulheres se sentem perfeitamente confortáveis em trabalhar enquanto o homem fica em casa cuidando da casa e dos filhos? Conheço bem poucas. As mulheres também são criadas para verem os homens como protetores e provedores. Só que numa sociedade igual, esse papel é dos dois. Ou seja, um grande aprendizado pra todo mundo.

      Obrigada por nos ouvir e deixar seu comentário =)

  • Raphael Amário

    finalmente, caras!

  • Juliana Franchin

    Excelente episódio pessoal! Engraçado que eu já tinha reparado que a participação das mulheres no Braincast eram poucas e só relacionadas a assuntos femininos. Seria legal se vocês voltassem para discutir outros assuntos também ;]

    Sobre o cavalherismo, concordo que vale para os dois lados. Seguro o elevador para homens e mulheres, não só divido como muitas vezes pago a conta inteira quando saio com o meu namorado assim como ele paga pra mim também. Enfim… respeito para ambos os lados!

    Tenho duas dicas:

    Orphan Black que a mesma atriz interpreta várias personagens que interagem brilhantemente entre si

    A segunda é a de um podcast chamado “Stuff Mom Never Told You” da How Stuff Works, que são duas mulheres que falam sobre vários assuntos que podem ser tratados de forma diferentes para homens e mulheres (por exemplo: porque homens no poder com personalidade são considerados líderes e mulheres são consideradas mandonas)… são assuntos sobre saúde, trabalho, mulheres que fizeram diferença na história, sociedade, etc… vale a pena conferir! http://www.stuffmomnevertoldyou.com/podcasts/

    Beijos!

    • Cris Bartis

      Oi Juliana. Muito legal seu comentário, obrigada pela dica do podcast. Vamos ouvir =)

  • Excelente o podcast, mas acho que vocês gastaram muito tempo analisando se cada filme ou série passa no teste.

    Ao meu ver, o principal objetivo do teste não é qualificar cada obra individualmente, mas sim a influência que a sociedade exerce sobre sua produção cultural como um todo.

    Não existe nenhum problema em uma determinada peça não passar no teste (assim como não há nenhum mérito por ela passar). O problema é quando uma grande porcentagem delas não passa: Isso é um reflexo de que há algo errado no meio em que elas estão inseridas.

  • Dario Joffily

    ahoy! sou o Dario (na última vez o Guga que soube pronunciar meu nome) 21 anos, de Brasília. escrevo pra parabenizar pelo programa, um dos melhores no braincast na minha opinião e com certeza o episódio que eu tenho coisa pra comentar. a Ju e a Cris foram essenciais e sempre traziam as questões certas, adoraria vê-las mais vezes aqui, tal qual outras participações femininas!

    para além do comentário elogio padrão, vou tentar aprofundar uma questão sobre o teste citado. primeiro, tecnicamente ele não é da Bechdel. ela mesma afirma isso, diz que ouviu o teste uma vez de alguém, mas não sabe quem, escreveu uma tirinha com isso (link da tirinha original ali embaixo pra quem quiser), mas hoje em dia se nega a falar sobre o teste em entrevistas. talvez porque não seja criação dela, e talvez porque em geral as pessoas se limitam a falar do teste e não da real obra dela (e, perdão, mesmo que seja mais sobre cinema e não sobre hq, mas esse episódio se inclui nessa). Alison Bechdel é uma quadrinista norte americana muito foda com obras do caralho e que discutem sexualidade e relações familiares de uma maneira muito muito profunda e realista, tendo como duas principais obras o Fun Home, que fala da história dela com o pai, e Are you my mother?, que fala da história dela com a mãe. aconselho de verdade as leituras.

    pra além disso, é legal notar que o teste não define nada, como foi falado muitas vezes no episódio. ele só faz a gente parar pra pensar em como a indústria de filmes lida com personagens femininos. por isso mesmo existe um outro teste inspirado em Pacific Rim, o Mako Mori (link também ali embaixo) que basicamente é seguir outras três regras:
    1) Pelo menos um personagem feminino;
    2) Ela possui seu próprio arco narrativo;
    3) Esse arco não é um suporte para a história pessoal de um homem.

    o teste de novo não afirma nada de objetivo sobre a qualidade cinematográfica ou política filme, mas possibilita pensar se há, como vocês mesmos citaram algumas vezes, ao menos um personagem feminino forte, já que o teste de Bechdel pode tratar de personagens sem nenhuma profunda relação com o plot principal.

    quero também citar o texto (link embaixo) “A incrível geração de mulheres que se orgulham de não saber realizar tarefas domésticas”, que não inclui apenas uma discussão feminista mas também de classe, de geração e de preconceito. isso só pra nos lembrar que um grande trunfo dessas discussões de gênero é quão correlacionadas elas estão com outras possíveis, e necessárias, críticas à estrutura social. e por fim (juro que é a última) vou aconselhar o episódio do Anticast sobre “Feminismos e Gêneros na Mídia”, repito, “FeminismoS”, no plural hehe

    enfim, espero ter agregado ao debate e até a próxima!

    http://4.bp.blogspot.com/-bjVfLTqimI8/TVk2TmeOmNI/AAAAAAAAasg/hY5O3uySfpc/s1600/1%2Ba%2Ba%2Ba%2Bbe%2Ba%2Bregra%2Bbechdel.jpg
    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2011/02/cinema-que-exclui-as-mulheres.html
    http://www.dailydot.com/fandom/mako-mori-test-bechdel-pacific-rim/
    http://recordarrepetirelaborar.wordpress.com/2014/06/26/incrivel-geracao-mulheres/
    http://www.brainstorm9.com.br/45038/anticast/anticast-116-feminismos-e-generos-na-midia/

  • Olá!

    Eu adoro o podcast, mas devo dizer que odeio algumas opiniões suas, por exemplo, no programa passado descobrimos que vocês são esquerdistas e dilmistas.
    Neste aqui descobrimos que são feminazis e cotistas.
    Mas algumas opiniões específicas me deixaram um tanto perturbado:
    – O Merigo achar um absurdo existir bonecas para as crianças trocarem as fraldas. Nossa caras, opinião muito feminazi.
    – A galera achar bonito a menina do filme castrar o cara, praticamente quase aplaudindo uma violência, só por ser contra o homem.

    Obrigado e desculpem qualquer coisa!

  • Eightt (não o cigarro)

    Olá braincasters!
    Ouço o braicast a 4 meses e esse é o melhor, na minha opinião.
    Mas vamos falar de polêmicas. Apesar de não gostar do feminismo do modo com que ele se apresenta hoje, concordo com a maioria das ideias apresentadas no programa. No que se refere ao mercado de trabalho, acho que devemos tomar cuidado. As mulheres não devem sofrer preconceitos, seja na entrevista de emprego, seja na atuação do emprego; as mulheres devem ganhar um salário igual aos dos homens pelo mesmo trabalho; as mulheres merecem todo aquele papo de igualdade que estou com preguiça de escrever aqui MAS o que vejo por parte das feministas é um julgamento das carreiras que são predominantemente masculinas. [Parte que realmente importa:] Fala-se muito mal da “desigualdade sexual” das carreiras: “olha como tem poucas policiais mulheres, olha como tem poucas engenheiras mulheres, isso é um absurdo, etc” mas o que não se fala é na disparidade entre homens e mulheres nos cursos superiores dessas carreiras. Por exemplo, engenharia. Há muito menos mulheres engenheiras mecânicas, eletricistas, aeronauticas, do que homens e naturalmente haverá muito mais homens nesses ramos do que mulheres. Tenho certeza que isso acontece em outras profissões e isso faz com que seja impossível cobrar mais mulheres no nessa fatia do mercado de trabalho. Não sei se fui claro, exemplificando: se não há mulheres querendo ser policiais, não se pode reclamar da falta de mulheres na polícia.
    Não me alinho com a esquerda, nem com a Dilma, nem com a maioria dos movimentos sociais, mas esse podcast é muito bom. Continuem com o ótimo trabalho
    .

  • Cassio Ferreira

    Adorei o programa! Ficou muito claro e admiro o trabalho de todos, mas so com teste.

    Elas conversaram entre si durante o podcast?

  • Vocês comentaram de Good Wife, mas esqueceram de Star Trek Voyager, série odiada por muitos mascuzinhos babacas que se dizem fãs de Star Trek, mas que passa com muito mais louvor porque simplesmente não tem o estereótipo da mulher traída e que dá a volta por cima de Good Wife. A série tem 87% de episódios que PASSAM no teste de Bechdel. Isso explica uma boa parte do ódio de alguns talifãs com a série, por ter uma capitã mulher. E uma das temporadas tem 100% de episódios que passam em Bechdel.

    E para os filmes e séries que não passam no Bechdel, existe o teste Mako Mori, para casos como o de Gravidade, que tem uma protagonista maravilhosa, independente, com seu próprio arco narrativo, mas que está sozinha no espaço, às vezes na companhia de um personagem masculino, do George Clooney. Ou como Dama de Ferro.

    Quanto aos livros, tem mulheres escrevendo sim, mas elas não são tão laureadas quanto os autores homens ou são convidadas a publicar. E tem muita escritora, como a Clara Averbuck, dando as caras em projetos independentes, ou como o Universo Desconstruído, onde a gente reuniu homens e mulheres para escrever ficção científica feminista. Acho que se a gente não sair da literatura mainstream, não veremos como as mulheres escrevem.

    • Manarandrox

      Star Trek Voyager é chata, só isso. Pode passar no teste de Bechdel e no teste da farinha, mas continua fraca.

      • Chata?

        Chata coisa nenhuma, é uma das séries mais inovadoras da televisão. Se tivesse um capitão ao invés de uma capitã, muita gente amaria a série.

        • Manarandrox

          Quer dizer que a minha opinião sobre a série é comprometida por eu ser um mascu machista?
          Desculpa aê.

          • Veja bem que quem tá dizendo isso no comentário é vc, tá?

            Já ouvi muito fã de Star Trek denegrir totalmente a imagem de STVOY simplesmente porque tem uma mulher como capitã.

  • Daniel Venturole

    A O-Ren Ishii corta a cabeça do cara da máfia não porque ele critica o fato dela ser mulher, mas sim pelo fato dele questionar as origens chinesas dela, e não japonesa

  • pedro

    Ola, adorei o episódio 129. A reflexão sobre a participação de temas femininos nos filmes é pertinente. Relato alguns filmes que, na minha opinião se encaixam no teste: Thelma e Louise, a serie friends, sex and city, a peça de teatro “incendios” (no cinema teve outro nome. Foi um episódio com uma iscussão bem lega, abs Pedro Paulo

  • Diego Ritzel

    Meu episódio preferido!!! Logo depois do de Política que estava no primeiro lugar. Parabéns a todos os participantes!

  • Ana Carolina

    Gente, já quero ser BFF da Juliana! Alguém me apresenta? rsrs… amei o podcast.