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Mamilos 15 – Feminismo, Glass Lion, Gladiadores do Altar e vazamentos

Os memes, trending topics e polêmicas que circularam a internet durante a semana

6.mar.2015

Mamileiros e mamiletes que semana foi essa? Vocês enlouqueceram de mandar links, teve polêmica pra todos os gostos! Exército do Senhor, o caso lamentável de abuso de álcool, e uma emenda pior que o soneto com o hit da mãe batendo no menino que vazou vídeo íntimo da namorada. Pra aliviar o Olimpo da publicidade criou um prêmio super legal.

Mas o mais importante é: vamos quebrar tabus? Vamoooos! Hoje é dia de saber que raios é esse feminismo, de onde vem, do que se alimenta e porque diabos se intromete e questiona tudo. E pra demolir todos os estereótipos trouxemos as doces, lindas e simpáticas feminazis Thais Fabris diretora de criação, fundadora da 65/10 e criadora da cerveja feminista e Itali Collini estudante de economia e fundadora no núcleo de estudos de gênero e raça da FEA.

Vem sem medo, vem sem preconceito, vem quebrar paradigmas.

Taca-lhe pau nesse Mamilos

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02m26 Fala que eu te escuto
04m32 Trending Topics
25m40 Treta da Semana: Feminismo
1h46m35 Farol Aceso

CRÉDITOS:
Edição: Caio Corraini
Música: Aretha Franklin – Respect, SIA – Elastic Heart, Madonna – Express Yourself, Beyoncé – Who Run the World, Rita Lee – Pagu

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Críticas, elogios, sugestões para [email protected] ou no twitter.com/mamilospod.

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LINKS:

Feminismo
Conceitos básicos
Feminismo para leigos
Violência contra a mulher
Teste você é feminista?
Vamos falar sobre sororidade
Sororidade, o que é isso?
Intersecção com outras lutas
GASLIGHTING: Alguém está tentando fazer você enlouquecer?
Discurso Emma Watson na ONU – He For She
Braincast Teste de Bechdel
Anticast – Gênero como construção social

Farol Aceso
Ju – O mito do orgasmo vaginal
Cris – 23 dias para um homem melhor e Apartamento 302
Itali – Feministing e TED da Courtney Martin
Thais – TED da Chimamanda Ngozi We should all be feminist

Comente

  • Tuana Mesquita

    Sobre a falta de diversão sem bebidas, quando casei nós não quisemos bebida na festa por várias razões. Uma delas é que nem eu nem o noivo bebíamos. Outra razão é que temos familiares de ambos os lados que quando bebem perdem as estribeiras.
    Eu nunca pensei que isso fosse se tornar o maior problema do casamento. Os nossos pais e amigos não conseguiam conceber uma festa sem bebidas alcóolicas… Chegou ao ponto do meu sogro falar para a gente “Como é que a gente vai convidar o padre se não tiver uma cervejinha? Vai ficar super chato.” O padre é um amigo de longa data da família e era conhecido por seu gosto pela cerveja.
    Nós não cedemos e o casamento aconteceu sem problemas. A maioria conseguiu se divertir sem beber, o que foi muito legal. O padre não foi para a festa porque tinha outros compromissos pré-agendados. E se as pessoas falam mal pelo fato de não ter tido bebida, pelo menos elas falam até hoje do casamento em que a noiva tocou com sua banda de pop/rock e que as crianças dançaram até cair! :)
    Um abraço!!

    • Cris Bartis

      Nossa, se eu que fiz o aniversário de 2 anos da minha filha e não quis bebida ouvi um monte, imagino vc. Que bom que no final deu tudo certo e aposto que o padre nem fez falta hehehehe

  • Pedro Marinelli

    Olá, meninas! Ótimo programa. Sentia falta de algo que me tirasse do meu alienamento social.

    Ainda estou ouvindo nesse momento, só queria antes de qualquer coisa agradecer. Sim, agradecer. Por finalmente se porem a me explicar e principalmente discutir um assunto que eu sempre quis conversar e nunca consegui por, em 1º lugar, ser homem (e não me entendam errado, não quero dizer nada além da minha condição biologica com isso) e por não saber onde me encaixar nesse “Clube da Luluzinha” que pintavam para mim ser o feminismo.

    Agradeço principalmente por me informarem o básico, que por si só já quebra argumentos de ódio e segregação ou vingança que vejo de algumas moças e até amigas das quais recorri para entender do que se tratava o movimento.

    E me despindo de etimologia digo que sou, sim, feminista. Pois agora entendo sua proposta e concordo com seus ideias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. =]

    Continuem o bom trabalho!
    Bjs!

    PS: E concordando ou discordando sou um dos “carinhas” que adora “ouvir atras da porta” e ficar por dentro do que “elas pensam”. Mesmo que esse não tenha sido um daqueles programas pra elas. =]

    • GioSacche

      Oi Pedro, como feminista eu fico feliz que algo fez você quebrar seus preconceitos sobre o movimento.
      A agressividade de algumas meninas é mecanismo de defesa e eu, apesar de ser deboísta (fujo de treta como diabo foge da cruz), tenho bastante empatia e recomendo que você tenha também :)

      Beijo

  • Weslley Martins

    Como todos os casts eu adorei, entretanto nestes eu tive mais problemas com a estrutura da argumentação, entendo ser parcial, mas acho que faltou ser mais ponderadas, por exemplo ficar jogando estatisticas que de certo modo é um dado interpretativo. Já é pressuposto a importância das mulheres em um ambiente racional como o mamilos.

    Me localizando no movimento feminista, sou adpto da descontrução total dos géneros, a noção que a Juliana não conseguiu compreender (não sei se é o termo correto para essa situação) no anti-cast. Não consigo entender o motivo de um vestido ser roupa de mulher, ou qualquer tipo de imposição estética. Sendo assim, acho desnecessário e excludente a criação de leis que especificas para um género ou outro, que esse esforço seja convertido em fazer as leis serem cumpridas.

    Sobre o feminicídio o Omaro conseguiu fazer uma argumentação muito boa.

  • Gente! Que assunto maravilhoso esse que vocês abordaram! É um assunto extremamente importante que muitas pessoas simplesmente querem jogar pra debaixo do tapete e esquecer que existe.

    Eu definitivamente sou ponto fora da curva, infelizmente. Infelizmente por que acho que as pessoas teriam que ser mais assim e isso causa um puta estranhamento nas pessoas, assim como vocês falaram no podcast. Tanto pelo fato de não beber quanto por achar que a mulher é dona de si própria e, portanto, “feminista”.

    Acho que um dos maiores problemas do feminismo são as pessoas que defendem essa ideia deturpada de que feminismo é a superioridade da mulher, quando isso não tem nada a ver. Tanto os homens que acham que é um movimento aonde as mulheres querem subjulgar os homens, tanto quanto das mulheres que também acham isso, o que é um puta de um absurdo, mas como esse tipo de ideia acaba aparecendo mais, sendo mais vocalizada, sei lá, parece que é o que o pessoal mais acredita e acaba gerando essa agressividade voltada pra essa palavra “feia”.

    De qualquer forma, graças a vocês hoje eu posso ter certeza que posso dizer que sou feminista, ou “feminista”, dependendo do vies semântico das pessoas ao meu redor e que não preciso ter… “vergonha” de admitir isso.

  • Alex

    Meninas, parabéns pelo podcast. Iria escrever sobre o tema, mas me deparei com um vídeo hoje, que não é novo, porém tem tudo a ver com o tema e com a causa. Vejam, sintam sua força e se toquem com a letra, principalmente seu final.

    Bjos

    O vídeo:

  • GioSacche

    OBRIGADA PELO PROGRAMA, sério, valeu mesmo. Vocês moram no meu coração.

    Beijos

    • Cris Bartis

      =*

  • Gabriel E. Bruna Zilki

    “Sério mesmo que é tão revolucionário isso?!?!” (1:19:40) kkk, meu pensamento desde o inicio do programa.

    • Cris Bartis

      Né mesmo? Ate vi uma
      Pichaçao legal esses dias: “feminismo, esse ideal revolucionario q prega q mulher é gente”

  • Pam

    Acabei de ouvir o Podcast querendo dar um abraço na Ju! E eu nunca abraço ninguém,rs! Parabéns mulherada!

    • Cris Bartis

      Pam, podexa q dou um abraço nela na prx. quinta por vc ;)

      Obrigada pelo carinho

  • rubber&soul

    Excelente o programa, meninas! Sentia muita falta de um podcast que abordasse esse assunto, e vocês não decepcionaram! o/

    Jogando mamilos polêmios na mesa: Sou feminista, acredito bastante no feminismo, mas também acredito que a mulher deveria possuir a liberdade de ter controle de suas escolhas – inclusive a escolha de NÃO se identificar como feminista se esta acha que o movimento possui pontos que não a deixam confortável ou se não concorda com a ações de pessoas que também se identificam como feministas (TERFs, algumas Radfems, o tal “feminismo branco”, etc).

  • Leandro Rodrigues Faria

    Meu nome é Leandro, sou professor do quarto ano primário em uma escola municipal.
    Sobre os assuntos discutidos neste mamilos.
    Sobre o acontecido durante uma festa de calouros, veja bem… Numa sociedade onde tudo é imediato, banal e descartável, um momento onde o que vale é o consumo e mostrar quem pode mais é legal, onde tudo que é over é idolatrado e a opinião contrária a da massa é execrado ou taxado de careta ou “loser” qual opção os jovens optam? A primeira edução que deveria vir da família, que deveria mostrar as consequências de decisões erradas não acontece. O que ocorre então? Eles, os jovens terão que descobrir sozinhos sem ter o mínimo de orientação, sem a menos ideia que cada decisão impensada pode gerar problemas seríssimos.
    Quanto ao suposto exército evangélico… Nossa!
    Olha é compreensível o discurso do proposito dado as pessoas (jovens desfavorecidos) mas, este propósito é uma mentira sim. Vejamos: Esta importância só ajuda a criar uma esperança que será usada para intensificar a capacidade manipulação da igreja. Se a igreja evangélicas e seus pastores realmente quisessem ou se importassem com ” o rebanho” está “importância” deveria ser convertida em educação, em trabalho em resumo, deveriam ser tomadas ações reais para ajudar estas pessoas (jovens desfavorecidos). Além dos mais, e as famílias que incentivaram seus filhos a entrarem neste “exercito”? Ou vocês acreditam que isto ficará apenas na camada dos desfavorecidos? Não minhas caras. Se isso não se encerrar de forma natural o que pode acontecer? Minha única esperança é que estes pastores (gostaria de dizer umas coisinhas sobre estas pessoas mas em respeito a discussão não o farei) irão perceber que para se manter um exercito tem se que gastar muito dinheiro, este senhores tendam a se recolher a sua conhecida ganância e interrompam esta idiotice.
    Quanto ao vídeo do menino apanhando da mãe… a coisa é dolorosa! São tantos os aspectos envolvidos que é difícil ter um ponto ou lado. Entendo a atitude da mãe e creio que aconteceu em um momento de muita raiva e decepção, da mãe com ela própria e com o filho. E mais ainda concordo com a opinião das apresentadoras, espancar, humilhar nunca seria a atitude certa.
    Creio que todas as pessoas envolvidas devam ter acompanhamento para entender as reais implicações do ocorrido, pois todos os lados, e são muitos lados, foram muito afetados e provavelmente tem visões distorcidas que podem acarretar em problemas futuros.
    Quanto a pauta principal só digo uma coisa:
    Viva todas as mulheres, seu saberes, suas capacidades e sim temos que discutir tudo que envolve o universo feminino que é o masculino também, já que vivemos no mesmo universo e mesma dimensão, pelo menos eu vivo.
    Em casa, no trabalho e na vida social estou cercado por mulheres das mais variadas. Não me sinto desconfortável ou hostilizado em nenhum momento. Aprendo muito com elas, e realmente acredito que ainda há muito a ser conquistados por elas.
    Parabéns pelo ótimo trabalho e …. PARABÉNS PELO SEU DIA! Suas lindas!

  • Juliana Franchin

    Parabéns pelo programa, meninas! =)

    Gostaria de indicar um documentário que acabei de ver na Netflix chamado “Girl Rising”, contando histórias incríveis da trajetória de meninas de diferentes países. Muito comovente e inspirador!

    • Cris Bartis

      Opa, anotado. Valeu ;)

  • Sou cristã e concordo que a IURD tá fazendo algo beem complicado com estes meninos “Gladiadores”. Mas a questão do tal “exército de Cristo” não é, na Bíblia, um exército físico, que sairá atacando as pessoas que são contra a fé cristã. Este é mais um exército espiritual, que serve para lutar contra as obras do Inimigo no campo espiritual.

    Então é simples: os cristãos sérios são contra essa questão. Não, eu não preciso de um ~exército~ que garanta meus direitos ou qualquer coisa do tipo. A IURD, entretanto, é mestra em manipular o texto bíblico para explorar pessoas, mas este é o posicionamento da Universal, e não dos cristãos de forma geral.

    • Cris Bartis

      Tem gente mto séria e bem intencionada na igreja. Não dá pra dizer q todos concordam com essa coisa descabida.

  • Lucas Rafael Ferraz

    Boa noite! Grande programa, parabéns!

    Primeiro, o teste para ver se a pessoa é feminista: nem titubeie para responder qualquer uma das perguntas. Me espanta que ainda tenha gente que as responda do modo errado hoje em dia. Parecem tão óbvias! Aqui em casa eu e minha esposa dividimos tudo, e eu não me sinto “ajudando” ninguém. É obrigação de ambos. Cozinhamos, limpamos a casa, compartilhamos tudo. Isso que deveria ser casamento, né?
    Quanto ao feminismo, acredito que o movimento como um todo é visto como chato por alguns (até por mim, às vezes) por causa de ficar criando picuinha onde não devia ter. Complicar o que não precisa. Como o exemplo que vocês falaram das confusões semânticas, qual termo é correto, o que pode ou não falar. Isso muitas vezes cai num pedantismo insuportável.
    Outra coisa são certos grupos que fazem certos tipos de manifestação que eu acho abomináveis. O femem, no meu ponto de vista, presta o maior desserviço possível ao movimento, com essas pataquadas de invadir vaticano, de fazer protesto em igreja no rio com as moças nuas numa cruz. Puta que te pariu, é assim que exige respeito, praticando um desrespeito tão idiota? Eu nem sou católico, mas essas coisas me soam muito contraditórias e danosas.
    Outro ponto que acho importante, eu acho que tem que medir até que ponto o chocar é construtivo. Eu entendo que é uma forma de chamar a atenção, mas a marcha das vadias por exemplo, a pessoa tem que ser aberta o suficiente para que aja a possibilidade de explicar do que se trata. E se não for, vai criar um estranhamento e uma rejeição imediatas. Mesmo que seja aberta, quanta e quanta gente por ai não entenderia bulhufas da frase “reapropriação da palavra vadia”? Não se reapropria uma palavra e muda-se seu conceito da noite pro dia, nem com 10 ou 20 anos de passeatas. Leva mais tempo porque é o reflexo de uma profunda alteração social. Por isso acho necessário dosar e pensar muito esse tipo de ação.
    Também achei muito bobo o que disseram que algumas feministas temem que os homens queiram se tornar protagonistas do movimento. Não digo que tenham que se tornar protagonistas, mas não é o end game da parada toda que se tornam co-protagonistas? Se o objetivo final é uma sociedade de igualidade de gêneros, pressupõe que, nessa sociedade ideal, os gêneros estejam igualmente engajados em mante-la dessa forma. Afinal, não é clube da Luluzinha. Eu sou feminista e ponto.
    Um último ponto que acho muito complicado, o lance da polícia do politicamente correto em ficção. Há uns tempos postei isso em outras paragens, porque é algo que me soa estranho. Eu escrevo, ou acho que escrevo. Se um dia me surgir uma personagem mulher que é uma oportunista e uma o corpo para subir numa empresa, por exemplo, não posso escreve-la para não “propagar esteriótipos?”, Não acredito nisso. Acredito, sim, que se mal feito, pode ser danoso, mas uma obra bem feita,no fim das contas, retrata uma personagem específica, que as vezes é necessária e boa naquela história, e não reflete a realidade de todo um gênero. Até onde a ficção deve ser podada dessa forma? Compreendo e acho legal dosar bem, especialmente em novelas e outras mídias de grande alcance, mas não acredito em abolir, desde que seja bem feito e cumpra um objetivo, e não seja totalmente gratuito.

    Enfim, ótimo programa mesmo, parabéns!

  • Vince

    Ótimo programa! Apesar de sempre ouvir falar sobre feminismo, nunca soube bem o que é. Parabéns meninas!
    obs: Alguém sabe que música é essa que toca a introdução antes do fala de que eu te escuto? Lá pelos 2:50 min? Valeu!

  • gandralf


    Não atirem no mensageiro!

    Mas alguns vídeos excelentes por aí…

    https://www.ted.com/talks/colin_stokes_how_movies_teach_manhood?language=en

    • Patrícia

      O Clarion veio com esse vídeo aí e depois passou a generalizar que toda feminista “não presta”. É preciso lembrar que ele tem outros vídeos em seu canal onde “explica” que medidas compensatórias são “privilégios”. Ele não entende e nem aceita essa noção. Ele, como muitos, não se vê privilegiado como homem hétero branco, porquê não desenvolveu empatia pra entender que poder ir a um bar com a mulher dele sem ser incomodado por trocar uns beijos torna-se um privilégio diante daqueles que não tem tanta liberdade para isso, por serem perseguidos por religiosos.

      Ele também se esmera, como muitos, pra comprovar que os dados do feminismo são “falsos”, e que “estatística é a arte de distorcer os números até eles dizerem o que você quer”. Ele diz, por exemplo, que mulheres não ganham menos coisa nenhuma. Muitos dizem isso. Alegam que “tendemos a escolher” carreiras menos remuneradas. Esquece-se de que em um mundo sexista, meninas não são incentivadas a buscar certas carreiras por “serem de menino”, e têm medo de não ter sua feminilidade reconhecida por conta de suas escolhas. Alega que os dados de violência contra a mulher são falaciosos, porque de uma forma geral há muito mais homens que mulheres morrendo – e esquece-se de verificar que essas mortes de homens são causadas por problemas sociais (polícia violenta nas favelas e com tendência a matar rapazes negros jovens). Ou seja, uma violência que longe de ter gênero, é motivada na verdade por cor e camada social.

      Ele ignora também a realidade de vítimas de estupro quando diz que não é necessário haver uma DEAM – esquece-se que esta mulher já foi suficientemente humilhada e que por vezes será questionada sobre o que fez e o que estava vestindo pois, em nossa sociedade, se a mulher “quer”, ela é vagabunda e merecedora de todas as violações possíveis. Coisa que – espera-se – não ocorra em uma delegacia especializada.

      Enfim, ele é um exemplo de falta de empatia, e não só com o feminismo. Ele é alguém que se dispôs a ouvir só o que quis, pegou o que não gostou e usa até hoje pra perpetuar ideias vindas desde a época das sufragettes: rir de feministas, ridicularizá-las, desmoralizá-las, contanto que calem a boca.

      Ele mantém o mesmo tipo de ideia em relação aos negros, e acho que ainda não o vi falar em relação aos gays, mas imagino que seguindo a linha de raciocínio, ele deva achar errado e desnecessário ter uma lei pra homofobia também. Enquanto isso, hoje morreu o rapaz que levou uma surra porque era FILHO ADOTIVO de gays. Talvez nem gay o menino fosse. Mas não vamos dar esse “PRIVILÉGIO” de uma lei protetiva para os gays, né? Já temos as leis comuns.

      Esse é o fantástico mundo de Clarion, um universo seletivamente desconectado da realidade.

      • gandralf

        Me divirto com semelhantes que buscam motivos para se matar.

    • ferdineidos

      Algéum tem que dizer pra esse Clarion que igualdade é tratar desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades.

  • Eduardo Henrique Bentim Damasc

    Estou apaixonado pelo mamilos! Já conhecia vocês pelas participações e relações com o Braincast e essa semana parei pra escutar o podcast de vocês e estou adorando. Parabéns pelo ótimo trabalho que vêm fazendo! Esse post vai direto pra minha timeline dia 8. Pra minha timeline e diretamente para algumas mulheres que eu acho que precisam escutar com mais carinho tudo o que vocês têm a dizer. Precisamos de um mundo com mulheres mais unidas e cada vez mais fortes. Que as mulheres sejam cada vez mais empoderadas e que vocês continuem trazendo ótimas discussões ao meu dia-a-dia! Beijo enorme meninas, parabéns novamente!

    • Cris Bartis

      <3

  • Camera water n dream

    MUITO BOM! ♥

  • Muito bom o episódio!

    É importante mesmo pensarmos o quanto as mulheres ainda são minorias de direitos. Esse tipo de discussão precisa ser trazida a tona.

    Tem quem critique os exageros das denominadas “feminazis” – diga-se de passagem, o termo é péssimo. Houve linhas ultrarradicais no movimento feminista, porém, o problema da mulher na sociedade ainda é muito complexo.

    Penso que um dos problemas hoje é a falta de diálogo entre homens e mulheres sobre o tema. Há falta de conhecimento em toda a origem do movimento, dos discursos sobre as mulheres, da violência e por ai vai; no entanto, a falta de diálogo entre homens e mulheres como diálogo mesmo, e não mera disputa, atrapalha muito essas discussões.

    Afinal, sonho com um dia no qual não haverá mais necessidade de movimentos feministas e as mulheres e homens, e outros gêneros, possam simplesmente ser o que almejam ser com real respeito entre todos, e não somente tolerância.

    Tudo de bom a todos!

  • Bruno Daniel da Cruz

    Olá, garotas. Parabéns pelo ótimo programa.
    Confesso que, ao ouvir as barbaridades feitas pela entidade Homem, senti meu esforço diário esvair-se.
    Talvez algumas pilhas de experiências pessoais desagradáveis tenham roubado alguns segundos do cunho informativo desse lugar cheiroso.
    Por favor, mandem uma lembrança aos homens que estão ouvindo o Mamilos enquanto cozinham. A louça vai ser minha também :)

    • Cris Bartis

      Seu esforço q faz a diferença. Desiste não ;)

  • Ariana Dias

    Meninas tem página no facebook?
    Procurei para seguir e não encontrei e não tenho entrado muito no TT.

    • Cris Bartis

      Tem não. Mas tem twitter, email e aqui :)
      Obrigada pelo carinho

  • Meninas, maravilhoso o programa, vocês são umas lindas.

    Eu sou aquela que mora no interiorrrr da Itália. Os amigos do meu marido são aqueles amigos por inércia, sabe, são amigos porque foram à escola juntos e vivem se esbarrando na rua, porque a cidade é pequena. Não foi ele quem os escolheu, mas já que estão lá, continuam sendo amigos. Meu marido não é exatamente um italiano médio, mas está só ligeiramente acima da média, embora ele se ache o último biscoito do pacote. Nunca se levantou à noite pra acudir minha filha, que só foi dormir direito aos QUATRO ANOS E MEIOOOOO, nunca preparou a bolsa dela, nunca deu comida, nunca ajudou a fazer dever de casa, mas trocou muita fralda, deu banho nela diariamente enquanto ela não ia pra escola (e portanto dormia um pouco mais tarde; ele não chega cedo do trabalho), e é o Assistente Urinário/Cocozário oficial quando estamos na rua. Dos amigos dele, NENHUM deles trocou fralda, deu banho nos filhos ou leva pra ir ao banheiro quando saem. Ontem um deles teve a cara de pau de postar no Facebook que pela primeira vez na vida tinha tirado a mesa e por isso merecia um aplauso. É foda, crianças. País latino é foda.

    Só pra dar uma ideia da gravidade da parada: outro dia minha filha veio pra perto de mim quando eu estava botando a louça suja na máquina e lascou essa pergunta. “Mãe, existe algum país no mundo onde os pais ajudam as mães em casa?” Me deu uma tristeza infinita, e me senti muito mal também por estar dando a ela o exemplo errado, porque sou eu quem faz tudo e nunca pedi ajuda a ele (exatamente pelo argumento da mãe de uma de vocês, não lembro mais qual: se for pra fazer de má vontade, melhor não fazer). Eu não trabalho fora, mas trabalho de casa (sou tradutora) e sou a única responsável pela educação da nossa filha desde que ela nasceu, já que ele não leva o menor jeito e nem tem paciência, até porque foi educado por pais semi-analfabetos, estudou muito menos do que eu e sinceramente tem pouco a oferecer. Ela nunca foi à creche, sempre ficou comigo em casa, e como vocês bem sabem cuidar de criança é o trabalho mais cansativo (e importante) do mundo. Por mais que seja ele o provedor da casa, eu faço muito mais coisas do que ele, mas entrei nessa inércia mental daqui e acabei não percebendo que a casa e os filhos devem, sim, ser cuidados por todos os envolvidos. O ambiente aqui também não ajuda, já que NENHUM homem faz merda nenhuma em casa nesse país e esse é o comportamento esperado pela sociedade. Sem querer ser repetititiva mas já sendo, concluo: é foda.

    Beijão, amo-vos.

  • Antonio Marcelino

    Apenas uma sugestão pra semana que vem:
    Impeachment

  • Antonio Marcelino

    Apenas uma sugestão pra pauta da semana que vem:
    Impeachment

    • Cris Bartis

      Saúde =p

  • Matheus Lanza

    Mais uma vez, parabéns meninas! Como já foi citado aqui, eu também tinha uma visão incompleta sobre o movimento feminista, apesar de sempre ter sido a favor da igualdade entre os gêneros. Realmente muito instrutivo e esclarecedor, precisamos de mais gente pensando e discutindo esse tema.

    O ponto que mais me chamou atenção foi como o machismo também afeta a nós homens. Me separei da mãe da minha filha a cerca de 1 ano, mas ao contrário de muitos amigos e conhecidos que passaram pela mesma experiência, não foi difícil pra mim no que diz respeito a cuidar da pequena sozinho, pois desde o seu nascimento dividíamos todas as tarefas nos cuidados com ela. Quantas vezes eu ouvi “Nossa, você troca fralda também?” ou “Como assim é você que dá banho?”. E sempre me indignei com tais posturas, pois afinal, era a minha filha e como assim eu não iria participar? Tirando o fato da injustiça de sobrecarregar a mãe, eu também tenho que cuidar!

    Outro ponto engraçado que vocês comentaram foi a falta de banheiros e acomodações para os pais levarem as filhas ou filhos. Uma das minhas maiores “vitórias” foi quando um shopping da minha cidade instalou uma “family room”, onde finalmente eu podia levar a baixinha ao banheiro ou para qualquer cuidado que seja. Eu, por ter uma filha, inúmeras vezes me via em situações desagradáveis, de as vezes ter que levá-la ao banheiro masculino, ou pedir a alguma amiga que o fizesse, rs…

    Mas enfim, ótimo programa, ótimos esclarecimentos e ótima iniciativa.
    Parabéns!

  • Fábio Santana

    Sério, toda vez que começa a música do mamilos eu acho que vai tocar Britney ops I did again. Só isso mesmo

    • dornelles

      Graças a D**s não sou o único! Achei que tava viajando afu!

      • Cris Bartis

        Aaaaa caramba, agora vou ficar nessa noia tb!

  • Nicole Nissola

    Preciso dizer que eu fico muito angustiada quando a Cris fala “puta que me pariu”. De resto, lindo lindo como sempre!

    • Cris Bartis

      Hahahaha as vezes eu roubo a expressão, mas a dona dela é a Ju ;)

  • Jéssica

    Meninas, muito bom podcast! Mas queria lembrar que vocês nunca podem deixar de contar as fontes das estatísticas que vocês usam. Vocês deram estatísticas de violência doméstica e de estupro mas não vi a fonte.

    Gostaria de sugerir um filme bem legal a respeito, chamado de “O Sorriso de Monalisa”, gosto bastante dele.

  • Excelente podcast meninas!

    Fico muito feliz de ouvir o feminismo sendo reforçado e transmitido de forma clara e simples. Sou casado e por sermos um casal basicamente feminista, ouvimos toneladas de comentários como “Nossa, ele cozinha?” ou “Ele te ajuda a arrumar a casa?”. O curioso é que na verdade essas são responsabilidades minhas, declaradas, e quem as vezes me ajuda é ela. As pessoas ficam bem confusas quando se deparam com um modelo de união que desafia os papeis tradicionais.

    Para os homens, um ponto muito importante é saber como se portar sem ser machista, pois comentários e opiniões estão enraizados em nossa cultura. Muitos homens acabam sendo machistas até quando tentam elogiar as mulheres. Este dia da mulher foi um show de horrores nesse sentido. Quantas lojas não passei que diziam: “Promoção de maquiagem para ficar linda pro maridão!” e exemplos parecidos. Me sinto pessoalmente ofendido quando vejo situações como essa, mesmo sendo homem. Sei a batalha diária da minha esposa para enfrentar o mais variado tipo de opressão que entranha pelas raízes da nossa sociedade.

    Por fim, gostaria de indicar um material que me ensinou bastante. Sou colunista no PapodeHomem e tomar cuidado com o sexismo em meus textos é uma das minhas maiores preocupações. Numa conversa por email um outro autor ele indicou um guia para uso não sexista da linguagem, guia que deixo aqui para que outros leitores e ouvintes que geram conteúdo possam afinar sua fala e escrita, evitando que o preconceito de gênero seja disseminado por aí. Link: http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/publicacoes/outros-artigos-e-publicacoes/manual-para-o-uso-nao-sexista-da-linguagem

    Parabéns pelo trabalho!

    Beijo grande.

  • Ana lingner

    Fico um pouco chateada com a depreciação que é feita da mulher que é dona de casa. Qual é o problema? Já trabalhei fora e hoje por conta de ter dois filhos pequenos e ficar muito difícil conciliar o trabalho com o cuidado deles optei por ficar em casa. E quando decidi isto minhas amigas me trataram com pena, como se eu agora não fosse mais gente. Tipo ” coitada vai ser dona de casa”. É muito triste que as mulheres não se apoiem nesse tipo de decisão. Por que hoje em dia se prega que mulher de verdade se realiza só se tiver profissão? Por que as próprias mulheres debocham e descriminam as que optam por ficar em casa? Qual é o problema de querer passar mais tempo com os filhos? Não sou menos feminista por causa disto.

  • Matheus

    Porra, eu nunca venho comentar mas nesse eu tive que vir comentar, sabe? O podcast pela base, pela estrutura e tudo mais me chamou atenção, os do b9 costumam me chamar atenção em geral, mas o mamilos principalmente por tomar a frente com mulheres e tudo mais e onde há mulheres tomando a frente me chama bastante atenção, como admirador da mulher, como ser, como pessoa, como diferente do homem sim, mas não abaixo, nunca, afinal, diferença não conecta-se com defeito em qualquer parte a não ser pela primeira letra das palavras, fora isso, nada é válido. Bom mas deixa eu falar sobre o podcast do qual aqui comento…
    Eu, como disse, sou um admirador da mulher em seu termo geral, onde inclue-se no caso, quem QUISER ser mulher, o que há nas discussões de hoje sobre trans – não só isso, claro – e coisas do tipo… Acho uma injúria não admirar alguém que é trans, porque porra… É um caminho FODIDO, só de imaginar quantas guerras há dentro da mente de alguém que é trans me dá arrepios… De qualquer forma, devo confessar que ao que ouvia o podcast enquanto viajava de volta pra cidade onde faço faculdade, eu fui ouvindo e ouvindo e algo me incomodava bastante nas falas, sabe? Não algo como discordâncias ou problemas no áudio mas no assunto em si, até parei de ouvir alguma vez ou outra, mas era interessante demais pra parar e eu nem tinha ideia do que estava me incomodando… Terminei de ouvir, ok, mas aquele incômodo ainda não saía e eu comecei a explorar esse incômodo. “Que que é essa merda, hein?” afinal, eu concordava com absolutamente TUDO, movimento pró-feminista e todas as paradas, aliás, o teste é algo que dei ~check~ em tudo e também usando uma fala da Juliana “Sério que isso é tudo tão revolucionário?”, não só pensava isso desde o começo do programa, como mesmo quando não tinha muito ideia das coisas, lembro que perguntava pro meu pai “Ué, por que você não lava a louça também?”/”Por que meu irmão não lava a louça também? Só minha mãe?” (eu não lavava porque era molequinho, ok) e isso não mudou… É revolucionário e que bom que é, porém, é foda ISSO ser revolucionário…
    Essa pulga que ficou matutando em mim por um ou dois dias inteiros, até que percebi que essa mesma era sim, surpresa, surpresa, machismo, algo que por “ser moleque, crescer homem” como era/é passado, estava dentro de mim, sabe? É engraçado, cheguei a essa conclusão e fiquei com essa merda na cabeça até hoje, comecei a ver se tinha situações que eu fui/sou machista, mesmo que inconsciente e provavelmente tiveram tais situações, seja pelo meio, seja por cultura e etc. Vasculhei isso comigo mesmo e com os outros, cheguei a perguntar pra uma ex-namorada se eu havia sido machista com ela, pra minha mãe, porque do fundo de toda a minha sinceridade eu não quis e nunca nem quis ser – as respostas, que ótimo, foram que não tinha sido. – mas de qualquer forma, a questão é que algo que sou a favor, gosto, apoio, tento agir de acordo e esse tipo de coisa, estranhamente me incomodou um pouquinho lá no fundo e eu quero queimar esse restinho pra não ter esse leve incômodo mais, por mais que soe autoajudo, me libertar dessa merda, de verdade. :D
    Pois então, deixo o meu agradecimento aqui as quatro que gravaram por esse abrir de olhos que provavelmente eu não veria de outra forma e poderia me gabar por algo que não era totalmente verdade. A Juliana, a Cris, e as duas convidadas que não lembro os nomes e mil perdões por isso mas que não diminui nada minha gratidão e também admiração, meu obrigado. Suavidade a vocês e, porra, continuem com o trabalho porque tá foda… Mas não exagerem.
    Beijos, beijos. <3

  • Renata Oliveira

    Ah gente! Alguém podia traduzir (com responsabilidade) o artigo (sobre O mito do orgasmo vaginal) sugerido pela Ju.
    Responsabilidade social torná-lo mais acessível!
    Parabéns pelo ótimo trabalho.
    Abraços a todos.

  • Gabriel Tavares

    Olá Garotas!

    Meu nome é Gabriel Tavares, de Araçariguama-SP, 28 anos estudante de Gestão de TI. A muito tempo não tanta vontade de comentar um programa. Então ai vai!

    -> Sobre o garoto que apanhou da mãe:

    Sim eu também aplaudi de pé quando a mãe deu uma surra nele. Ouvindo tudo o que disseram sobre o assunto, opiniões, formas de punição e aprendizado, concordei com praticamente tudo o que disseram. Mas como moro em cidade pequena e já ocorreram alguns casos por aqui desse tipo, não sei como uma mãe ou pai deve agir, suponho que a primeira coisa que se deve fazer seria fazer o filho se retratar e ensinar que o que ele fez foi ediondo, a traição da confiança entre um casal, mesmo sendo jovem, e ainda mais na adolescência, que é uma fase que se aprende muito e é muito fácil de se levar traumas para o resto de sua vida. Portanto ainda acho que o garoto deveria levar essas palmadas, e olho-por-olho a garota dividiu esse vídeo. Não que a atitude estivesse correta, mas foi o que ela fez como forma de vingança.

    -> Sobre o exercito da salvação(#SóQueNão):
    Como bem documentado ao longo da história, religião e poder nunca coexistiram em muita harmonia, talvez eu esteja exagerando, mas tudo o que eu li diz que isso pode dar uma merda absurda. Nunca gostei muito de igrejas em si, ao contrario de religiões que vejo como uma forma de passar valores para pessoas que querem escutar. O que realmente é problemático são essas pessoas não conseguirem pensar um palmo a frente do que lhe foi dito, não há pós-raciocíonio, novamente, pelo que até o momento eu sei. Sim o país tem muitos evangélicos, mas convenhamos, tanto faz! Ainda existem muitos católicos! E muitas outras crenças! Que no geral, tentam pregar boas praticas e bom senso como, não roubaras, não matará o próximo…e nem quem estiver próimo ao próximo, e por ai vai. Sou considerado ateu, e tenho muito medo de como as pessoas ainda acham um absurdo eu não acreditar em um deus, ou deus da pessoa. Tenho muito medo do que pode estar por vir daqui em diante sobre esse assunto.

    -> Sobre a bebida:
    Sim, eu aceito um pouco, obrigado! Gosto de beber com meus amigos socialmente, quero dizer, não gosto de sair vomitando e passando mal. Concordo que o alcool é uma droga sim! Mas aprovada pelo contrato social que existe na sociedade.

    -> Sobre o feminismo(último, prometo):
    Por achar que seria mais um programa de vários minutos que falaria mais do mesmo me forcei um pouco para continuar ouvindo, e alguns minutos depois entendi a proposta, que é excelente. parabéns!
    Até hoje me considerava um homem feminista, o que ainda concordo em termos agora por ouvir todo o programa. Concordo sim com todos as 10 perguntas que não é necessário faze-las, é obvio que concordar é o correto. Agora, eu notei enquanto eu escutava que estava sendo hipócrita em algumas partes, pois tive uma namorada que muitas vezes queria dividir uma conta comigo e eu com meus valores cavalheirescos dizia, “não amor, eu pago”. Sabia que isso chateava ela, mas me chatearia ainda mais se eu não estivesse pagando um sanduba com refri na padaria. Ao ponto que eu não sairia se não tivesse dinheiro para pagar a conta.
    Teno medo de me casar e fazer parte dessa massa masculina agressiva, tenho medo de ter filhos e ser agressivo com os baixinhos por ser estourado. Vou trabalhar mais nessa questão, que bom que me fizeram refletir melhor sobre o assunto. Obrigado.

    Abraço e beijo a todas!

  • Pessoal, só tenho elogios. Eu diria que foi um programa didático, fiquei com vontade de mostrar ele pra todo mundo que algum dia questionar ou criticar o fato de me auto declarar feminista. Vocês falaram muito bem de conceitos e premissas bem básicas do feminismo, de uma maneira clara e acessível. Existe um estigma absurdo sobre o assunto, muita gente acaba associando as feministas a mulheres que tem como missão dominar o mundo, destruir os homens, queimar sutiãs, casas, igrejas e tudo mais, haha. Senti falta de algum comentário sobre as Femen, que particularmente acho as ações e discursos bem questionáveis, pelo pouco que tenho conhecimento. Acharia importante que houvessem comentado, levando em consideração a multiplicidade de “feminismos” existentes por aí. Mas de qualquer forma é um programa pra mostrar pro pai, pro namorado, pra mãe e pros vizinhos. Adorei! Tava sentindo falta de ouvir algo com essa temática aqui pelos podcasts da vida. Tô aqui esperando ansiosamente pelo programa sobre transexualidade, vai dar panos pra manga. Me interesso sobre qualquer discussão, programas, livros, papos de boteco que tratem de questões de gênero, performatividade, transexualidade e coisas afins.

    Meus parabéns!
    E antes que eu esqueça, achei importantíssimo falar sobre o jovem que morreu de coma alcoolico dias atrás. Acho que ele foi mais uma vítima dessa cultura que valoriza e mais que isso, incentiva o uso exagerado de bebidas alcóolicas pelos jovens, especialmente os homens. Mais um sinal do quanto o machismo é nocivo, ele aprisiona, oprime e mata – homens e mulheres.
    Um beijo e vocês só surpreendem!

  • Rafael Akio

    Esperando ansiosamente o Mamilos 16. o/

  • DrunkCharmander

    E ai meninas? Estava na semana de provas, vou começar outra, mas vou aproveitar o intervalo para dar pito.

    Será que usar o medo da parcela da sociedade que se sente representada por Bolsonaros e Malafaias para misturar esses meninos da universal com o ISIS, vocês não acham, só acham só que é demais não? Ai no fundo ouvimos: “Nossa, mas o que é esse Altar?” “Ei, mas o Brasil já tem exército” Oi? Vocês fizeram um ótimo programa esclarecendo um movimento que é julgado de fora sob os prismas mais diversos na maioria das vezes com uma visão que vem carregada de ruído, legal.

    Sobre feminismo, essa ideia para mim não se encaixa, nunca me acostumei a ela. Tenho dois irmão mais novos e nossa mãe nos criou sozinha, toda vez que alguém fala sobre igualdade de gêneros, ou que eles têm direito a ganhar o mesmo salário, ou mesmo dividir tarefas de casa, acho engraçado e estranho ter de sustentar essa defesa para início de conversa. Em casa, eramos três irmãos, e ainda somos, essa contagem meninos/meninas nunca foi relevante. Volta e meia fico abismado de saber que algum colega não sabe cozinhar, e vocês achando bonito alguém aprender trocar fralda, me senti um ET.

  • Juliana Franchin
  • Luiz Antonio Couto Soares

    Que falta me fez ficar duas semanas sem ouvir o Mamilos! Não acredito que perdi a discussão sobre um dos temas em que mais tenho me envolvido nestes tenros 16 anos.
    Sou um dos caras que ouviu esse episódio lavando a louça e as cuecas: Minha mãe desde cedo me ensinou a realizar as tarefas de casa, e por mais que não possa dizer que sou o homem mais dedicado à estas, já estou acima da média. Por isso, a questão doméstica é uma em que nunca tive impregnada uma visão machista. Na verdade, sempre tive na minha cabeça que se eu tiver um filho, e eu ou minha hipotética cônjuge tiver que largar o emprego para cria-lo, eu faria questão de ser o a sair. Afinal, tendo os dois a mesma capacidade de cuidado da criança, a preferência por manter o trabalho deve ser das mulheres, que ainda precisam conquistar à força seu espaço no mercado de trabalho.
    Já em outros aspectos, a mudança para minha mente feminista foi mais gradual. Até alguns anos atrás, minha visão de amor estava impregnada de ideais românticos clássicos, de idealização de uma mulher “pura, sensível e indefesa”, bem ao estilo princesa da Disney. Considerava um absurdo os homens que tratavam as mulheres como meros objetos sexuais, mas também me opunha às mulheres que “se deixavam ficar com qualquer um”.
    Com o tempo, fui revendo estes conceitos. Percebi que minha postura aparentemente “protetora do respeito feminino” não passava de uma visão tão estereotipada quanto a que as objetificava. Conheci mais mulheres fortes, líderes e decididas, e reaprendi a minha visão quanto a sociedade, homens e mulheres, me tornando mais aberto à sensibilidade masculina e à força feminina.
    Minha aproximação maior com a causa feminista em si veio com a campanha HeforShe, em especial com o discurso da Emma Watson na ONU, que me fez repensar de vez a relação entre gêneros. Considero-o de visualização essencial para todos os seres humanos.
    É claro que tudo isto parece apenas uma autopropaganda imensa, colocando-me como exemplo de homem pós-moderno feminista…. Mais estou longe de tirar todos os resquícios da mentalidade machista de minha essência, em especial quanto aos padrões de beleza feminina. E ainda vejo muito machismo entre colegas (homens e mulheres) sem fazer nada, nem sequer falar com eles. Acho que na próxima, vou recomendá-los ouvir esse programa!

    Obrigado por mais essa discussão de incrível relevância e qualidade, e agora deixem-me ir ouvir o próximo Mamilos!

  • Mariana Guerra

    Estava na parte da diferença no tratamento entre “filhos” e “filhas” quando um (homem) colega de trabalho pega a minha lista da feira (afinal morando sozinha me perco sem as listas!) e começa a zoar: Brócolis Ninja! Fiquei tão irritada e falei: vou te explicar que tem TIPOS de brócolis no planeta, assim como manga, banana, tenho certeza que a sua mãe não te explicou isso… Na hora vi a diferença de criação entre meninas e meninos! Me chocou muito, pois minha mãe me explicou isso, agora porquê a mãe dele não explicou para ele??? Fiquei chateada… Muito chateada… Homens pelo visto não estão sendo criados para morarem sozinhos ou cuidar das listas de uma casa….

  • Rodrigo Rocha

    Demais este podcast senhoritas! Feminista creio que somos todos nós, uns com mais coragem de superar os medos e tradições, outros com mais capacidade de receber uma educação mais atual, equilibrando oportunidades e respeito ao próximo, mas essencialmente o importante é seguir o que vocês fazem, convidando os que se sentem presos a tradições e culturas passadas a repensarem seu ponto de vista! Parabéns novamente!

  • Damian Schelling

    E quando sua namorada é mais machista que você? rs True story

    Mas aos poucos eu estou mudando isso.

  • Fernanda Nakamura

    Podcast absolutamente maravilhoso….O mundo precisa muito deste tipo de linguagem incisiva e simultaneamente delicada e entupida de bom senso…Continuem o trabalho primoroso mulheres, esse foi o segundo q ouvi e estou baixando todos para ouvir em looping….

  • Onildo Filho
  • Onildo Filho

    Jovens são violentadas em Castelo do Piauí; 5 acusados são presos
    Segundo o delegado, uma das meninas foi amarrada e teve parte do corpo mutilada com uma faca. Jovens foram transferidas para Teresina