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Expo 2015: O Brasil na feira

Alôôô, minha bateria!

10.set.2015
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No dia 7 de setembro, foi comemorado na Expo 2015 o Dia do Brasil. Momento de foco total nas atividades brasileiras tanto nos palcos principais do evento quanto em seu pavilhão bastante atraente, projetado pelo Studio Arthur Casas.

Tudo bem que o tema do evento é Alimentar o planeta, energia para a vida, mas pensamos que o Brasil poderia exibir muito mais do que apenas as suas riquezas do solo já tão conhecidas. Poderia falar mais em pesquisa, mais em produção de energia, políticas de sustentabilidade, etc. No discurso de abertura do Dia, feito pelo nosso Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, no entanto apostou em como a agricultura é conduzida hoje. E só. Num evento em que a tecnologia deve se unir a uma das mais antigas atividades humanas, apenas nos vendermos como grandes exportadores de soja e café pareceu pouco. O recado do Brasil ao mundo não poderia ser “por favor, não pare de comer soja, China”.

Já no pavilhão, apesar do grande foco para os produtos que saem das terras brasileiras, como a pimenta, a taioba, a soja, o feijão e até mesmo a quinoa boliviana, havia pelo menos mais para ser abordado numa feira em que a indústria também tem papel decisivo. Foram exibidos painéis explicando as políticas de inclusão social e os programas desenvolvidos em prol da agricultura familiar. Foi mostrado um pouco de outras atividades industriais, com peças feitas por grandes designers. Enfim, tinha também um cantinho para que as pessoas pudessem conhecer um pouco do que comemos e como vivemos. O espaço brasileiro é um dos poucos que possui uma estrutura mais aberta, transparente, em que é possível ver boa parte mesmo do lado de fora, o que também contribui para passar essa coisa de receber bem que possuímos.

Mas muitos dos milhares que passaram pelo pavilhão brasileiro nos últimos meses não viram nada disso. Eles só queriam saber da rede gigantesca que atravessava o espaço todo. A rede, além da literal relação com a pesca, significa conexão, união, envolvimento. Valores que o Brasil também queria transmitir.

Depois do passeio, não é que bateu aquela vontade de tomar um cafezinho brasileiro em nossa loja? Mas com pão de queijo sendo vendido por cinco euros e cerveja Brahma em lata por 8, tivemos que nos contentar com a moça que atendia e disse que “se quiser comer barato, para ir comer pizza ou voltar para o Brasil”… Ainda bem que teve um show do João Donato de graça para compensar.

Assista ao resumo no vídeo, produção B9 dirigida pelo jovem Luiz Hygino.

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