Nike cria o comercial definitivo para quem deseja começar a correr

“Last” fala daqueles que ninguém presta atenção: os últimos colocados de uma maratona

25.set.2015
Editor's Pick

Bati na mesa e gritei “P* que pariu!” quando terminei de assistir o comercial acima.

É isso. Assista também.

Tá bom. Vou explicar mais:

Em 2012, a Nike lançou um dos melhores comerciais de todos os tempos ao apresentar o garoto Nathan, um corredor gordinho de 12 anos de idade, dentro da campanha “Find Your Greatness”.

Agora, a marca meio que repete a fórmula, mas sem perder a grandeza. No filme “Last”, a câmera faz um lento tracking reverso para mostrar aquela parte da maratona que ninguém presta atenção: os últimos colocados.

Segundo a lenda, o soldado Filípedes correu 42 km para anunciar a vitória de seu exército. No fim, morreu pelo esforço

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Toda a euforia passou, funcionários já varrem a rua, enquanto algumas dezenas de corredores ainda se arrastam com dificuldade para enfrentar os quilômetros restantes.

Ao som de “Every Little Bit Hurts”, cantada por Aretha Franklin, a locução cita a história romanceada que remonta à origem da maratona. Segundo Heródoto, o soldado ateniense Filípedes correu os 42 km que separam as cidades de Atenas e Maratona para anunciar a vitória de seu exército e, no fim, morreu pelo esforço.

Essa justaposição de elementos – principalmente o trabalho de camera – já seriam suficientes para elencar “Last” como um dos grandes comerciais do ano. Mas é a frase final que me arrancou o palavrão:

“Você não é um corredor. Principalmente, você não é um corredor de maratona. Mas no final disso, você será.”

Criação da Wieden + Kennedy, com produção da Park Pictures.

Comente

  • Felipe

    que merda de comercial…

    • Fake Errado do Change

      Cara, errou de lugar, aqui não é o Youtube.

      E esqueceu de dizer “Aiiin, perdi um minuto da minha vida”.

      • Felipe

        não perdi não, apenas achei uma merda o comercial..
        minha opinião, obrigado por respeitar.

        • Joe Guidini

          Fundamente seu comentário e assim poderá chamá-lo de opinião.
          Obrigado.

      • willianfrancas

        Relaxa e deixa o “cara”, vai ver é só a TPM que o deixa sem disposição…

        • Mariana Neri

          • willianfrancas

            Deixo claro que se feri algum sentimento feminino, me desculpe, não foi essa a intenção !

          • Mariana Neri

            Tá tudo be, jovem. Só acho q num tem muito a ver ele não ter gostado e exposto isso de ~forma dramática~, com ser mulher! (Y)

      • Douglas Oliveira (Geek Vox)

        Alerta de:
        Comentarista de G1 ( 1 ) Voto
        Comentarista de Youtube ( 3 ) Votos

        E contando…

      • Thiago Homero

        Maldad petralha, lulladrão e dilmalandra incentivando clicofaixas, vai pra KUBA!!!!!1111

    • Abraão Cardozo

      Pq achou uma merda? O que é um exemplo de comercial bom pra você?
      Sua opinião deve ser mais funda do que um “merda”, então, descreve ai os motivos e tal

    • Bárbara Morrone

      Também fiquei esperando pra saber quais os motivos. No mínimo pra achar uma merda, deve ter um embasamento bem relevante construído, né? Cadê?

  • Mariana Neri

    FODA!

  • Ricardo Oliveira

    Pequenos detalhes da direção de fotografia que fazem absolutamente toda diferença: o primeiro plano tem uma lente em que tudo está em foco. Apesar dos corredores lentos e cansados, o caminho à frente continua visível. Quando corta para o contra-plano e mostra a personagem final, o caminho para trás está desfocado e é só um passado. O que importa é o olhar dela para o futuro… o que ficou para trás é o que ela já conquistou. Ah, phodastic.

    • Mariana Neri

      Coisa mais linda fotografia né! Quase um poema!

    • Rodrigo Motta

      achei bem bosta

      • Ricardo Oliveira

        Vai fazer jogo, Rodrigo =)

      • Davi Hammer

        Pessoa de visão limitada, tsc

        • marcoiai

          Ué, o cara não pode ter gosto? eu hein…

          • Leonardo Ávila

            Fato. Gosto é diferente de crítica.

          • marcoiai

            Fato: o gosto influencia a crítica! ;)

        • Ricardo Xavier

          Não Davi. Pessoas que sentem necessidade de Atenção! Infelizmente só prestam para ofender as coisas e pessoas.

          • Rodrigo Motta

            E aí Ricardo, beleza? Eu não ofendi pessoas beleza? E sim, produtos e coisas são passíveis de crítica e até de ofensas. Lê minha resposta abaixo sobre o produto em si. Um abraço e bom final de semana.

        • Ullisses Soares

          gosto é diferente de ofensa, kk

      • Mateus Queiroz

        Esperando a explicação de pq achou bem bosta ;)
        Caso não tenha: Sim, vc é um bostinha querendo chamar a atenção sim =)

        • Rodrigo Motta

          kakaka o Ricardo Oliveira que comentou o post é meu brother, daí comentei só pra zoar ele. Mas falando sério: achei o comercial bem produzido (também se não fosse né?) mas sem um feel pra ser “o comercial definitivo”, achei que ovularam além da conta aqui… a frase final do comercial sozinha é muito mais forte do que tudo o que foi apresentado visualmente. Pra mim, parece aquela ideia muito foda que poderia ter sido melhor apresentada. O comercial é arrastado (aí vão dizer “ah, mas é pra dar a sensação que a mina tá se arrastando”) mas ficou arrastado além do arrastado (eu não gosto de comerciais que são tipo “nossa, eu queria fazer cinema e contar uma puta história mas tô aqui nesse comercial de tênis”). Poderia durar 10 segundos. Eu posso chegar pra alguém e dizer “cara, quer se tornar um maratonista? corra uma maratona”. Enfim, essa é minha crítica. Tecnicamente a parada é muito boa. Se ver outros comentários aqui vai ver que existem outras pessoas que não foram tocadas pelo “comercial definitivo”. Ah, só um toque: ofender um produto é diferente de ofender pessoas. Comentar sobre um produto é algo aceitável, mas ofender pessoas é falta de educação.

          • Thorsten Sven Nykvist

            Um comercial de 30 segundos é “arrastado”? É por pessoas como você que temos que aguentar então aqueles comerciais de supermercado de bairro, com 200 palavras em 10 segundos, com música de fundo insuportável e distorcida, não é? Achei excelente a dica do Ricardo Oliveira, me fez rever o comercial e gostar mais ainda. Se ele é mesmo teu “brother”, deve ser por mera compaixão. Acho que ele é profissional de fotografia. Já você…. deixa pra lá… não quero ler outro discurso de “não ofendi pessoas, tá ligado?!”…

          • Rodrigo Motta

            Você tem que aguentar o comercial de supermercado de bairro porque agências de publicidade e emissoras de TVs são isso aí mesmo. Muda isso aí então se está achando ruim ou aceita que dói menos. 30 segundos e arrastado, pra você ver como é o feel da parada. E de fato você não sabe nem o meu currículo nem o do Ricardo ou como começou nossa brodagem kakaka

          • Rodrigo, entendi perfeitamente seu ponto. Não sei se foi a expectativa pela chamada exagerada no Facebook do B9 ou o que, mas também senti que foi tipo uma junção de várias coisas perfeitas que gerou um resultado mediano.

          • Rodrigo Motta

            Isso mesmo. Foi o que senti.

  • Luiz Henrique

    Com ressalva à excelente fotografia, o que eu entendi deste anúncio foi: Maratonista bom é maratonista morto!

  • Cezar Luiz

    Uma coisa que me chamou a atenção no final do vídeo foi a fonte serifada, enquanto tudo hoje caminha para fontes mais sans-serif a Nike “volta no tempo”? http://everystevejobsvideo.com/wp-content/uploads/2013/02/iMac-ad-Chick-not-geek.jpg

    • Douglas Oliveira (Geek Vox)

      Não necessariamente voltar no tempo, cara, serifa ajuda a passar: humanidade, history telling, emoção, simpatia, etc em contraponto às fontes sans serif que tentam passar: ação, tecnologia, sobriedade, etc. Assim combina com o clima do comercial. Se for seguir pela sua linha, o próprio blog do B9 seria “antiquado” por usar serifa em sua fonte.

      • Cezar Luiz

        Ah sim! Mas não falei criticando, falando mal, foi mas por reflexão mesmo. No comercial de 2013 ela usou uma fonte bem bold e sans.

        • Douglas Oliveira (Geek Vox)

          Calma, Cezar, não estamos no youtube ou G1. rs Também estou analisando JUNTO com vc.

          • Cezar Luiz

            Hahahah tranquilo ;)

      • Felipe Barbosa

        Geek Vox também é cultura, veja você.

        • Douglas Oliveira (Geek Vox)

          C V SÓ, menino, hahahah

  • Luciano Vitoriano

    Pqp!!! Direto, bem no meio dos sentimentos de corredores amadores como eu, do tipo que correu um circuito como a São Silvestre há trezentos anos atrás e ainda lembra disso como se fosse um dos grandes momentos da vida. Imagina o impacto de uma maratona! Junção de música, texto, fotografia excelente, e eu destaco, também, o trabalho da atriz: uma pequena e convincente tomada de fôlego que representa tanto, mas tanto! Acompanho a batida na mesa.

    • Alexandre Moura

      Por pura preguiça, faço das suas as minhas palavras… muito bem explanado o que eu senti também. Abraço!

  • Emerson Rafa

    Onde encontro a versão legendada?

    • Mariana Neri

      No texto do Merigo descreve tudo o que ela fala!

      • Emerson Rafa

        Sim, mas gostaria de compartilhar com algumas pessoas que não gostam muito de ler… rss

        • Mariana Neri

          Luciano quebrou um galho ai pra todo mundo auhuuhaah xD

    • Luciano Vitoriano

      Se você buscar a palavra “maratona”, ela vai lhe contar que a primeira pessoa que correu 25.2 milhas morreu.

      Ele… morreu!

      E ele era um corredor…

      Você NÃO É um corredor. Você especialmente NÃO É um corredor de maratona.

      Mas, no fim disso… Você será.

      • Emerson Rafa

        Obrigado Luciano!

  • Jaime – o agente bom de corte

    Encorajador!

  • Neca Boullosa

    Amigos, o nome do brother grego é Fidípides! Φειδιππίδης

  • Gabriel Kondrat

    vai ver é por que num corro, mas num senti nada.

    • Douglas Oliveira (Geek Vox)

      Faz um exercício de paralelo: a linha de chegada pode ser qualquer objetivo da sua vida. Objetivos que várias pessoas já conquistaram, às vezes até com certa facilidade… ou até pagando com a própria vida. Hoje vc não é o que quer ser, mas quando chegar ao seu objetivo, será. A maioria das marcas de esporte batem nessa tecla de “levantar a bunda da cadeira e ir fazer alguma coisa”. Só tentar ser menos literal e focar no conceito da coisa que tudo fica mais maneiro. :)

      • Mariana Neri

        Ou simplesmente aceitamos q ele não gostou x)

      • Gabriel Kondrat

        still, didnt feel nothing.

  • Pablo Garcia

    Um tapa na cara do sedentarismo.

  • Ailton Apolinário

    Lembrei dessa campanha aqui super antiga e é praticamente a mesma ideia!

    http://www.umavidamelhor.org/inspirational-stories-tv-spots/78-linha-de-chegada

  • Estefane Gisele

    Achei foda pra caralho.

  • Luiz Silva

    só eu que no começo era algo com o lixo jogado no chão ?

  • Junior Meireles

    Qual a mensagem que o comercial passa além de que vamos todos morrer, e por isso devemos correr?

  • Luh_Keehl

    Achei legal, nada demais… Meu preferido ainda é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=d7ZGV_xtRqA

  • Cassio Guimaraes

    Poxa Merigo… Me senti o ser mais insensível do mundo agora. Não me tocou de nenhuma forma o comercial. Mesmo depois da sua explicação o__o

  • João Correia

    Não. O melhor comercial para corridas de sempre é o que mel gibson apresenta em “What Womem Want”. O copy é imbatível (e para mais foi antes desta febre, da corrida se transformar em running).

    • Igor Rodrigues

      CARALHO! Tava pensando a mesma coisa! hahahahahaha

  • Atenção, redator!
    É imperdoável um texto com erros gramaticais.
    Me dá raiva! E nem sou gramático!

  • Amante Latino

    Marketing puro. Imagino só os incautos coprando Nike para correr maratonas…

    • José Carlos

      Os tênis da Nike realmente não são indicados para maratonas no meu ver, mas o espírito que o comercial transmite é sensacional! Até pq o objetivo aqui não é preferências pessoais

  • Arle Janso Kurogane

    JUST DO IT!

  • arthur

    nao gostei também. Man boobs tava melhor.

  • Pedro Ribas

    Com toda a certeza o melhor de um post como esse é a diversidade de comentários e pontos de vista, assim você consegue focar não só no que o autor escreveu mas também em pontos de vista positivos e negativos da coisas. Enquanto ao comercial, os efeitos de filmagem foram ótimos e a ideia de últimos como incentivo,foi uma sacada bem legal.

  • Igor Rodrigues

    Faltou adicionar

    “Você será. Mas tomara que não como o primeiro”.

  • Fábio Franco

    O comentário do Douglas Oliveira (Geek Vox), é um dos mais sensatos. O bom humor de uns e até mesmo a “sinuosa” grosseria usada por um debatedor dizendo “bem bosta” é quase plausível; no entanto temos que forçar mais a ótica sobre a mensagem. Por mais que saibamos que a Nike é uma empresa altamente lucrativa e o intuito inicial dessa propaganda e de tantas outras é manter a marca, toda a concepção – fotografia, referência mitológica, narração, voz da divina Aretha Franklin e a frase final, tornam “last” um dos melhores comerciais do ano sim! Mesmo que eu esteja dizendo isto por conhecimento técnico, afinal sou formado em PP, me baseio mais como consumidor e corredor (de parque mesmo), pra dizer que acertaram em cheio!

  • Luciana Marques Bertaco

    Fotografia excelente… mas não tive vontade de bater na mesa e gritar “pqp” como tive com o “sangue laranja” de 2010. Acho que não senti que a “última” corredora tivesse corrido tanto (me refiro à atuação e à expressão) e a música não me levou ao entusiasmo nem à resiliência que deveriam ser os sentimentos despertados, não é?

    https://youtu.be/g3O5a-lOdIQ

  • Guilherme Cruz

    Uma pessoa que não está acostumada a correr mal consegue completar 5km, quanto mais 42km. Andando levaria mais de 8h.

    O público alvo desse filme é o empolgado que vê coisas desse tipo e pensa: vou virar corredor. Daí vai na loja e compra o nike de 700 reais. Domingo vai lá pra “corrida” e descobre que definitivamente não é tão fácil assim, e nunca mais corre. Pra Nike tanto faz, afinal os 700 reais já estão no papo.

    Prefereria um filme que incentivasse metas reais e não decepções.