ANTICAST_POST

AntiCast 218 – A Treta entre Arábia Saudita e Irã

Boa sorte em tentar entender!

21.jan.2016

[AVISO: a introdução ficou longa pra caramba. Se quiser pular direto pro programa, pule para 33min22seg]
Olá, antidesigners e brainstormers!
Neste programa, Ivan Mizanzuk, Filipe Figueiredo (Xadrez Verbal) e João Carvalho (Decrépitos) conversam sobre a recente quebra de relações diplomáticas entre Arábia Saudita e Irã. Quais são as raízes históricas deste desfecho? Como isso afeta o atual cenário no Oriente Médio? Qual a chance de isso se tornar um combate armado? Preparem-se para uma fantástica aula do Filipe e do João e boa sorte em tentar calcular toda a dimensão deste evento. Além disso, apresentamos também o Episódio Zero (que é basicamente um teaser/trailer longo pra cacete) da Segunda Temporada do Projeto Humanos, chamada de O Coração do Mundo.
Editado por Felipe Ayres.

>> 0h09min17seg Episódio Zero de “O Coração do Mundo”, segunda temporada do Projeto Humanos.
>> 0h33min22seg Pauta Principal

Patreon AntiCast

MEDADINHERO

Links
Xadrez Verbal
Decrépitos
Podcast do Guia #007 – Animals Farm: Pink Floyd & George Orwell (Pareidolia)

Episódios do podcast O Nome Disso é Mundo
015 – Shalom Aleichem, Israel
016 – Líbano em fita K7
017 – Jordânia sem véu
020 – Encontre uma farmácia na Turquia
037 – Quanto custa um mentos no Egito?
048 – Irã ecológico
062 – Tunísia de Jasmim
065 – Nem tudo que reluz é Dubai
071 – A vida acontece no Afeganistão – Parte 1
071 – A vida acontece no Afeganistão – Parte 2
086 – Arábia Saudita e suas pequenas revoluções

Podcasts do AntiCast
Visual+Mente
Três Páginas
Não Obstante
Projeto Humanos
É Pau É Pedra

Comente

  • PsicoHélder Soúlima

    Até que em fim um tema que importa!

  • Negro Drama

    João no Anticast?!! Caralhooou

    • Victor Mantovani

      Só faltou ser um Mesopocast.

  • Weslley Tresdê

    Meu sonho se realizou. João no Anticast.

  • Alexsander Marques

    Meu… foda! o/

  • Pedro de Moraes

    João, Filipe e Ivan num só podcast. Meu dels

  • Axel Gaita de Foley

    JOÃO MEU DEUS SEU LINDO

  • Axel Gaita de Foley

    O que fazer com essa ereção?

    • O Nindjah

      MIJA NO TEU CU

    • Alexsander Marques

      (069) 99669-6969

    • Nacho – Café > Amor

      SE FODE AE

  • Raposo

    João Carvalho no Anticast

    • Wesley

      SOUSA MANSUR-SAMAAAAAAA!111!!

    • Daniel Alves

      #pedante pra kct

      Podcast bem maneiro =)

    • André Pessimista

      Sei.

      • Raposo

        geradormemes.com

    • O nome do anime/manga/eroge seria legal caso o colega soubesse. Apenas para referência.

      • Raposo

        não fazo ideia, tampouco diria, caso soubesse.

  • Edson e só

    Qual a treta do Filipe com o Villa?
    Ótimo cast!Um sonho realizado!
    Parabéns e muito obrigado

  • Albert Camus de Aquário

    Rapaiz…esse encontro aí não era tipo um dos sinais do Apocalipse ?
    É sim…tava junto daquela parte lá que começam a abrir os selos…vc já abriu o selo hoje ?

  • 1% Metaleiro

    JOÃO E IVAN, CUREM MEU CÂNCER.

  • memenator

    obrigada por esse podcast, estou iluminado por vossas palavras, porém mais confuso

  • Mariana Neri

    Preciso ouvir maus umas 7 vezes, mas ta fantástico!!! Mais podcasts assim o

  • Estrela trágica™

    olha eu já sabia que o louco do saco era foda, mas depois desse cast, fiquei mais fã ainda

    • Patrícia

      Amei seu nick e o avatar. =)

  • fscoparo

    Esse episódio é um Megazord de perfeição.

  • BlackBloc Neoliberal Comunista

    #teamiran

  • Jesus_the_first_jedi

    É difícil entender a lógica daqueles que defendem a religião de qualquer vertente. Como conseguem ver algo de bom em algo que é intrinsecamente ruim?
    Enquanto nos pagamos de politicamente corretos, tentando entender o “ponto de vista” dessas pessoas, essas crenças absurdas avançam sem dificuldade dentro da estrutura social e política.
    Para os ocidentais o fanatismo sempre é dos “outros”, outras religiões que não o cristianismo. Quando é que vamos ter um Anticast que fale das mazelas produzidas pelo cristianismo e suas vertentes? Judaísmo, Islamismo e Cristianismo variações da maior mentira já inventada.

    • Renan Mateus

      Cara isso acontece por causa das pessoas, não por causa da religião, em muitos casos a religião chega a ser edificante, mas a maneira como determinados grupos interpretam os textos bíblicos levam a pensamentos como o seu, sei que é difícil porque eu já pensei dessa forma, foi preciso ler muito, conversar com pessoas diferentes e ouvir alguns Anticasts pra ver que não é bem dessa maneira.

      • André Luiz

        Sempre dão um jeito de eximir a religião de culpa, se o texto religioso fosse bom e claro não haveria margem para interpretaçoes de malucos.

        As 3 mitologias do deserto ( judaísmo, islamismo e cristianismo) possuem textos bem explícitos das melhores maneiras de empilhar cabeças ou de massacrar os inimigos derrotados.

        São crenças de povos guerreiros da idade do ferro que enfeitavam e legitimavam suas ações dando uma aura divina a elas .

        E são requentadas de tempos em tempos

        • Renan Mateus

          To rindo muito aqui por que eu acho exatamente isso dos livros “sagrados”, eu sou ateu e como a maioria responsabilizava os livros pelos danos que as pessoas causavam, mas não são só as pessoas que interpretam os textos de maneira errada que são culpadas. Por exemplo, nas cruzadas, milhares de homens foram convencidos a fazer aquilo que a igreja achava que era certo, o mesmo vale para inquisição. Hoje em dia vemos casos menos sangrentos mas tão imprudentes e desrespeitosos quanto, evangélicos incitam crianças e jovens a agredir e não só verbalmente pessoas que tem crenças diferentes das suas, é o mesmo tipo de intolerância só que aplicada de outra maneira. Enfim, acho que o cerne do problemas são as pessoas que querem transmitir a mensagem que elas acham que está certa.

      • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

    • Raposo

      Já começa errado por não saber o que é moralidade.

      • André Pessimista

        Tú começou errado por achar que ele não acha que sabe moralidade.

    • Keyser Söze

      eu q desprezo religião curti esse cast cara, menos.
      Mas anticast detonando religião nunca terá, só vai ter o Beccari nele.

    • Assamita

      Massa a visão substancialista das coisas. Sugiro que leia “A formação do espírito científico”, de Bachelard.

      Se você só vê violência na religião, que bom que não seja religioso. Deixe para gente como eu, que enxerga paz, tolerância e formas de viver melhor em comunidade. Gente que só vê violência na religião, praticando-a, tem demais. ;-)

      • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

        Religião e paz na mesma frase… você deve ser inteligentíssimo né amigo? Eu sugiro que volte para o ensino fundamental e aprenda história e biologia desde os fundamentos.
        Pare de usar a ciência para justificar seus amigos imaginários e possível deficiência mental.
        Quando você tiver maturidade para aceitar as coisas como elas são talvez possa dar uma de inteligente de novo. :)

        • Assamita

          Bom, Florinda, visto o respeito de sua opinião, quero mais é que você se foda. Sua arrogância é a típica da escória que nada acrescenta em uma discussão, apenas tenta subtrair e ofender. De todo modo, obrigado pelo seu exemplo a não ser seguido. Quando à minha formação, isso é problema meu com a CAPES. Por fim, seja melhor: no caso da merda de gente que você é, nem será tão difícil assim.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Aham…”acrescentar em uma discussão”. Como debater com alguém adulto que ainda acredita em seres mitológicos como o Papai Noel? Eu te tratei como uma criança mesmo, porque você ainda não amadureceu.
            Se esforce um pouco amigo, ainda dá tempo de não desperdiçar a sua vida nessas bobagens enquanto enriquece um bando de ateus desonestos que se utilizam da sua ingenuidade.

          • Assamita

            Ah, entendi, você então, do auge de sua compreensão, pode desrespeitar os outros. Ainda mais, deixa subentendido que “adulto é melhor que criança”. Isso é uma fantasia e parte da mitologia da sua época. ;-) Até sugeriria a bibliografia, mas acho que gente que acha que sabe tudo não precisa ler; então continue na sua miséria intelectual.
            … e se preocupa com meu dinheiro? Bem, desculpe te contar, mas eu trabalho e faço o que quiser com ele. Se quiser gastar ele em crack como tua mãe (pois deve ser isso que ela fez na tua gestação), o problema é meu.
            Considerando que você acredita que pode desrespeitar as pessoas por achar que sabe mais que elas, só posso confirmar que não passa de uma miserável pretensiosa, com uma perspectiva limitada (constatada) e que precisa melhorar muito. Sugiro que ocupe sua mão com a rola alheia e não com o teclado. Passar bem, senhora sabe tudo. ^^
            https://uploads.disquscdn.com/images/c8629bcf0a09e569fed06403669847b864bc2093d1b7c92f214acf765ef4425b.jpg

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Miséria intelectual.. aham, veja se sou eu que acuso de reducionismo os outros enquanto defendo a idéia mais reducionista de todas “Deus”.
            E pode ficar tranquilo, não me preocupo com o seu dinheiro, pode continuar gastando com videogames seu virgenzinho de merda.

          • Assamita

            Reducionista, como um cú que reduz tudo a merda. Falando isso, meu cú peidou algo mais inteligente que tudo isso que escreveu; vou dar atenção pra ele que é melhor ouvir ele peidando do que ler o que você escreve.

            Ah, e vá se foder. Com força. :-)

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            É faça isso cabacinho de cristo.. :)

          • Assamita

            Estou chacoalhando meu pinto na frente da webcam pra você.

  • Victor Mantovani

    CA.RA.LHO só faltou o Zamiliano.

  • João Ricardo

    Estou esperando MUITO pelo novo projeto Humanos. O que me incomodou no ep zero, foram essas inserções dos jornalecos televisivos da Globo. Eles não se preocupam em mostrar os dois lados da moeda.

  • Patrícia

    Passei mal só ouvindo a história da família que deixou a filha na escola pra não morrer nas mão do ISIS, sério.

  • André Pessimista

    SEI…..

  • apoena

    O episódio em geral está excelente e depois comentarei mais estensamente, mas apenas sobre a questão das mulheres, por favor, sugerir que o tratamento péssimo dado às mulheres em TODOS os países de maioria muçulmana, com raríssimas exceções como Turquia e Líbano, e dependendo fa região nessas nações, não tem nada a ver com o Islã, como quando o Felipe diz que não há nada sobre isso na Sharia e, pior, o Mizanzuk reproduz propaganda islamita (islamismo diferente de Islã, aliás) de que o Alcorão esconde um monte de coisas para as mulheres que as levariam à revolução, é só que ninguém percebeu ainda, é ridículo. A lei islâmica discrimina até na herança, Maomé casou com uma garota de nove anos, o Alcorão fala barbaridadws sobre o que se pode fazer com as mulheres dos conquistados etc. fora as evidências escandalosas sobre o tratamento real destinado às mulheres nessas culturas e vão passar um pano? Mizanzuk só faltou falar no feminismo do Alcorão que ninguém percebeu ainda 1.400 anos depois, que deve estar numa página bem escondidinha.

    Menos na correção política, garotos. Fora essa escorregadinha que é menos de conhecimento e mais de temperamento, os convidados foram absurdamente sensacionais até onde ouvi.

    • Filipe Nobre Figueiredo

      Paquistão, Bangladesh, Turquia e Indonésia são países de grande maioria islâmica e elegeram uma líder mulher antes que o Brasil.

      E eu nunca endossei o comportamento que você apontou, em nenhuma mídia do Xadrez Verbal.

      Menos na patrulha ao que é chamado de correção política e obrigado pelos elogios. Um abraço.

      • apoena

        Paquistão elegeu Benazir Bhutto, logo as mulheres estão melhor lá do que no Brasil ou nos EUA

        Você sabe que isso que você disse não faz o menor sentido, não é? Espero que saiba.

        • Filipe Nobre Figueiredo

          Sim, foi isso que eu disse. Um abraço

          • apoena

            Ora, se não disse, sugeriu com uma sutileza de um elefante embriagado em uma loja de cristais.

            Sei que você sabe que o Islã em especial tem problemas sérios e assustadoramente disseminados em percentuais majoritários de seus fiéis – mulheres, gays, gente de outras fés etc. Você só não pode admitir isso por força das convenções. Eu entendo – apenas não finjamos aqui nos comentários que é tudo igual, que não há um problema especial com o Islã hoje, que todas as comunidades religiosas hoje são igualmente problemáticas nesse sentido.

          • Filipe Nobre Figueiredo

            Ok. Obrigado por ouvir o programa. Um abraço

          • apoena

            Filipe, vamos, força, admitamos o óbvio, vamos lá!

          • Filipe Nobre Figueiredo

            :-)

          • apoena

            Não, sérião agora, você não acredita que o Islã, não só em sua prática, mas em sua teologia mesmo seja especialmente problemático em termos de violência e intolerância com a diferença?

            Falo sério agora, foi mal a zueirinha aí. Tu és um sopro de sensatez, especialmente aqui no Anticast, em que o Ivan, se deixado sozinho, questiona a lei da gravidade baseado em “vivência”, porque Newton não tinha “lugar de fala”, e logo depois se cala porque está crowdig out as minorias, que teriam tanto jeito quanto ele para falar do assunto e por isso… Bem, o que quero dizer é que you got your politics, mas é um sujeito sério e preparado no que se propõe a fazer.

            Responde aí, véi. Fiquei curioso mesmo.

          • Ok, vou me meter até onde minha paciência aguentar.
            Eu vou partir do princípio de que você, caro anônimo, já: estudou a questão por luta de direitos de mulheres e minorias nos países islâmicos; que sabe as diferenças entre países como Síria e Afeganistão (isso pra pegar exemplos bem distintos); que já leu ao menos um texto de uma feminista muçulmana e entende a diferença entre a agenda política deste grupo para os do ocidente; que sabe quantos % da comunidade muçulmana são radicais; que já conversou e conviveu com muçulmanos; que conhece as diferenças das escolas de jurisprudência da Charia; que sabe que esta não é uma coisa homogênea; que mesmo entre países Teocráticos como Irã e Arábia Saudita há diferenças significativas em suas constituições; que sabe que há fatores culturais que influenciam nas interpretações e práticas que derivam das leituras do Alcorão; que sabe que apenas 15% dos muçulmanos do mundo são árabes (e que uma porcentagem muito, muito menor é de radicais); que você tem alguma noção do que era o mundo árabe no século VII e quais os fatores culturais que influenciam diretamente na leitura retrógrada do Alcorão, e que essa interpretação pode se alterar com o tempo (assim como aconteceu e acontece com a Bíblia); enfim, eu vou acreditar que você já estudou tudo isso, que não está partindo de um argumento bobo e raso do tipo “toda religião é ruim, em especial o islamismo”, e perguntar: por gentileza, me explique o porquê de todos esses problemas que você citou serem apenas derivados do islamismo, sendo que eu posso te citar uma série de outros países em que mulheres/LGBT/outras religiões passam pelos mesmos problemas.
            Ou você acha que mulheres, gays e umbadistas vivem de boa aqui no Brasil?
            Ou você acha que países ateístas (como Coreia do Norte e China) são exemplos de respeito a direitos civis?
            Ou você acha que tudo o que falei é falsa simetria?

            E por favor, estou tentando te dar o crédito de que você não vai usar o argumento raso de “toda religião é ruim”. Obrigado.

          • apoena

            Ivan, vou responder ao seu comentário, mas só depois. Não dá para te ensinar coisas e desfazer alguns de seus equívocos no tecladinho do celular.

            Agora, você está brincando que saber a diferença entre Síria e Afeganistão é algo que você considera profundo o suficiente para funcionar como signo de distinção no conhecimento do assinto a ponto de você questionar isso, não? Ou você é facilmente impressionável assim?

          • Senhor anônimo,
            “profundo o suficiente” tem sido a minha paciência em aguentar seus comentários que anseiam tanto que o Filipe concorde com tua visão limitada de que o islamismo é apenas violento e retrógrado e que não há possibilidade alguma de religiosos discordarem de práticas institucionalizadas em determinados países – ou ainda que a religião talvez não seja o fator mais grave nas violências que certos países praticam contra seus próprios povos.

            E sim, eu acho que entender as diferenças entre uma Síria e um Afeganistão é o mínimo que se espera de alguém que faz afirmações tão pesadas quanto as suas. Não é “conhecimento profundo”, é o básico.

            Até o momento, quem está se mostrando “facilmente impressionável” é você mesmo. Para alguém que pelo jeito defende tanto a necessidade de “respeito”, você não está nos respeitando e tampouco está respeitando as práticas religiosas de um grupo inteiro que é bastante diversificado entre si.

            Melhore seu tom e traga dados, ou valerá a lógica do “poder comentar é um privilégio, e você está prestes a perder o seu”.

          • apoena

            Ivan, calar a divergência é algo que você elevou ao estado de arte. Eu não seria o primeiro nem o último. Até parece que vou dar corda para censor, e censor que desconhece aquilo que pretende debater. Eu não desrespeitei ninguém em nenhum momento, mas você não quer respeito, quer é reverência -só não faz por merecer.

          • Não precisa me reverenciar não. Aliás, não precisa nem me ouvir, tampouco comentar. Só não sei o que você está fazendo aqui, já que obviamente você já tem sua opinião formada. De fato, não tolero comentários preconceituosos e reducionistas que dizem “muçulmanos são todos radicais”, porque esse tipo de comentário não mostra abertura alguma a qualquer tipo de diálogo. É sua posição e, aparentemente, não há estudo no mundo que faça você revê-la.

            Contudo, já que você apontou dados (mesmo sendo de um site conversador, com direito a vídeos do Trump, mas estou respeitando seu pedido de “não mate o mensageiro, veja os links”), vou te responder mesmo assim. Não nego os dados apresentados, mas acho que você se deixou levar muito mais pela headline ou certos trechos mais impactantes do que pelo conteúdo todo. Um exemplo:

            Artigo no Telegraph UK. Headline: “Pesquisa revela que 40% de Muçulmanos querem Sharia no Reino Unido”.

            Primeiro, sobre sua visão da Sharia: eu reafirmo que ela não é algo tão duro quanto você diz. Se fosse, não haveria tanta divergência de opinião dela. Sendo assim, recomendo a leitura da Tese de Doutorado da Maria Izabel Sales de França El Sawy. Segue o link: http://www.liber.ufpe.br/teses/arquivo/20030716110405.pdf

            Outra fonte interessante: “Os grandes Sistemas do Direito Contemporâneo”, do René David, que comenta sobre a questão da Sharia (o 3º mais usado no mundo, aliás, depois da Common Law e Civil Law).

            Dizer que “tem gente a favor da Sharia” pode ser interpretada como “quero ter direito a casamento poligâmico” (lembrando que, para um homem se casar com uma segunda mulher, ele precisa da autorização da primeira, e que essa prática está quase caindo em desuso) ou “que a mulher tenha mais direitos garantidos no que tange a constituição da família”, por exemplo. Não é necessariamente “tem que apedrejar mulheres infiéis” – prática essa bastante questionada no Irã, o que já mostra a flexibilidade da Sharia – que, de acordo com você, é inflexível. Em 2010, um projeto de lei chegou a contemplar sua extinção do código penal, mas voltou em 2013. Segue fonte: https://www.hrw.org/news/2013/06/03/iran-proposed-penal-code-retains-stoning.

            [Note que de forma alguma estou dizendo que concordo com a prática. Eu a abomino. Só estou te mostrando que a coisa não é tão dura quanto você diz ser.]

            Ainda sobre a matéria do Telegraph: lá diz que um quinto da população tinha simpatia pelos sentimentos e motivações para os ataques suicidas de Julho de 2006, MAS que 99% são contra o ato. Entender os motivos porque alguém mata alguém não significa concordar. E neste caso, 99% dos muçulmanos ingleses não concorda. Dizer que 1% é uma minoria agora é errado?

            Por fim, se quiser tanto discutir sobre o papel de mulheres no Islamismo, e se de fato elas nunca terão voz ativa, eu recomendo que vá pra fonte: leia artigos de pesquisadoras muçulmanas feministas. Toma aqui um exemplo: https://www.religionandgender.org/articles/abstract/10.18352/rg.39/

            Aliás, toma dois: http://www.antropologiaeislam.com.br

            Mas enfim, eu já entendi que você tem sua opinião formada e provavelmente nem vai ler nada do que passei. Ou vai dizer que é gente “relativista e desonesta” como eu. Eu entendo, é mais fácil acreditar que o bicho papão é uma grande massa de imigrantes e praticantes religiosos do que entender que, numa religião de quase 2 bilhões de pessoas, é difícil entender a diversidade que existe lá dentro. Eu só lamento sua atitude e espero que o Trump não seja eleito. =)

          • apoena

            Você prefere Hillary, que protegeu o marido estuprador perseguindo mulheres que o acusavam e acabando com suas carreiras?

            Vou ler suas referências. O que é certo é que a impressão que você tem da Sharia é fantasiosa. Não é uma prateleira de supermercado onde você possa pegar só o que se adequa às sensibilidades ocidentais e deixar de lado o que incomoda, e a maior prova disso é que sua Sharia Light não existe em lugar nenhum. Onde há Sharia, há barbárie muito além da poligamia (que por si só gera consequências bastante ruins para as mulheres submetidas ao casamento polígamo e para os homens para quem não sobram mulheres para casar). Mostre um país sequer onde a Sharia é a lei da terra e exista nessa versão light que você diz que existe? Que haja estudos e “pareceres” de estudiosos sobre o assunto dizendo o contrário não muda a realidade local nos países onde a Sharia é lei. Se for assim, não há ideologia ruim – é o “deturparam Marx” versão Maomé.

            O mesmo vale para o punhado de feministas que você arrumou. Eu jamais disse que não há feministas, que não há gente de mentalidade progressista nos países muçulmanos, que não há gays etc. O que disse é que há uma estrutura social determinada pela religião que não aceita nem promove a emergência dessas posturas em larga escala, e que existam essas exceções não muda a realidade da maioria dos países de maioria muçulmana. Tanto é assim que, no mundo árabe muçulmano, os árabes em geral e as mulheres árabes em particular que vivem de forma mais livre e autônoma são os árabes muçulmanos cidadãos de… Israel! Nem no Líbano as mulheres árabes muçulmanas vivem tão livremente.

          • Cara, eu não discordo de que os países árabes são mais agressivos e perseguem minorias.

            O que discordo é dizer que é impossível da Sharia contemplar que gays e mulheres tenham mais direitos garantidos. As leis da grande maioria dos países árabes foram feitas por homens conservadores, então é óbvio que eles serão mais privilegiados (e isso quando não se coloca o fator xiita x sunitas, que aí estabelece uma outra classe de privilégios).

            Se fosse impossível, não haveria grupos progressistas que usam de argumentos dentro da Sharia para fazer mudanças em seus países.

            Por fim, perseguições a minorias acontecem em todo o lugar, não é exclusividade de países que seguem a Sharia. Você sabe disso. Mas eu não vou sair por aí dizendo que “todo cristão é um machista assassino de gays”, tampouco que a Civil Law (que é de moral cristã) está errada. Dizer que Islã é “naturalmente violento” para mim já soa estranho porque, primeiro, “o que é ‘natural'”? Segundo, há tantos islãs que eu não sei dizer se existe um certo. Isso é problema dos muçulmanos.

            Os muçulmanos que eu convivo são plenamente conscientes das questões de relação entre cultura local do Estado e cultura religiosa. Vivem a Sharia em suas vidas privadas e, quando o fazem, jamais defendem que mãos de ladrões sejam decepadas.

            Eu tendo a ver o problema que mulheres, LGBTs e outras minorias hoje vivem muito mais por uma dominância de certos grupos nas constituições de leis (homens heteros, por exemplo) do que algo exclusivamente da religião muçulmana.

            E só pra dar um exemplo prático das diferentes Sharias: uma mulher trans na Arábia Saudita seria condenada a encarceramento e punição corporal. Já no Irã, um homem que se identificasse como mulher trans teria sua cirurgia de mudança de sexo paga pelo Estado. Você deve saber disso, e deve saber também que isso traz outros problemas gravíssimos a homossexuais que são forçados a mudar de sexo. Contudo, o que mostrar é um exemplo prático de atitudes totalmente diferentes em dois países que adotam a Sharia frente a um fenômeno bem específico que é a transexualidade. Há várias diferenças de interpretação da Sharia, por isso há tantas escolas de pensamento (se não me engano, são 72). Todas divergem entre si sobre alguns aspectos da Sharia. A base é o Alcorão, mas a interpretação que parte dele pode ser desde de “vamos pagar pela sua cirurgia” até “você vai ser preso e chicoteado até aprender a lição”.

            Entende meu ponto? São leis e interpretações que evoluem. E com diálogos internos de grupos LGBT e feministas árabes, não há porque não acreditar na possibilidade de serem mais tolerantes com minorias. Se isso de fato vai acontecer, eu não sei. Só sei que no Ocidente também somos em geral muito intolerantes com minorias. É chocante pensar que uma mulher trans pode ser melhor tratada no Irã do que no Brasil, por exemplo.

          • apoena

            “Se fosse impossível, não haveria grupos progressistas que usam de argumentos dentro da Sharia para fazer mudanças em seus países.”

            Eles podem simplesmente estarem usando argumentos fora da Sharia achando que estão dentro. Eles podem simplesmente estar errados, Ivan. A experiência prática da Sharia, historicamente e nos dias de hoje, sugere que eles estão errados.

            “Já no Irã, um homem que se identificasse como mulher trans teria sua cirurgia de mudança de sexo paga pelo Estado.”

            Isso realmente é muito curioso. Acredito que essa postura tem mais a ver com uma questão filosófica – eles seriam menos “essencialistas”, essa coisa tão ocidental, e não achariam que a transexual seria, na verdade, um “homem na sua essência”, mas uma mulher, pois parece e age como mulher e pronto. Isso fica claro quando se percebe que, não só a operação é obrigatória para quem é “aprovado” e designado para fazê-la como a homossexualidade, cross-dressing e outras formas de sexualidade não tradicionais são proibidas e duramente punidas DE ACORDO COM A SHARIA.

            “É chocante pensar que uma mulher trans pode ser melhor tratada no Irã do que no Brasil,”

            Isso é uma fantasia absurda sua. Não faz o menor sentido dar esse veredito porque o governo do Irã paga cirurgia e o SUS não (não?). Vá ser homossexual ou travesti no Irã para ver se você encontra uma Rua Augusta ou uma Copacabana onde você é rei, vá. Você está pegando questões pontuais e generalizando para o tratamento dessas pessoas como um todo. A homossexualidade é ILEGAL por lá, por favor!

            “mas a interpretação que parte dele pode ser desde de “vamos pagar pela sua cirurgia” até “você vai ser preso e chicoteado até aprender a lição”.”

            A variação não vai da Suécia ao Afeganistão como você parece sugerir. Isso é uma questão pontual e deve ter motivos bastante específicos para ser assim – vale lembrar, mais uma vez, que a homossexualidade é ilegal no Irã PELA SHARIA e que esses transsexuais fazem muito bem para si de manterem low profile. Você não vai encontrar festas transsex lacradoras celebrities em Teerã.

          • Assim como você também não vai encontrar tais eventos no Texas ou em regiões mais do interior da Suécia.

            Qualquer muçulmano vai querer viver dentro da Sharia. Não há uma passagem sequer no Alcorão que condene a prática homossexual. Adivinha onde eles se baseiam para condenar isso? Na Bíblia.

            E se o Alcorão é a base da Sharia, isso dá abertura para grupos progressistas lutarem por novos direitos, dentro dos limites da própria Sharia, e com um ótimo argumento: está escrito no Alcorão. É com essa argumentação que foi aberta uma mesquita LGBT na França (sim, um país que permite isso, pois no Oriente Médio seria impensável, eu sei).

            E por quê eles não tem seus direitos? Talvez pelos mesmos motivos que o aborto não seja permitido no Brasil, ou que até pouco tempo tempo atrás a OMS considerava homossexualidade uma patologia: porque há uma mentalidade conservadora de moral religiosa que domina o cenário político.

            Religião não é algo fechado e imutável. Ela se altera com o tempo de acordo com as práticas e interpretações de seus praticantes. Jesus falou “dê a cara a tapa”, mas o que mais tem é conservador cristão querendo ter porte de arma pra se defender de bandido. Papel aceita tudo, as pessoas leem o que querem. E isso se aplica também ao Islã.

            E só pra complementar: o SUS também cobre cirurgias de mudança de sexo, mas só em alguns estados e com uma fila de espera gigantesca. O Irã é um dos países que mais fazem cirurgias do tipo e, após o procedimento, uma mulher ou homem trans passa a ter todos os direitos que lhe são dados pelo seu gênero. O que quero dizer é que uma mulher trans não tem problemas em se casar no Irã, enquanto que no Brasil já há um enorme preconceito. A leitura do que é um transexual no Irã é bem diferente da que temos no Ocidente. Não digo que é mil maravilhas e com certeza há problemas que nem imaginamos. Só quero apontar, novamente, que a Sharia não é tão fechada assim.

            E sobre o que você falou no começo, de que “eles podem estar usando argumentos fora da Sharia”, ou “eles podem estar errados”. Sharia é: Alcorão como fonte primária, as Sunas como secundária (e depende até qual você aceita). Se o Alcorão diz algo, eu interpreto e crio lei (Sharia). Logo, não há Sharia “fora” do Islamismo. Todos os grupos progressistas islâmicos respeitam a Sharia. Os grupos progressistas que não a respeitam daí são de outras nomenclaturas (como muçulmanos que defendem um Estado laico, por exemplo – e sim, eles existem, apesar de serem minoria).

            Finalmente, sobre serem “low profile”: a vida privada, em geral, no Islamismo é low profile. Assim como você não terá festas LGBT lacradoras publicamente (apesar de existirem), você também não encontrará dois homens num bar falando que “pegaram geral na balada”.

            E se quiser ter uma ideia do Irã underground, onde muçulmanos bebem, fumam, transam fora do casamento, se tatuam, tem cachorros, etc., recomendo dar uma olhada nos trabalhos do fotógrafo Hossein Fatemi. Tem até fotos de shows de rock – lembrando que a Sharia do Taliban no Afeganistão proibia a música, uma interpretação bastante radical e diferente da Sharia Iraniana, por exemplo.

            A Sharia é um conjunto de leis e interpretações tão diversas quanto as nossas. E para muitos grupos, nossa legislação e cultura também são bastante machistas e homofóbicas. E não somos um país muçulmano.

            Jesus e Muhammed podem ter falado o que quiser. A maneira como as pessoas interpretam e criam leis pode ser totalmente diferente.

          • apoena

            “Não há uma passagem sequer no Alcorão que condene a prática homossexual. ”

            Isso está errado. Você está factualmente errado.

            https://en.wikipedia.org/wiki/LGBT_in_Islam#The_Quran

            “Religião não é algo fechado e imutável. Ela se altera com o tempo de acordo com as práticas e interpretações de seus praticantes.”

            Sim, mas há um campo mais ou menos limitado para divergências, e no Islã ele é muito pequeno. Maomé governou no tempo histórico e deu testemunho vivo do que deveria ser a vida de um muçulmano ideal. Qual espaço hermenêutico a vida de Maomé deixa para reformadores do Islã? Nenhum. A coisa é literal. Isso é óbvio pela esmagadora prevalência de interpretações literais e bárbaras nos espaços mais proeminentes das sociedades muçulmanas – Al-Baghdadi é Doutor em Teologia Islâmica pela Universidade de Bagdá, assim como são também Doutores os Aiatolás iranianos e os vários imãs que sustentam ideologicamente essa barbárie.

            As religiões, hipoteticamente, podem mudar? Podem. O fato é que o Islã é de um jeito específico hoje, não mudou nesse sentido fantasioso que você propaga e não parece estar caminhando para isso, muito pelo contrário – o Islamismo surgiu no Islã no século XX e só tem ganhado força desde então.

            “E se quiser ter uma ideia do Irã underground,”

            Você toma o todo pela parte. Porque existem exceções em 1,5 bilhão de pessoas, o que é e sempre será uma certeza estatística, você redime todo o Islã em relação ao seu reacionarismo extremo. Seu raciocínio, obviamente, não faz sentido.

            “Jesus e Muhammed podem ter falado o que quiser. A maneira como as pessoas interpretam e criam leis pode ser totalmente diferente.”

            Como já disse, há limites para as interpretações. Se não fosse assim, as ideias não teriam valor algum, como pensam os materialistas históricos, porque serviriam de mera superestrutura adaptável às circunstâncias pois originária da estrutura material e de suas necessidades. Não é à toa que não há vários Cristianismos por aí defendendo o massacre de infiéis e não há vários Islamismos por aí defendendo o convívio pacífico, os direitos das mulheres e o direito dos crentes de outras fés de fazerem proselitismo, cultuarem seus deuses e viverem como querem em paz. Essas coisas tem tendências reveladoras de suas verdadeiras essências.

          • apoena

            Ótimo link, o da tese de mestrado. Vou ler na diagonal e, se não for douração de pílula, guardarei como referência.

            Update: fui direto na parte em que ela fala sobre mulheres. Você só pode estar brincando, certo? A tomar pelo que ela diz, parece que está falando sobre os valores dos suecos, não dos muçulmanos. Ela deliberadamente ignora suras e hadiths que rebaixam a mulher e pinta uma figura absurda sobre a mulher no Islã, como se ela tivesse um papel de respeito que, se não dissessem que estava falandp do Islã, poderia ser entendido como o de uma amazona ou algum exemplo de mulher de uma sociedade real matriarcal. Pelo que ela pinta sobre uma mulher islâmica livre, leve e solta, de Beauvoir a Judith Butler, é espantoso que não tenham sido todas seguidoras de Maomé!

            E eu esperando que não seria propaganda. Quanta inocência.

          • apoena

            Antes que você exerça sua vocação censora, para além dos dados de pesquisas que mostram que essa sua visão cor-de-rosa das maiorias muçulmanas não corresponde à realidade dos fatos, deixarei aqui uma exortação para que você estude as diferenças teológicas entre judaísmo/cristianismo e o Islã, especialmente a questão da tradição alegórica e interpretativa das primeiras contra a literalidade inescapavel das orientações do Islã – Maomé, afinal, viveu, conquistou e governou, dando exemplo do que seria de fato a realidade daquilo que dizia, deixando pouco para se interpretar alegoricamente, e como cortou cabeças de infiéis, casou com uma criança e outras coisas mais no registro histórico oficial da entidade política que fundou, legou seu exemplo de muçulmano ideal para os séculos sem muita possibilidade de contestação.

            Sobre o cristianismo, sugiro que entenda melhor a questão do Novo Testamento e sua mensagem pacifista e de misericórdia, que tem precedência na teologia cristã sobre o velho testamento – é A Nova Aliança afinal – o que, mesmo que ignoremos a diferença nas tradições alegóricas de judeus e cristãos e literais dos seguidores do exemplo vivo, registrado e governante de Maomé, representa uma diferença teológica clara entre cristianismo e islamismo em termos de adequação ao que consideramos como direitos fundamentais do ser humano.

            Isto dito, vá, censure aí, justiceiro.

          • :-)

          • apoena

            Por fim, e é espantoso que você não perceba isso soltando a esmo a palavra “jurisprudência” como se tivesse alguma ideia do que diz, o Islã não é uma religião no sentido como entendemos o termo no Ocidente, como categoria separada da lei, da autoridade política etc. O Islã é um fenômeno muito mais amplo, que abarca todas essas dimensões – é legislação penal, é estrutura política, é espiritual, é código de conduta etc. Isso faz com que o Islã seja político por natureza, pois seu reino, ao contrário do reino de Cristo segundo suas próprias palavras, é, sim, muito desse mundo. Por ser intrinsicamente político, o Islã será sempre intrinsicamente violento, já que política tem sempre a violência ou a sua ameaça na base. É por isso que o Islã não convive bem com a diversidade – a ilusão do convívio medieval pacífico não passa de propaganda, pois sabemos bem quão altos eram os impostos especiais e quão suspeitamente rápida foi a desolação das culturas cristãs, zoroastrianistas e judaicas seculares, milenarws no caso dos judeus e dos discípulos de zoroastro, que estavam no caminho da conquista maometana -converteram-se todos na boa, oela persuasão de muçulmanos que batiam às portas de suas casas no domingo pela manhã? Por ser base de organização política, qualquer ente político em que o Islã seja dominante automaticamente se torna hostil para outras fés, pois fiéis de outras denominações sempre terão dd se submeter à lei do Islã, mesmo que essa contrarie sualei, pois essa é a lei da terra. As raríssimas exceções, como em certas áreas do Império Otomano, tinham sempre mais a ver com a falta dd viabilidade prática dessa opressão do que com um respeito genuíno pela diversidade religiosa. Não à toa, boa parte dos Balcãs é muçulmana, e muitas nações que permaneceram cristãs o lograram à custa de intensa luta, cedendo filhos sequestrados para serem convertidos à força e formarem a elite do exército otomano, os janizaros, entre outras barbaridades.

          • Vamos lembrar que a separação do Estado e Religião são eventos recentes da história do Ocidente.

            Vamos lembrar que existem ao menos cinco grandes escolas de jurisprudências islâmicas (Hanafi, Maliki, Zaidi, Shafi, Hanbali) e que cada um interpreta a relação entre Estado e Religião de forma diferente, especialmente no que tange punições e papel de mulheres no Estado.

            Vamos lembrar que a revolução iraniana de 79 é vista como um problema mais pro Ocidente do que para os próprios Iranianos – que foram a favor da revolução, ao mesmo tempo que condenam práticas de violência do Estado? Se o povo de lá quer a relação íntima entre Estado e Religião, mas com respeito a direitos humanos (e há escolas de pensamento islâmico que permitiriam isso tranquilamente dentro da Sharia, levando em conta as passagens do Alcorão que reforçam que: 1. Homens e mulheres devem ser tratados de forma igual; 2. O corpo é uma dádiva de Deus e não deve ser agredido), como lidar com as acusações que eles fazem que o Ocidente quer impor seus valores em tais países? Pergunto isso com legítima curiosidade da sua opinião.

            E que tal nos lembrarmos que “regimes ditatoriais” não são exclusividade do Islamismo? Também ainda estou esperando seu comentário sobre isso.

          • apoena

            “Vamos lembrar que a separação do Estado e Religião são eventos recentes da história do Ocidente.”

            Ivan, essa frase é um exemplo de como sua visão, em temas em que os fatos estão em estado de tensão com suas sensibilidades de justiceiro social, sua visão é determinada por slogans, muitas vezes slogans colegiais até. Isso é aquela ladainha clássica de adolescente quando descobre esses temas sobre Cruzadas (sem lembrar das agressões muçulmanas de muito maior escala por todo o mundo conhecido à época, incluindo a conquista da Terra Santa) ou Inquisição (essa coisa realmente bárbara e imperdoável, mas de escala muito inferior ao que leigos pintam por aí).

            A separação entre Estado e Religião é questão teológica no Cristianismo. Quando o próprio Cristo diz “dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” e que “meu Reino não é desse mundo”, ele estabelece a separação entre a religião cristã e a autoridade política de forma irrevogável. Esse fato sempre abriu espaço para que autoridades temporais questionassem a proeminência da autoridade religiosa sem incorrerem em heresia necessariamente – havia “espaço mental” para estabelecer essa diferença no mundo cristão.

            Além disso, a autoridade religiosa nunca foi absoluta entre os cristãos. Desde a conversão de Constantino, por mais que a Igreja tivesse proeminência política, ela nunca foi autoridade temporal para além daquilo que, futuramente, seriam os Estados Papais. A tensão entre Imperador (do Sacro Império Romano) e Papa está mesmo no coração da história medieval. Roma foi saqueada pelas tropas do mui católico Carlos V no cristianíssimo século XVI! E a história do papado de Avignon? Na falta de um Papa que agradasse a autoridade temporal, esta… criou outro papado!

            No Islã é diferente. O Califa não só era a maior autoridade temporal e espiritual como essa distinção nem mesmo fazia sentido nos califados. O Reino de Maomé era, sim, desse mundo – ele próprio o governou, ora! Não é à toa que diferentes interpretações do Islã são chamadas de “jurisprudências”. O Islã não tem o Direito Romano e a Filosofia Grega para regularem junto consigo a vida legal e mental na comunidade muçulmana como sempre teve o Cristianismo ocidental. O Islã é uma ideia de aspirações totalizantes, naturalmente política e, portanto, umbilicalmente ligada à violência, pois política é violência.

            Em suma, sua ideia de que a separação entre Igreja e Estado é coisa recente no Ocidente é apenas parcialmente verdadeira para o uso que você fez dela aqui, que é para contestar a ideia de que o Islã seria especialmente político. A influência da Igreja sobre o Estado e as relações institucionais entre essas entidades em vários países realmente tiveram fim há poucos séculos; essas relações, no entanto, sempre foram de natureza muito mais frágil e fluída do que nos contextos islâmicos, de modo que sua analogia não tem fundamento algum. Simplesmente são fenômenos de naturezas diferentes.

            “especialmente no que tange punições e papel de mulheres no Estado.”

            Então me diga aí qual dessas escolas, em algum lugar ou momento histórico das sociedades muçulmanas, presidiu sobre esse paraíso de respeito às mulheres descrito por você e pela autora da tese que você colocou.

            Nenhuma. Simplesmente não há, é mistificação, o que você está a fazer.

          • Repito o que venho falando: nada do que você falou na questão de violência é exclusividade do Islã.

            Você me diz: “O Islã é uma ideia de aspirações totalizantes, naturalmente política e, portanto, umbilicalmente ligada à violência, pois política é violência”.

            Primeiro: eu não consigo ver algo que não seja político. Religião é política, seja no macro, seja no micro. Por mais que “Jesus tenha dito X”, na prática temos uma bancada evangélica em Brasília e um candidato que se declare publicamente ateu pode sofrer consequências. E nem vou falar de como é isso nos EUA.

            Segundo: se você me diz que “política é violência”, não tem muito o que fazer. Aí é jogo perdido pra todos os lados, independente do Islã existir ou não. Se existe política, vai ter guerra. É isso?

            Sobre o exemplo que você me pediu: quero reforçar que em momento algum estou falando que há países islâmicos com condições ideais para mulheres – especialmente de acordo com os padrões ocidentais (e daí vem a questão se devemos impor nossos valores a eles). Se eu for analisar os fenômenos internos, verei, por exemplo, as conquistas de direitos de mulheres em países como o Líbano, Síria e até mesmo o Irã. Direito a estudo, trabalho, sua situação após divórcio etc.

            Novamente, reforço aqui que são legislações que estão em constante mudança e que demonstram como a Sharia não é algo imutável. É só este o meu ponto.

            Ao mesmo tempo que há uma leitura cristã que enfatiza mais o Velho Testamento, há leituras muçulmanas que enfatizam passagens mais igualitária do Alcorão. E daí vem outras interpretações da Sharia. Colocar todo mundo num mesmo bolo é muito perigoso.

            Por fim, vale lembrar o princípio de Personal Status Law, que rege boa parte do mundo árabe e que complica ainda mais o que se entende por Sharia. O Líbano é um bom exemplo de conquistas recentes que demonstram como uma convivência pacífica é possível entre diferentes religiões. Há problemas, é claro, mas não são problemas exclusivos do mundo islâmico. Por isso meu enorme incômodo em dizer que islamismo é o problema. Desculpe, mas não consigo aceitar essa visão que você defende.

          • apoena

            “Por mais que “Jesus tenha dito X”, na prática temos uma bancada evangélica em Brasília e um candidato que se declare publicamente ateu pode sofrer consequências.”

            Você está confundindo as coisas. Que princípios cristãos influenciem a política de uma sociedade democrática povoada por cristãos é o óbvio ululante. Sua orientação moral pós-moderna, relativista, influencia o seu jeito de votar, por que a orientação dos cristãos não influenciaria a deles?

            O que estou dizendo é que o cristianismo não tem pretensões políticas em sua teologia. O Reino de Cristo não é desse mundo. Isso mais a concorrência do Direito Romano e da Filosofia Grega como elementos ordenadores do mundo nunca permitiu que o Cristianismo tomasse essa forma totalizante senão muito localizadamente, de forma pouco relevante e francamente excepcional. Que a bancada evangélica seja contra o aborto ou certas regulações das relações entre homossexuais por conta de sua visão de mundo não quer dizer que querem transformar o país em uma Teocracia Cristã – o que os move é a ideia de que, na democracia, o voto, guiado pelos valores do indivíduo, determina certas coisas, não a ideia de que eles precisam impor seus valores à revelia do processo democrático porque eles vêm de Cristo e nada mais importa, nada está acima. Há uma separação clara aí. Religião e política separadas não significa não relacionadas.

            “Segundo: se você me diz que “política é violência”, não tem muito o que fazer. Aí é jogo perdido pra todos os lados, independente do Islã existir ou não. Se existe política, vai ter guerra. É isso?”

            Ora, Ivan, isso é Ciência Política 101, for dummies: o Estado é o ente político que detém o monopólio do uso legítimo da violência em um território – definição de cartilha. A violência está na base da ordem política. É a violência ou a ameaça de violência que submete os homens aos códigos legais forçosamente, estando na base da civilização. Sem a ameça da violência, não há ordem política possível.

            Como o Islã tem aspirações políticas desde seus primórdios, como é lei penal, ordem política e código de conduta tanto quanto é uma narrativa espiritual, o Islã sempre carrega consigo certa dose de violência, sem a qual essas suas outras dimensões, que não são compartilhadas pelo Cristianismo, não teriam como existir.

            “quero reforçar que em momento algum estou falando que há países islâmicos com condições ideais para mulheres”

            Então está claro para mim que você está pegando interpretações absolutamente minoritárias e tratando como possibilidades reais que redimem todo o Islã. Ora, que você encontre um punhado de progressistas irrelevantes em 1,5 bilhão de muçulmanos não significa absolutamente nada – tenho certeza de que há um Imã transsexual que prega a liberdade sexual embaixo de alguma pedra por aí, é a lei das probabilidades.

            Vou infringir a lei de Godwin aqui e vou falar de nazistas: estou certo que, tivesse o nazismo sobrevivido, haveria, entre centenas de milhões de sujeitos a regimes nazistas, um punhado que diria que o Holocausto e a perseguição racial eram ilegítimos, que eram fruto de interpretação equivocada etc. Isso redimiria o nazismo? Claro que não.

            Por isso insisto nos exemplos reais. Não há. Essas interpretações que você propagandeia são mera representação do seu desespero por conciliar sua cabeça progressista pós-moderna e os ditames de uma religião especialmente opressora, mas cujos fiéis, na sua “cosmologia justiceira” tem a condição de vítimas do homem-branco-cristão-ocidental, sendo, portanto, merecedora de condescendência e tolerância infinitas. Essas interpretações são irrelevantes mesmo no Irã-que-paga-cirurgia-de-mudança-de-sexo, mas persegue e proíbe homossexuais.

            “Ao mesmo tempo que há uma leitura cristã que enfatiza mais o Velho Testamento, há leituras muçulmanas que enfatizam passagens mais igualitária do Alcorão. (…) Colocar todo mundo num mesmo bolo é muito perigoso.”

            Nenhuma leitura cristã enfatiza mais o Velho Testamento por definição – se é cristã e segue Cristo, como fazê-lo? Que algumas busquem viver mais de acordo com o Velho Testamento é questão de probabilidade. O Cristianismo – esse, sim, a maior religião do mundo, se você não for contar as divisões com não conta no Islã, com um terço da população mundial – está fadado a ver todas essas variações mesmo. As interpretações absolutamente dominantes, no entanto, historicamente e atualmente, seguem na linha que eu descrevi.

            “O Líbano é um bom exemplo de conquistas recentes que demonstram como uma convivência pacífica é possível entre diferentes religiões. Há problemas, é claro, mas não são problemas exclusivos do mundo islâmico.”

            Quais conquistas? A paz armada até os dentes, filha de uma Guerra Civil que, entra ano sai ano, ameaça ressurgir?

            O Líbano é um país incrível, lindo, com uma capital interessantíssima e uma história muito rica, não me entenda mal. O que o Líbano não é é esse local bonitinho e gostosinho que apologistas do Islã, em busca de um mísero exemplo bom de país em um palheiro de nações em estado lamentável, fazem dele. O Líbano é um país muito enfraquecido por suas divisões internas, em constante tensão política, onde assassinatos de figuras políticas centras não são incomuns na história recente e que vive à beira do colapso.

            Aliás, não é curioso que o país “muçulmano” onde o Islã menos consegue impor essa ordem política e legal que estou criticando, uma ordem liberticida e que oprime as mulheres, seja justamente o mais cristão, o Líbano?

            Não, não é curioso. É apenas óbvio.

            “Colocar todo mundo num mesmo bolo é muito perigoso. (…) Há problemas, é claro, mas não são problemas exclusivos do mundo islâmico.”

            Não disse que são problemas exclusivos do mundo islâmico, mas são especialmente pronunciados ali e estão umbilicalmente ligados à questão do Islã.

            Não reconhecer isso e tratar tudo como questão de oportunidades materiais, de educação, “conscientização” e outras fantasias é que é perigoso. Não reconhecer diferenças culturais claras e tratar todos os grupos da mesma forma do ponto de vista de política pública, sem atenção para suas particularidades, em nome de um ideal fantasioso é que é perigoso. Que o digam as mulheres alemãs assediadas sexualmente por grupos de imigrantes “de aparência norte-africana e do oriente médio”, nas palavras da mídia local. É o que acontece quando recusamos a entender que cultura IMPORTA, que as ideias importam, que nós não somos meras máquinas materialistas do ideal marxista – mulheres são estupradas, é isso que acontece.

          • Patrícia

            “Que a bancada evangélica seja contra o aborto ou certas regulações das relações entre homossexuais por conta de sua visão de mundo não quer dizer que querem transformar o país em uma Teocracia Cristã”

            AHUAHUAHAUHAUHAUHAAUHA

            Acho que você nunca ouviu esses caras discursarem. Vou deixar uma frase pra você, que se não me engano, é do Silas Malafaia: “Democracia é a vontade da maioria”.

            Ele complementa isso dizendo que “e nós somos a maioria”, referindo-se aos cristãos e em especial aos protestantes das igrejas de dinheiro como a dele.

          • apoena

            Sim, estamos à beira de uma teocracia cristã. Você não viu, estão tentando obrigar as pessoas a seguir o cristianismo, matando infiéis, tem até um projeto de lei para mudar o nome do país para “República Cristã do Brasil”.

            Você claramente não sabe o que é uma teocracia e não tem nenhum senso de proporção. Vá dar uma passeadinha num país dos mais tranquilos do Islã, tipo a Jordânia, passeie pelas ruas fora do circuito turístico, e depois a gente conversa.

          • Patrícia

            Já tem projeto pedindo que a igreja possa regular as leis que sejam aprovadas. Não é porque não tá no estágio que vc fala, que não poderia ficar. Bastaria ninguém fazer nada, bastaria todo mundo votar nesses caras e aplaudir tudo o que querem. Sim, não vivemos isso, porque ainda há instituições que funcionam aqui, e com todos os problemas que a bancada evangélica traz nós ainda temos laicismo. Mas isso não significa que não poderia chegar. Bastaria pra isso dar o poder a esses caras. O ponto é que não é porque são cristãos que não fariam (e não fazem, de fato) barbaridades aqui.

            Aliás esse é o ÚNICO ponto que o Ivan defendeu o tempo todo – que os problemas não vêm só da religião – e você parece que não entende isso, fica aí praticando olavismo e dizendo que os caras pregaram que tudo lá é cor-de-rosa, quando nunca disseram isso.

          • apoena

            “Já tem projeto pedindo que a igreja possa regular as leis que sejam aprovadas.”

            Viu só como você deve se limitar a ler e não participar, porque lhe falta conhecimento? O projeto não é para que as igrejas possam “regular as leis”, mas que possam ter legitimidade para entrar com ADINs, Ações Diretas de Inconstitucionalidade, para questionar a constitucionalidade de leis no Supremo. Até a CUT ou o CREA, OAB e CRM podem entrar com ADIN, porque diabos a Igreja Católica Apostólica Romana, que congrega 70% dos brasileiros livremente (a associação sindical e de classe é obrigatória, olha que absurdo), não teria representatividade social para tanto?! Falta de estudo seu.

            “Bastaria ninguém fazer nada, bastaria todo mundo votar nesses caras e aplaudir tudo o que querem.”

            Nós temos uma Constituição com cláusulas pétreas que garantem a liberdade religiosa, entre outras coisas que são obstáculos que impossibilitam o estabelecimento desse cenário de fantasia na sua cabeça. Não bastaria todo mundo votar “nos caras” não.

            “O ponto é que não é porque são cristãos que não fariam (e não fazem, de fato) barbaridades aqui.”

            O país já foi muito mais cristão e nunca perseguiu minorias religiosas da forma como ocorre no Islã, nunca matou de forma generalizada por isso, e até recebeu muitos muçulmanos sírio-libaneses, japoneses xintoístas, chineses e russos ateus etc. nas várias levas de migração. Mais uma vez, na ânsia de sinalizar virtude e falar o que acha que é a coisa bonita a se falar, você esquece de pensar um pouco no que está escrevendo e ver as fragilidades do que diz.

            E outra, o ponto é que não fazem as barbaridades e lá fazem. Com essa sua postura, nenhum fenômeno de massa pernicioso pode ser combatido, nem o nazismo ou o comunismo, “porque não é porque aqui são democratas liberais que não fariam as mesmas barbaridades”. Ora, “fariam” é fantasia sua, o que importa é o que, de fato, fazem.

            “Aliás esse é o ÚNICO ponto que o Ivan defendeu o tempo todo – que os problemas não vêm só da religião”

            Não, claramente não foi isso, ele foi muito claro ao isentar a religião de culpa e colocar todo o peso dos problemas nas condições políticas locais e em disputas de poder. Isso foi sugerido de forma explícita em alguns momentos, mas está implícito em vários outros momentos, como no momento hilário em que ele sugere que o Alcorão, “se lido direito”, é coisa para levar as mulheres à revolução (como se os Doutores em Teologia Islâmica do Oriente Médio não tivessem lido direito e Ivan e uma mestranda brasileira sim), ou quando ele se apoia em interpretações absolutamente minoritárias e irrelevantes para redimir todo um Islã que, na prática, existe na realidade por meio de interpretações esmagadoramente majoritárias que propõem todas essas coisas negativas das quais estamos a reclamar aqui.

            Em outras palavras, ele claramente tenta passar um pano para “os caras”.

          • Patrícia

            Como é? “Devo me limitar a ler”?
            É vc que determina o que eu faço agora?
            Vai te catar.

          • apoena

            Eu estava te aconselhando para você não passar vergonha.

            Falou bobagem aí sobre a lei que permite às entidades religiosas entrarem com ADINs, essa era sua grande prova da grande conspiração cristã pelo estabelecimento da teocracia cristão no Brasil. Por favor, né… Não nos faça perder tempo. Ao menos know your facts.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Parabéns Apoena. Esses agnósticos “politicamente corretos” só perceberão o desserviço que prestam em defender esses lunáticos quando algo de ruim acontecer a eles, enquanto for em países distantes e com outras pessoas serão sempre polidos, pois não são suas irmãs e mães que têm seus direitos cerceados pelo fanatismo.
            Você é Cristão e, no fundo, isso é tão ruim quanto ser muçulmano, por isso talvez devesse começar a ser crítico com relação a sua religião também.
            Nenhuma religião é boa. Nós precisamos continuar evoluindo como espécie aprendendo a separar valores éticos e morais da questão religiosa.
            No passado os cristãos foram tão perversos quanto os muçulmanos e existem sérios riscos de que isso torne a acontecer, pois a religião inibe o senso crítico e a razão, prezando apenas pela fé cega e obediência.
            Eu sou ateu e você não me verá sendo amigável com qualquer religião, pois para mim isso seria hipocrisia. Não importa o que a religião fez de bom no passado sempre envolvia pessoas (pense nisso). Somos nós que inventamos essas mentiras e que damos significados a elas, o bem e o mal está dentro de cada um.
            Por último quero que saiba que já fui religiosa e isso me atormenta até hoje, por isso sempre que posso tento abrir a mente das pessoas para aproveitarem suas vidas.

          • apoena

            “Você é Cristão e, no fundo, isso é tão ruim quanto ser muçulmano, por isso talvez devesse começar a ser crítico com relação a sua religião também.”

            Eu não sou cristão, sou agnóstico. Em nenhum momento eu disse que sou cristão. Eu tenho é uma profunda consciência de quais são os valores fundadores da sociedade mais livre e próspera que o mundo já conheceu, que são o cristianismo, o direito romano e a filosofia grega. Meu reconhecimento do valor do cristianismo nesse tripé, para a formação da ética ocidental, da ideia de respeito ao próximo, ligada à regra de ouro do amor ao próximo, e da misericórdia, que é um conceito estranho a povos guerreiros pagãos e ao Islã no tratamento dos infieis não quer dizer que eu seja cristão.

            “Nenhuma religião é boa. Nós precisamos continuar evoluindo como espécie aprendendo a separar valores éticos e morais da questão religiosa. ”

            Isso é impossível. Sem um referencial de valor externo absoluto, não há “valores éticos e morais” como você provavelmente os entende. A única fonte de valor externa, absoluta e incontestável possível é uma divindade. Por isso, até aquilo que você considera seus valores – você provavelmente é pacífica, tolerante etc. – tem bases no cristianismo, na ideia de amor ao próximo, da não violência, do perdão etc. O ateísmo não consegue ser base para nenhum sistema de valores, e os ateus só podem ter os valores “bondosos” que tem por escolherem ignorar completamente a fonte desses valores, agir como se uma contradição não existisse em suas visões de mundo.}

            Eu, como agnóstico, passo por esse problema também. É um problema filosófico que reconheço não ter resolvido, mas pelo menos reconheço que existe.

            “No passado os cristãos foram tão perversos quanto os muçulmanos e existem sérios riscos de que isso torne a acontecer,”

            Você está confundindo as coisas. Não estamos falando dos cristãos e dos muçulmanos, mas do Cristianismo e do Islã. As teologias dessas religiões tem diferenças importantes. O Islã nem mesmo uma religião é, é algo muito maior, é um sistema político, jurídico etc. Não são fenômenos comparáveis diretamente, e compará-los é fazer confusão, é coisa que faz quem cai na armadilha semântica da palavra “religião” e passa a entender ambos os fenômenos como iguais por compartilharem essa palavra. Não são.

            Sobre as diferenças teológicas que tornam o Islã inerentemente violento, já falei acima. Não vou me repetir. Apenas reitero, essa sua tentativa de igualar as coisas não faz sentido à luz da teologia e mesmo da história.

            “Eu sou ateu e você não me verá sendo amigável com qualquer religião, pois para mim isso seria hipocrisia.”

            Você está confundindo o significado da palavra hipocrisia.

            Ser ateu não significa ser inimigo das religiões, mas simplesmente não acreditar em deuses. Se significasse, aí sim haveria hipocrisia, porque você estaria dizendo ser algo e agindo contra isso, dizendo ser inimigo e agindo como amigo ou neutro. Hipocrisia, no seu caso, seria dizer-se ateu e rezar.

            “Somos nós que inventamos essas mentiras e que damos significados a elas, o bem e o mal está dentro de cada um.”

            Francamente, com todo respeito, isso não passa de auto-ajuda. As ideias importam, são elas que constroém visões de mundo. Se não importassem, nós nem estaríamos discutindo aqui. Leia “A Banalidade do Mal”, de Hannah Arendt, sobre como pessoas absolutamente comuns, bons pais de família e sujeitos exemplares até que as circunstâncias se colocaram eram capazes das piores barbaridades no nazismo. É um clássico da filosofia do século XX. Todos nós temos o potencial para fazer tudo, de modo que as ideias e as circunstâncias importam sim, e muito.

            “Por último quero que saiba que já fui religiosa e isso me atormenta até hoje, por isso sempre que posso tento abrir a mente das pessoas para aproveitarem suas vidas.”

            Eu sou agnóstico, não sei se existe ou não existe, o que é uma posição mais racional que o ateísmo, que não explica as objeções de São Tomás de Aquino e os vários outros problemas metafísicos que advém da inexistência de uma divindade, simplesmente decretando que não existe nada e ponto final, com uma certeza que não podem ter – como podem provar um negativo?

            Sobre “aproveitar a vida”, quem te garante que os religiosos não “aproveitam a vida”? Nos EUA, onde as ciências sociais realmente prestam e fazem pesquisas com metodologia robusta e coerente, uma série de pesquisas mostram que os religiosos são mais felizes, mais satisfeitos com suas vidas, tem mais filhos, e pasme!, até que fazem mais sexo – dentro do casamento, claro, mas fazem muito mais!

            Essa ideia de que religioso não aproveita a vida é um clichê equivocado, um atalho para quem está com preguiça de explorar o assunto a fundo. Simplesmente não é verdade. A religião cristã é parte do tripé que construiu a civilização mais bem sucedida que o mundo já viu – não é exatamente coisa de quem “não aproveita a vida”.

          • apoena

            Vamos começar com essa sua ilusão de que uma minoria ínfima dos muçulmanos são radicais.

            O Breitbart é um site conservador norteamericano, mas note que a referência que estou usando não é o site em si, mas os links agregados na postagem que envio. Não ataque o mensageiro, é o que quero dizer.

            São links para pesquisas de diversas instituições sobre as opiniões de muçulmanos em vários países, incluindo uma famosa do renomado Pew Research Center sobre atitudes de muçulmanos em diversos países islâmicos. Na maioria deles, especialmente nos de etnia árabe, mas não só, o apoio à Sharia é esmagador – e a Sharia, em que pese o fato de poderem haver diferentes interpretações, não se presta ao malabarismo que você sugere ser capaz de derivar dela mais variações do que mesmo o Direito ocidental. Sharia é Sharia é Sharia, e será sempre incompatível com os direitos humanos como entendemos hoje, conforme consagrados nos principais tratados internacionais, por conta de suas punições violentíssimas e discriminações en favor de homens muçulmanos consolidadas na legislação. Dê uma olhada nos links aí.

            http://www.breitbart.com/national-security/2014/09/04/myth-tiny-radical-minority/

        • Assamita

          Só posso agradecer o Ivan pela excelente aula-refutação e lastimar pelo tal “apoena” pela visão preconceituosa e reducionista.

          • apoena

            É que você não é muito inteligente.

            Estão aí as mulheres sendo subjugadas em todo mundo islâmico, mas você acredita mesmo que a coisa é circunstancial, porque essa é sua posição default sobre o tema. Não importa que não possam dirigir, que sejam obrigadas a vestir-se de determinadas formas, que sejam obrigadas a se casarem com quem seus pais escolhem ou que sejam agredidas de formas bárbaras por violações mínimas aos códigos de condutas na maioria esmagadora do mundo islâmico – o que importa é que um punhado de pessoas irrelevantes em algum lugar interpreta o Alcorão como se fosse um manifesto feminista e isso redime todo o Islã nessa questão, afinal, olha aí, um punhado de pessoas!

            Hoje, na Alemanha, vocês estariam mais preocupados com os estupradores do que com as estupradas em Colônia.

          • Assamita

            Muito obrigado, Ivan, pela excelente aula-refutação. Continuo lastimando pela visão reducionista, burra e limitada de “algumas pessoas” que, se lessem o que já lhe escreveram, talvez deixassem de subestimar as pessoas.

            Posso até não ser muito inteligente, assumo. No seu caso, só posso dar um aviso: quando a pessoa tem lesão cerebral, geralmente ela é a última que percebe. ;-) Passar bem.

      • apoena

        Falando sério agora, Filipe, você é mesmo da opinião de que o Islã não tem nada de especial em sua teoloia e prática que o torne especialmente violento e problemático para quem não se encaixa na fôrma de muçulmano ideal?

    • Keyser Söze

      só isso me incomodou no cast tmb, revolução kkkk

    • Jesus Morningstar

      Prioridades…

    • Sir Jones Kast, Ph.D.

      Em poucos anos toda Europa e Rússia serão novos califados islâmicos. O mundo será uma desgraça ainda maior.

      • Marllbourou Ruéd

        Vai nada, pode relaxar.

        • apoena

          70% do mais de um milhão de refugiados na Alemanha têm entre 18 e 35 anos. A população da Alemanha nessa faixa etária é de pouco menos de 14 milhões, muitos destes já de origem muçulmana. Essa população é a que se reproduz e a que indica melhor a futura composição demográfica do país. A Alemanha não vai virar um califado islâmico em breve, mas certamente terá mais de 20% de sua população aderente à religião muçulmana em algumas décadas, isso se o fluxo de refugiados não continuar – se continuar como está, não seria estranho que os muçulmanos tivessem 30%, 40% da população do país na segunda metade desse século.

          O Líbano tinha 80% de população cristã no primeiro senso que fizeram, no início do século XX. As estimativas mais otimistas hoje dizem que há 40% de cristãos. A Guerra Civil ocorreu mais ou menos por volta do momento em que os muçulmanos chegaram a metade da população.

          Não há um país de maioria muçulmana em que minorias de outras fés sejam respeitadas. Mesmo a Turquia supostamente secular cometeu genocídios físicos e culturais que reduziram apenas em cerca de 50 anos no século XX sua população cristã de 25% para virtualmente zero – Turquia que foi o grande centro do mundo cristão durante mais de um milênio, em Antioquia, Constantinopla, Éfeso etc.

          Os números e os fatos são esses. A interpretação mimizenta dos pouco letrados, essa pode te dar a impressão que eles quiserem.

          • Marllbourou Ruéd

            Bom, você acredita que todo o muçulmano é um terrorista em potencial, eu não.

    • Patrícia

      O que ele disse é que existe uma pesquisadora brasileira que afirma que há no alcorão passagens que incitariam uma verdadeira revolução entre as mulheres. Oras, eu nunca li o Alcorão, muito menos por inteiro, para saber. Mas imagino que a pesquisadora o tenha feito, para afirmar tal coisa – afinal é o trabalho dela. Por quê então não ir atrás de saber do quê ela está falando (quais passagens, o que dizem) ao invés de simplesmente cagar sarcasmo sem também ter lido nada? Pelas tuas afirmações (“deve estar em uma pagina escondidinha que ninguém viu!”) dá a entender que vc não só já leu o Alcorão de trás pra frente como o decorou, estudou e interpretou a fundo durante anos – imagino que não seja uma leitura curta, muito menos simples.

      A pesquisadora pode até ter feito uma má interpretação de algo, mas pra poder afirmar o que vc afirma aí, eu teria que conhecer o estudo dela, coisa que você aparentemente também não conhece. Então tá reclamando de quê, se você não sabe do que está falando?

      • apoena

        Al-Baghdadi é doutor em teologia islâmica pela Universidade de Bagdá, uma das grandes cidades do mundo muçulmano. Assim também o são os Aiatolás do Irã e os vários Imãs que sustentam ideologicamente a barbárie contra mulheres no Islã.

        Aí, porque uma pesquisadora brasileira bastante afastada dos grandes centros do conhecimento teológico islâmico e cujo trabalho parece uma peça de propaganda – vá lá e leia o trecho sobre mulheres para ver como soa, como está longe de sequer tentar qualquer neutralidade científica – diz algumas bobagens dessas você vai tratar o assunto como encerrado em favor dessa posição?

        Que ignorância, que vontade de crer, essa sua.

        É claro que não sou especialista em teologia islâmica, mas se esse for critério para se debater qualquer assunto, acabemos com os debates políticos e sorteemos a presidência, porque ninguém ali é especialista nos assuntos que trata – Dilma, por exemplo, sequer sabe falar português.

        Apesar disso, posso conhecer o assunto suficientemente bem e me basear nas interpretações da maioria esmagadora dos especialistas, alguns dos quais colocam em prática suas interpretações como líderes políticos, para dizer que aderir à interpretação dessa apologista do Islã disfarçada de cientista – ah, as Humanas… – é o mesmo que negar o Holocausto contra o amplo consenso que há sobre o assunto, porque alguém em algum lugar escreveu que não ocorreu “e você não foi lá ver e pesquisar, foi?”.

        Mais senso crítico, garota.

        • Patrícia

          Eu disse que ela estava certa? Não, eu disse claramente que você afirmou um monte de coisas sobre o trabalho dela SEM LER. E isso é verdade, porque essa resposta aqui é sobre o seu primeiro comentário, e até então você não tinha lido o trabalho da mulher porque o Ivan colou o link pra você só no meio essa ladainha toda.

          E eu disse claramente que ela PODERIA estar errada nas avaliações e leituras que fez. Eu questionei vc refutar algo que nem tinha lido.

          Agora que sabe, pq depois leu, ok,tudo o que você disse é a SUA opinião sobre o trabalho dela. Se eu for ler, terei a minha, que poderá divergir da sua.

          Mas meu ponto aqui, depois de ler pacientemente tudo o que vc escreveu (e tb o Ivan) é que não vale a pena ler o que vc fala, pq teu lance é impor o que tu pensa. E vc faz isso com essa frases bestas, tipo “mais senso crítico, garota”. Você não é aberto a debate. Mas reclama que os outros é que não são.

          Só uma última coisinha, meu papel aqui é de curiosa. Eu não tenho esse interesse visceral em defender nada a respeito de islamismo não. Ouvir esse podcast pra mim é interessante pra conhecer coisas. Ler suas críticas PODERIA ter sido interessante pra acrescentar contrapontos, mas não é isso que vc faz. Você só faz ataques, mesmo.

          • apoena

            Eu argumento com essa incisividade porque o fenômeno para o qual você e aqueles que sustentam essas besteiras alimentam é perigosíssimo, é um relativismo que, já há algumas décadas, só contribui para a decadência dos padrões de civilidade que um dia já tivemos – taxas de divórcio, suicídio, mães solteiras, uso de drogas, depressão, violência urbana, tudo isso tem a ver com a erosão de nossos sistemas de valores que esse relativismo tolo, que trata como vítima uma ideologia político-religiosa amplamente anti-liberal (no sentido político, então guarde seus eventuais preconceitos com o liberalismo econômico de volta no bolso) e coloca em risco tudo o que temos de mais valioso.

            É, esse tipo de coisa é algo que vale a pena combater de forma enérgica.

  • Keyser Söze

    Cast muito bom, pensei q ia ter um relativismo cultural fudido e até fiquei com medo mas felizmente o Filipe e o João tão cagando pra ideologia e tentam olhar ceticamente a realidade islâmica, pq certos convidados relativistas ia ter uma chuva de chorume regressista e mesmo o João sendo muito de esquerda ele não se deixa levar pela turma pós moderna.

    • apoena

      Exato. Carai, tô impressionado. Orgia de Travecos, o Louco do Saco e é um sujeito com essa sensatez e conhecimento todo. Tá de parabéns.

  • apoena

    Esse João aí falando tudo isso, dando show no conteúdo, é o da UDR, o Louco do Saco mesmo? Não é possível, véi. E agora, o que faço com os cacos dos meus preconceitos espalhados pelo chão? Sério, cês tão zuando que ele é diplomata, não?

    João tá de parabéns. Carái.

    • Marllbourou Ruéd

      Puta merda, ta muito errado isso aí. Vi agora na descrição do Decrepitos e é ele mesmo!

      Mano, nada mais faz sentido…

  • Sir Jones Kast, Ph.D.

    Ivan, me fale sobre as dezenas de estupros e agressões revoltantes ocorridas na Alemanha na virada do ano.

    • Não foram dezenas, foram centenas mesmo. E foram chocantes, especialmente na região de Colônia. E chocaram ainda mais porque na Alemanha não há números alarmantes como os do Brasil, esse país cristão maravilhoso, em que uma mulher é estuprada a cara 11 minutos. Sinto te informar, mas se você quer dizer que violência contra a mulher é exclusividade do mundo muçulmano, ou que religião influencia diretamente na questão, está redondamente enganado.

      • Ei Ivão, tem uma mestra/mestranda em Direito pela UNB que fez um trabalho sobre esse tema, o feminicídio. O nome dela é Sinara Gumieri (acho que é assim que escreve, não lembro direito, não lembrava nem se ela tinha terminado o mestrado kkkkk) e eu vi o trabalho dela uma vez quando veio para Teresina, onde ela faz uma comparação do que seria o feminicídio em diferentes realidades na América Latina afora e ajuda bem a definir o tema em terras tupiniquins. Não sei se lerá o comentário, mas fica aqui kkkkk E ótimo cast.

      • E sobre as estatísticas, EU tenho que ver melhor, tenho um livro de segurança pública que eu ganhei que estou demorando a ler, dentre outros que estão na fila de espera. Não que eu exclua o preconceito, mas sim que quero tentar ver outros fatores geradores de violência, como dados por região para fazer um catálogo geo-político da violência no Brasil que talvez não fique tão bem exposta pelas estatísticas aqui presentes, que são bem alarmantes. Até porque nesse tipo de análise fica melhor para enxergar soluções para a situação, tendo em conta o tamanho territorial e cultural do Brasil.

  • gandralf

    Show! Excelente níveis de profundidade e insanidade!

    Várias partes me deixaram com uma vontade de ouvir mais, o que é um bom sinal. Por exemplo, na recapitulação da primeira guerra do Golfo. Também senti falta de islã primitivo e pré-primeira guerra.

    Também senti falta de uma perspectiva mais interna e pessoal desta história. Claro que isso está fora do papo até pela imensidão do assunto e (parece que) será abordado no Humanos 2.0, que aguardo ansiosamente.

    Enquanto isso, sugiro uma olhada no Nerdcast 496. Foi uma entrevista com a Talita, que deu um “rolê” por aquela região e nos trouxe uma perspectiva bem pessoal. A parte da garotinha e da tatuagem foi de cortar o coração. http://jovemnerd.com.br/nerdcast/nerdcast-496-uma-viajante-no-oriente-medio/

    Também curti uma das últimas matérias do John Oliver: https://www.youtube.com/watch?v=umqvYhb3wf4

    No mais, queria saber o que acham da definição de “islamismo” segundo a Maryam Namazie e o Maajid Nawaz.

  • gandralf

    ISIdiota deveria ser adotado oficialmente. Do Itamaraty à Wikipedia. Do Jornal Nacional ao programa do Ratinho.

  • Marllbourou Ruéd

    Eae, vamos ter leitura de comentários dessa vez? Apesar de ta parecendo o G1 aqui, acho que merece.

  • Atualmente estou de pleno acordo com o Ivão. #TIMEFEBO #FEBOMELHORSABONETE . Febo e Senador são dois sabonetes moralizantes.

  • Carlos

    Além do assunto espetacular – e do qual muito me interesso -, cês me ganharam, só com a introdução, com o Projeto Humanos. Puta merda. Que programa. Adorei.

  • Assamita

    MEU DEUS. O cara da UDR é genial.

  • Funky Dog

    Toda vez que ouço esses programas sobre tretas no oriente médio, termino de ouvir entendendo menos ainda do que antes.

  • André

    passei vergonha aqui na firma na hora em que falaram da tesoura da minnie ahueahehahueaseuhas

  • Assamita

    Pela segunda vez ouvindo, pela segunda vez acreditando ser um dos melhores programas para compreender “a treta”. Muito obrigado, muito mesmo, pela excelente contribuição. Que os ignorantes aprendam.