Capa_Mamilos_56

Mamilos 56 – Fantasias & Contextos, Internet.org

Jornalismo de peito aberto

13.fev.2016

Oie, esse é o mamilos 56 e estamos aqui pra te fazer acordar dessa ressaca de carnaval

Quem vai nos ajudar nessa tarefa é o mestre sala Oga Mendonça e a porta bandeira Cris de Luca. Acaba logo de tomar esse boldo e vem ouvir um pouco sobre uma fantasia que deu o que falar nesse carnaval e ainda um tema espinhoso, que você pode não ter se aprofundado, mas deveria, que diabos é neutralidade da rede e que assuntos isso levanta.

Dá logo esse play que o ano começou

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Trilha sonora desta edição – As Bahias e a Cozinha Mineira

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TT1
A Fantasia Polemica

Fantasia de pais vestindo o filho de macaco gera polêmica

Viramos uma velhinha moralista com o dedo apontado por ai

A fantasia de macaco que indigna

TT2
A Neutralidade da rede

Pelas bordas

Chegou a hora de opinar sobre a minuta do decreto que regulamenta o Marco Civil

As razões pelas quais o projeto Internet.org do Facebook está sendo criticado

Índia proíbe programas Internet.org e Free Basics, do Facebook
Mark Zuckerberg responde à suspensão do serviço de internet gratuita na Índia

REGULADOR INDIANO DECIDE QUE A INTERNET SOCIAL DO FACEBOOK FERE A NEUTRALIDADE

Ação do SindiTelebrasil pode gerar crise sistêmica e profunda no setor audiovisual, diz Ancine

FAROL ACESO

Ju
Documentário Amy no Netflix
Discussão sobre aborto para casos de microcefalia e eugenia
#MaratonaOscar:
Filme The Revenant
Filme O quarto de Jack
Filme Steve Jobs

Cris de Luca
Filme Trumbo a lista negra
Filme Spotlight

Oga
Série do Netflix Chelsea Does
Site Music Non Stop
Webserie Música Imigrante
Filme Boi Neon

Comente

  • Cristhian Ferreira

    Ainda bem que o fuso horário daqui é 4 horas a menos…
    Então só atrasou 55 min ;)

  • gandralf

    É, amiguinhos… Magneto está ganhando na vida real enquanto torcemos pelos X-Men nas telinhas dos cinemas.

    Duplipensar, a gente se vê por aí.

    No mais,

    http://i.imgur.com/VNK93d0.gif?noredirect

    • gandralf

      e…

  • gandralf

    É, amiguinhos… Magneto está ganhando na vida real enquanto torcemos pelos X-Men nas telinhas dos cinemas.

    Duplipensar, a gente se vê por aí.

    No mais,

    • gandralf

      Quanto à questão do racismo x preconceito, entendo que tem bases em visões como esta https://www.youtube.com/watch?v=Z4ZxVbJ8MT4
      que acaba redefinindo um monte de conceitos para que estes caibam no framework (capenga) do opressor/oprimido. Daí raça vira “cultura”, racismo vira fruto de uma estrutura de opressão e por aí vai.

      O problema é que redefinir conceitos para que eles caibam numa ideologia só funciona para quem já acredita nesta ideologia.

      • Saulo Dos Santos Soares

        Poxa, 2 horas de palestra, rsrs. Tem como sumarizar pra gente, Gandralf?

        • Vinicius

          Tem sim, aqui:

          • Oga Mendonca

            amo este vídeo Vínicius

          • Sergio Prando

            Tem alguns pequenos errinhos de história mas o resumo é muito bom…

            Brancos já forma escravizados, portugueses e espanhóis já forma escravizados por árabes, a própria palavra escravo vem de uma derivação do eslavo (principal mão de obra escrava romana).

            A questão é que nenhum português ou espanhol é desmerecido ou discriminado nos dias de hoje… o máximo que eles sofrem é injuria racial e não racismo…

          • Vinicius

            Em guerras, foram escravos em guerras. É completamente oposto com o que ocorreu com os negros. Que foram escravos econômicos.

          • Sergio Prando

            Nops… durante a ocupação do império otomano na península ibérica eles foram escravizados para fins econômicos. O que eu disse é que existe um erro pequeno de história, mas concordo com o comediante, hoje o que pode existir no máximo é preconceito ou injúria racial.

          • Vinicius

            Eram bizantinos, reféns e presos de guerra… nenhum deles foi vendido ou comercializado para outros continentes… nenhum! o máximo as mulheres eram escravas sexuais, mas nada próximo ao que fizeram com os negros.

          • Sergio Prando

            Cara eu me refiro aos Mouros, errei o nome do imperio foi mal, que invadiram a penísula ibériaca por volta de do ano 700, as pessoas escravizadas por eles foram tão ou mais barbarizadas que as pessoas escravizadas pelos europeus, a ocupação moura durou até 1249… eu sei que existem diferenças e a principal é que a escravidão de boa parte do continente africano ainda é uma feriada aberta na história da humanidade, o que eu estou apontando é que o comediante erra em dizer que Árabes nunca escravizaram ninguém, inclusive tem um balde de árabe não civilizado que continua escravizando pessoas hoje em dia.

        • Oga Mendonca

          KKKKKKK, eu já tinha visto, mas realmente, a pessoa tem que estar muito interessada no assunto. E é difícil resumir tantos pensamentos e citações deste programa. Vai vendo de pouquinho em pouquinho…rs. Abs

      • Oga Mendonca

        Gandalf, talvez não tenha entendido bem a sua crítica. O Carlos Medeiros me parece ser alguém bem embasado e dedicado nesta questão racial e logo no início do vídeo ( 5:35 min mais ou menos), ele deixa claro, porque vai usar o conceito de raça como cultura e não como etnia, se apoiando sociólogo francês Pierre-André Taguieff, que também escreveu falas bem interessantes sobre definições de raça, aliás o conceito que o jornalista acima cita a tal “eugenia lexical negativa” é algo que muita gente acredita, que ele resumiu muito bem dizendo: Matar o fenômeno eliminando a palavra. Ou seja, como a ciência nos provou que biologicamente não existe o conceito de raça, logo se a gente não falar “raça”, as pessoas (racistas) deixariam de usar os fenótipos, cor da pele, etc para nos diferenciar. FAIL. Vimos que não é bem assim, as pessoas tem privilégios na sociedade se possuirem certos fenótipos, cor de pele, enfim, a raça “percebida” ainda é um sistema de exclusão. Enfim, entendi que vc NÃO concorda com a visão do vídeo que vc linkou, por favor, vc pode postar um texto ou tese que explique melhor a ideologia que vc acredita? Nesta ideologia, tem um opressor e um oprimido e isso é desvinculado do conceito racial? Abs e obrigado pelo seu feedback.

        • gandralf

          Não me entenda mal, a proposta do Carlos é super bacana. Bem fundamentada, desenvolvida, instigante, bem intencionada… mas não necessariamente correta, pelo menos em alguns pontos cruciais. E vem com consequências bisonhas.

          Enfim, foram duas críticas que levantei, uma com relação a esta definição e outra com relação à sua combinação com a tal estrutura de opressão.

          1. Mudar o significado das palavras para que caibam num discurso não é legal, especialmente quando isso é feito de forma sutil e inviabiliza o diálogo. Laranjas x maçãs.

          Como estou com preguiça para desenvolver isso, vou logo dar um duplo salto lógico carpado e tasco um exemplo desta confusão: para muita gente, quem critica o Islã é racista.

          2. O tão amado framework opressor/oprimido tem seus fundamentos, mas sua aplicação virou a festa da uva. A turma usa evidências anedóticas para justificar sua aplicação, inventam ou distorcem classificações para justificá-lo, agarram-se a ele como se fosse a única justificativa para um fenômeno quando outras explicações bem mais simples estão disponíveis, personificam sistemas complexos, atribuindo-lhes unicidade, inteligência, vontade e propósito, etc.

          Um exemplo saindo do forno, lá pelos 52 minutos:

    • Juliana Santos
    • você continua aqui <3
      obrigada.

  • José Aroldo

    Sou negro e tenho orgulho disto. Na situação da fantasia e da família, eu achei extremamente racista o que os próprios negros fizeram, a intenção da pessoa que publicou não foi de levantar a discussão e sim de agredir. Enquanto os próprios negros ficarem agredindo as pessoas e voltar esforços para as situações erradas, nada vai mudar, só vai fazer muito mais gente falar que os racistas somos nós. Existe N situações que verdadeiramente são racistas e mereceriam discussão e estas atitudes só nos afastam mais e aumentam as diferenças. Sobre o comentário do cara do podcast, afirmando que o fato da pessoa ter confundido ele na C&A como vendedor da loja, também achei que foi mais um caso que o problema está nele. Porque não pensar que a pessoa simplesmente confundiu e não percebeu que todas as pessoas usavam camisa preta. De onde ele tirou que nestas lojas só trabalham negros? Eu estive em uma outra loja de departamentos com um amigo branco, estavamos próximos e uma pessoa o confundiu com um atendente. Neste caso seria o q? Eu, negro e ele branco e ele que foi confundido… Tenho muito orgulho de ter sido criado por uma família que nunca alimentou o fato de sermos negros como fator de diferença. Posso ter sofrido preconceito na minha vida? Talvez, mas nunca me afetou diretamente pois realmente nunca foi um problema pra mim o fato de ser negro. Nunca me senti menos que ninguém. Nem mais.

    • Saulo Dos Santos Soares

      Bom comentário, José Aroldo. Olha, tenho um amigão que mora Paraná e ele nem é negro nem branco, é levemente moreninho, só que pros padrões do Paraná, ele é visto como negro e quase todos os dias ele é confundido com algum atendente em loja. Realmente, brancos também são confundidos com atendentes, mas a proporção desses acontecimentos com negros é maior sim. É algo que vc releva, mas há um pequeno preconceito sim. No big deal, mas algumas pessoas se ofendem.

    • Oga Mendonca

      José Aroldo, obrigado por ter ouvido e comentado. Como tentei deixar claro, acho que devemos levar em conta o contexto para podermos discutir caso a caso, as vezes pode ser uma confusão apenas, como parece ser o caso do seu amigo branco. Sobre o acontecido na C&A eu estive lá e avaliei a situação assim, acho difícil qualquer pessoa que não eu e a senhora que me confundiu julgar isso. Aliás eu não afirmei que nas lojas de departamento só trabalham negros? Mas é complicado vc negar que a maioria dos funcionários são negros e pardos? Aliás a C&A disponibilizou na internet um pdf que mostra claramente isso, a distribuição de grupos minoritários por categoria funcional e pasme…na diretoria não tem nenhum pardo, negro ou índio. Mas na parte operacional os negros são 51,3% o administrativo e supervisão são 21,3%. Você pode argumentar que a proporção é muito pequena, mas comparando com a maioria das lojas, ter esta proporção de funcionários negros é bem grande.
      Talvez, como vc disse, recebeu uma educação que não te preparou para entender este tipo de situação. Este é o lado mais vil do racismo estrutural, é sutil, te deixa em dúvida e muitas vezes parece inofensivo. Fico feliz (não tô sendo irônico), que vc nunca tenha sofrido ou se tiver sofrido, não tenha notado e isso não tenha te afetado. Até eu sofrer um preconceito direto e claro aos 16 anos, tinha uma visão muito parecida com a sua. Para mim também não é um problema ser negro, o problema são as pessoas que julgam o negro como alguém menor.
      Enfim, acho que cada um acha um jeito de lidar com o racismo, o seu me parece que é ignorar e tocar a bola pra frente, eu prefiro enfrentar, debater e tentar entender porque ele ainda acontece e muito. José, obrigado pelo feedback, vou deixar um link de uma matéria que contempla muito o meu pensamento sobre estas questões, abs:

      “Esse mito (da democracia racial) já faz parte da educação do brasileiro. E esse mito, apesar de desmistificado pela ciência, a inércia desse mito ainda é forte e qualquer brasileiro se vê através desse mito. Se você pegar um brasileiro até em flagrante em um comportamento racista e preconceituoso, ele nega. É capaz dele dizer que o problema está na cabeça da vítima que é complexada, e ele não é racista. Isso tem a ver com as características históricas que o nosso racismo assumiu, um racismo que se constrói pela negação do próprio racismo”.

      Leia a matéria completa em: ‘Mito da democracia racial faz parte da educação do brasileiro’ diz antropólogo congolês Kabengele Munanga – Geledés http://www.geledes.org.br/mito-da-democracia-racial-faz-parte-da-educacao-do-brasileiro-diz-antropologo-congoles-kabengele-munanga/#ixzz405HjjYLm

      • Eli Ramos

        O problema que tenho com a discussão sobre racismo é o viés totalitarista da militância que tenta rotular todos que discordam de suas opiniões de racistas canalhas-homofóbicos-misóginos ou qualquer que seja a minoria que precisa de salvação no momento. Apesar de considerá-lo um ponto fora da curva (eh, chavão!) por sempre procurar uma posição equilibrada, ainda acho que a sua vivência como negro anuvia muito da sua visão da nossa sociedade -na verdade duvido que poderia ser diferente- e pra mim, isso é um grande problema, transformar a minha visão de mundo em regra de como o mundo deve ser visto pelas outras pessoas.
        Como policial, tenho uma visão muito particular e especializada em políticas de segurança pública que deixariam muitos dos ouvintes de cabelo em pé, nem por isso tento impor minha cosmovisão.
        Como exemplo da minha tese sugiro a leitura do ensaio que o Túlio Custódio, que participou do Mamilos 18 Cotas raciais na matéria de capa da revista Galileu de outubro de 2015:http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/10/voce-e-racista-so-nao-sabe-disso-ainda.html.
        A despeito de seu invejável currículo acadêmico, tudo que ele faz em dez páginas é destilar seu ódio reprimido contra toda uma sociedade que segundo ele é racista e pronto, não há espaço para discordância e apesar do verniz empático que você sempre mostra, enxergo muito dessa visão nos seus comentários.

    • Sergio Augusto Do Nascimento T

      Comentário perfeito, concordo 100%

    • Juliana Santos
      • Oga Mendonca

        Ótimo link!

    • Eli Ramos

      É que para muitos negros, ser negro é um problema que ainda não foi assimilado, como se o simples fato de ser negro o tornasse vítima automática de racismo e discriminação em todas as instâncias da vida social.

  • Saulo Dos Santos Soares

    Adorei o episódio, meninas <3

    Neutralidade de rede e o caso do menino vestido de Abu foram maravilhosos. Vou fazer comentários separados pra falar de cada assunto pra não ficar um texto desgastante.

    De antemão, gostaria de parabenizar a todos pelo programa. A Cris e o Oga mandaram muito bem! Cris arrasou sobre a neutralidade da rede, né? haha

    • Não é a toa que até o Obama segue a Cris de Luca no Twitter, ne? ;)

      • Saulo Dos Santos Soares

        MINTIRA! :O :O :O Caramba! Que demais!!!

  • Patrícia

    Adorei a parte sobre a encrenca do Facebook na Índia, porque eu simplesmente não tinha conseguido entender por quê eles não queriam internet de graça até agora, haha!

    Sobre o caso do menino fantasiado, vou contar como isso chegou em mim, o quê eu vi posteriormente, e minhas conclusões a respeito.

    A foto do menino chegou até mim via whatsapp, através de um amigo que é reconhecidamente preconceituoso*, com o comentário “melhor cosplay”, ou seja, dizendo que um menino negro é a melhor opção para representar um macaco. Achei um horror, não entendi aquilo, pela foto dá pra ver que o menino não é filho biológico daquele casal e eu fiquei me perguntando que raios era aquilo, se tinha sido feito de propósito, além de criticar a piadinha de mau gosto do meu amigo.

    Passa uns dias, um monte de gente no meu Facebook começa a reclamar que “esses ativistas foram longe demais” e surgem memes com falsa simetria dizendo que o racismo tá nos olhos de quem vê, que esses ativistas pretos é que são uns racistas, que “isso de racismo é culpa dessa gente” (risos) e que onde eles (os ativistas negros) viam racismo, eles (os que discordavam) só viam amor.

    Mais um dia, surge a notícia explicando tudo: o menino é filho adotivo, os pais fantasiaram “deboinhas” o filho e jamais fizeram essa associação a respeito de racismo. Vi mais uma pessoa reclamando de ativistas, me emputeci e falei, educadamente, que achava muito pior os racistas que os ativistas, dando o exemplo do meu amigo. A pessoa entrou imediatamente na defensiva, se sentiu irritada, disse que cada um cria os filhos como quer e que se ela adotar uma criança negra “vai ensinar a não ligar pros ofensores e pronto”.

    Minhas conclusões:

    – Os ativistas estão certos, mas a forma de fazer as coisas precisa melhorar. Isso serve pra qualquer um dos movimentos, não só o afro. No caso tratava-se de uma foto de família. Ninguém sabia o contexto. O racismo veio de fora, de alguns que viram, não da família. Então não era melhor abordar a família com mais educação e questionamento, ao invés de paus, pedras e tochas? E, principalmente, não era melhor tentar entender antes de tacar pedra? Esse papo de “a gente já foi agredido demais então tudo é motivo pra surtar com qualquer coisa, estamos hipersensíveis” não cola, não. É preciso ter mais responsabilidade, principalmente na web.

    – Isso de “o quanto você se deixa afetar” é algo que também precisa ser debatido em todos os movimentos. Na discussão do podcast deu pra ver aí o quanto é confuso quando se faz as perguntas: “E aí, devo deixar de fazer o que quero porque existe racismo? Quando devo? Quando isso me enfraquece, e quando me empodera?” Também parece ter uma grande zona cinzenta quando o assunto é “mas quando o racismo poderá ser considerado erradicado?”, porque parece haver uma tendência de ampliar indefinidamente os problemas.

    – Essas grandes questões não resolvidas dos movimentos sociais pra mim são, hoje, o que mais gera alimento pra reaças que gostam de sustentar preconceitos. Eles vivem disso, as falsas simetrias que sustentam se alimentam disso. Eu faço comigo mesma um exercício de resolver pra mim qualquer coisa que eu não concorde dentro do feminismo, por exemplo, pra que ao menos eu possa dar um ponto de vista. E principalmente pra sentir que sei exatamente o que defendo. Estou sentindo falta de ver mais disso. Ao contrário, vejo muita fórmula pronta e repetição de frase.


    *Pacote completo: esse meu amigo é racista, machista e homofóbico, ele tem ciência disso mas diz que “não consegue deixar de pensar dessa maneira”. É um singular, pra mim. Sempre converso com ele e ele dá razão ao que falo, mas insiste em sustentar o pensamento “antiquado” e preconceituoso. É sempre interessante quando resolvo conversar com ele, ele não fecha os ouvidos e pronto.

    • AMAY Patricia, que delícia de comentário bem mamileiro de raiz, expandindo a conversa. Muito, muito obrigada por colaborar. Bjs

      • Patrícia

        Oi Ju, obrigada! Realmente a intenção foi só contar o processo, já que dessa vez eu realmente “vi acontecendo” – na maior parte do tempo quando tem um rolo do tipo eu vou ler depois que tudo já passou.

        Mas estou respondendo aqui pra mostrar esse texto que vi hoje, e um parágrafo que me chamou a atenção em particular:

        “Pra variar, acredito que a verdade está no meio, o que me colca numa posição de desagradar aos radicais das duas pontas. Como existe bom senso na maioria moderada, sei que minha postura pode bem ecoar uma opinião generalizada. Infelizmente, são os ideólogos que se manifestam com mais veemência, tentando defender sua posição por confundir reflexão com ataque. Paciência.”

        O texto: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/isso-e-coisa-de-menina/

        Embora eu não concorde com ele que moderação seja sinônimo de acerto (acho que nem sempre é), não dá pra discordar quando ele fala que são os extremos que agridem quando confundem reflexão com ataque. Isso explica melhor o que eu quis dizer com “precisa melhorar a forma de fazer as coisas”. E ele fala muito bem do ponto de “negação da realidade” em que defensores radicais de ambas as partes chegam.

  • Rafael Passos

    Sobre aos pontos feitos sobre o termo “macaco” aos 20:16, gostaria de contrapô-los: primeiro que “macaco”, não é um termo que é só pregado de forma negativa, vide o famoso streamer Marco Gomez que é apelidado como tal. Segundo que gente famosa de pele branca que o rosto venha a lembrar o rosto de um macaco, é sim chamada de macaco, como visto em célebres programas humorísticos.

  • Shiroinu

    Não gosto de me referir às diferentes cores de pele como diferentes raças. Afinal, somos todos da mesma raça, e esse tipo de classificação me parece reforçar ainda mais o racismo. Que evidentemente, também me parece um termo bem inadequado pra nos referirmos a esse problema.
    Se toda vez que o problema for mencionado, sendo o próprio termo que o define segregador (dividindo os indivíduos em raças que não existem exceto na mente das pessoas), acredito que isso nunca vai acabar.
    Não sei se fui claro e sei que é uma questão muito conceitual. Mas acho que isso é relevante quando todo o problema parte de pre’conceitos. Mas acho muito feio e pesado falar de raças quando nos referimos a seres humanos, que não as tem.
    Pedro T.

  • Patrícia

    Apareceu hoje pra mim, melhor que o meu comentário anterior: https://www.youtube.com/watch?v=sGsPiesQ_ek

  • daniel araujo

    Sobre o efeito mola que a Juliana citou, olha só quem ja fez um ótimo video sobre:https://www.youtube.com/watch?v=BWXBcto1Rj8

    ótimo mamilos o dessa semana, ambas as discussões foram interessantes e saudáveis.

    • Saulo Dos Santos Soares

      Esse vídeo é um tapa na cara da sociedade. Os extremismos precisam ser combatidos. Tanto quem vê racismo em tudo e o tempo todo quanto quem é negacionista com o racismo.

    • Sensacional, vou indicar no Farol Aceso como complemento ao episódio.

  • Sergio Augusto Do Nascimento T

    Sobre a discussão do racismo, dessa vez eu acho q faltou um contra ponto melhor de quem acha q não foi racismo. Por mais q eu me esforce, não consigo ver problema algum na atitude q os pais tiveram. A intensão dos pais não foi ser racista e de fato eles não foram racistas, então se alguém se ofendeu, o problema é de quem se ofendeu. Como já foi abordado no Mamilos sobre liberdade de expressão, tudo sempre vai ofender alguém. Acho q enquanto os movimentos sociais (principalmente o movimento negro e o feminista) utilizarem esse modus operandi de segregar ao invés de incluir, de problematizar tudo ao invés de discutir sobre os problemas realmente graves, eles só vão conseguir criar mais ódio dos dois lados. Esses movimentos estão cada vez mais autoritários, querendo impor o q pode e o q não pode ser dito e feito, e se vc não concorda com eles, vc é racista, machista ou homofóbico. Muita vezes vc não pode nem questionar com educação, q eles já mandam aquela famosa resposta q resolve qualquer problema de discordância “Cala a boca q aqui vc não tem lugar de fala, quem define o q é opressão sou eu”. Me desculpa, mas não é assim q funciona uma democracia, isso é autoritarismo, na democracia as coisas são discutidas.
    A pessoa q tirou e publicou essa tal foto, e as outras q divulgaram, em nenhum momento foram criticadas por ter exposto a imagem da família, Em um momento do programa o Oga disse “agora esse garoto vai sofrer bullying na escola”, é talvez sofra, mas culpa não é dos pais -como foi sugerido- e sim da pessoa q publicou a foto e em nenhum momento pensou no garoto, só pensou em promover a “sua causa”
    Outra coisa, por mais q o movimento negro se esforce pra mudar o significado das palavras, elas continuam significando a mesma coisa, racismo é discriminação por raça e ponto. Sabe por q racismo inverso não existe? pq racismo não tem direção, discriminou por raça, é racismo. É claro q o racismo de um negro contra um branco não tem o mesmo peso do q o de um branco contra um negro, mas não deixa de ser racismo. Sabe qdo alguém diz “não vou comer naquele lanchonete dos chineses pq chinês é porco”, pois é, tb racismo.
    Resumindo, acho q essa problematização extremamente exagerada, só causa ódio e mais ódio. Vejo fanpages de movimentos sociais no facebook, e cara, é só ódio e segregação. É ódio de negro contra branco, de mulher contra homem, de mulher negra contra mulher branca, de quem tem a pele é mais escura e por tanto sobre mais do q o outro, parece uma disputa pra ver quem é mais oprimido. Não consigo entender a lógica de combater discriminação e ódio com mais ódio e discriminação.

    • Juliana Santos
    • Sergio entendo o teu ponto, e ao contrário do que você está falando, essa visão foi colocada no programa sim, pela Cris de Luca. Mas esse assunto, como muitos outros é sensível, e tem muitas pessoas em pontos extremos do espectro que tem absoluta certeza de quem tem TODA a razão. ninguém mais pode ter nenhum pontinho interessante, complementar, ninguém pode ter uma informação ou vivência que a pessoa já não considerou e mudaria tudo. Por isso é dificílimo falar de racismo. Quando a gente senta na mesa é pra explorar, é com a humildade de quem não acha que entendeu tudo, ou pela experiência ou pela razão. Tem muita coisa que foi falada no programa que complementa a tua visão. Não sobrepõe, mas complementa. E foi colocada de forma empática e respeitosa porque quem tem peças do quebra-cabeças que você nem eu temos. Entendi que o programa foi incômodo pra ti. Entendi o porque. Mas vale a pena voltar e escutar de novo, com a guarda baixada. não tem que concordar. Não tem que mudar. Mas dá pra escutar de outro jeito.
      Obrigada por estar conosco nessa jornada.
      Bjs

      • Sergio Augusto Do Nascimento T

        Obrigado pela resposta e pela atenção, Ju, acho muito legal essa atenção q vc da para ou ouvintes, essa é a segunda vez q eu comento no Mamilos, as duas vezes foi fazendo uma critica e nas duas vezes vc me respondeu. Acho q acabo passando uma má impressão, pois só comento pra criticar, mas é q é qdo vc discorda q bate a aquela vontade de falar, mas vou me policiar para fazer mais elogios tb, afinal motivos para isso é o q não faltam. Comecei a ouvir o Mamilos há alguns meses, por indicação de um amigo, e gostei tanto q ouvi todos os anteriores, desde o primeiro. Qdo chega sexta-feira a noite, eu fico atualizando meu aplicativo de podcast de 10 em 10 minutos para ver se novo episódio do Mamilos já foi postado.
        Como eu tenho uma posição politica uma pouco mais libertária, eu admito q me incomoda um pouco qdo a mesa fica tendendo mais para esquerda, principalmente qdo o assunto é movimentos sociais, q no meu ponto de vista são extremamente autoritarios. Tenho sérios problemas com pessoas q querem ditar regras, não consigo ver muita diferença entre autoritarismo dos movimentos sociais e o dos conservadores, os dois tem certeza absoluta q estão fazendo o correto para o bem de todos. Mas todo esse meu incomodo se torna muito pequeno diante das sensacionais reflexões e discussões q o Mamilos proporciona.

        Parabéns pelo trabalho, com certeza vcs são podcast q eu mais gosto de ouvir.
        Bjs

  • Anderson Marcel Escaranaro

    Para começar minha avó Índia chamava as pessoas de macaco-prego branco como xingamento. Mudando de assunto conversei com minha esposa negra sobre o assunto, ela me abriu os olhos de como naquele lar atitudes sem maldades por não ter experiência como negro. Ela harpista diz que sofreu muito por racismo, e ouviu muitos comentários sem maldade que feriram sim. O pai não deve ser punido mas deve entender que existe toda uma imagem negativo que ele tem que evitar.
    Sinceramente tenho medo sobre meu futuro filho sofra com racismo e quero que não tenha esse tipo de comportamento.

  • Luccas Forta Vassoler

    Engraçado como um tempo de reflexão, antes de exprimir uma opinião, é importante para mim e acredito que para muita gente também. É comum que eu leia algo, ou presencie uma certa situação, onde minha primeira impressão muda drasticamente com o tempo e após ouvir diferentes pontos.
    Explico: minha primeira reação ao ver a foto da família foi idêntica a da Chris e do Oga – “Puta que pariu, que cagada” – No entanto, logo depois, fui tomado de opinião semelhante a da Ju e da Cris, que é justamente a de pensar, “Será que não é isso que o mundo precisa? De um pouco de ingenuidade para quebrar esse ciclo de rotulação por questões ilógicas?”

    Fiquei com o último pensamento.

    Porém, durante essa semana eu percebi algo muito engraçado. A maioria branca defende o segundo ponto de vista e a maioria negra defende o primeiro com variações extremistas para os dois lados.

    Olha que interessante. Dois lados, defendendo a mesma coisa, que é o fim dessa divisão mas falando coisas completamente opostas.

    Minha opinião? As duas estão certas e as duas estão erradas. Discordo desse discurso de que por ser opressor, pelo fato de ter nascido branco e homem, tira a validade da minha luta contra um sistema que teoricamente me privilegia, (já que eu não tenho nenhum interesse em ter minhas conquistas diminuídas o tempo todo). Base que muitos que lutam pela igualdade utilizam para paradoxalmente permanecer com a titularidade daquela luta. Ao mesmo tempo que entendo que eu nunca vou saber o que é ser negro ou mulher e isso me tira pelo menos o fator experiência do meu julgamento. Então é muito engraçado quando vejo qualquer um dos lados tentando sobrepor o outro com suas ideias ao invés de adotar uma postura de complementação.

    Enfim, quem leu tudo isso achando que eu ia chegar numa conclusão perdeu tempo. É apenas algo que eu achei pertinente e posto em palavras.

    Belo podcast, até a próxima.

  • Wellington Rodrigues

    Oi. Ouço vocês no deezer e queria que os podcasts lá fossem atualizados com mais frequência.
    Fui.

  • Rubisco

    Em pesquisas minhas, achei que na época da escravidão os negros eram classificados como seres mais próximos dos macacos, artifício utilizado desumanizá-los, diferenciando-os de seus algozes e ajudando a justificar a escravidão e toda essa merda. Com base nessa informação, tentar reapropriar esse termo “macaco” é meio tenso, porque toda a história que envolve esse adjetivo está ligada a afirmação que negros não tinham alma, eram coisas, moeda de troca, e tudo isso é muito pesado, assim como um judeu usar pijamas listrados para atribuir outro significado ou simbolo para esta vestimenta.
    Reapropriar a palavra “vadia” é mais fácil por se tratar de ser um xingamento voltado a ações da mulher que são taxadas como imoral. Claro que a ideia por trás dessa palavra remete a rebaixar a mulher, a transformá-la em algo menor, distante do autor do xingamento, o que por sua vez pode desencadear a violência. Isso também é pesado, mas as mulheres consideradas “vadias” não foram aprisionadas a uma vida de trabalho compulsório, humilhações, humanidade e maternidade removida e estupros frequentes por parte de seus donos.
    Vou deixar um texto que achei legal, que apesar de não ser sobre o tema e de vocês já terem lido. É bem didático em relação a estrutura da escravidão do Brasil e em outros lugares e épocas. Também um canal de um ativista do movimento negro, ele tem opiniões bem fortes às vezes, mas é legal ouvir diversas vertentes de um tema.
    http://xadrezverbal.com/2014/02/28/escravos-africanos-e-o-trafico-atlantico-historia-politicamente-incorreta/

    https://www.youtube.com/user/smiletone

    Pergunta: O Holocausto foi terrível, e não quero medir tragédias e desqualificá-las, desculpa se parecer que to fazendo isso, mas vejo mais mídias cobrindo esse fato histórico do que o considerado o maior genocídio da história, o de povos americanos, vulgo indígenas, e até mesmo da escravidão africana? Segundo meu livro de história do ensino médio, cerca de 12 milhões de africanos foram desalojados de suas terras e 15 milhões de índios morreram na época de colonização da América, além de todas as ramificações desse atos, contra 6 milhões de judeus.

    Melhor comentário sobre O regresso ser programa da net geo. Pra mim esse filme é tipo poema parnasiano. Indico (com minha credencial de merda) O velho e o mar que trata muito bem o tema de perseverança e superação humana, muito mais crível e empático, apesar de galera subestimar a obra, e para filme bonito com conteúdo, vê A árvore da vida, você pensa que vai ser chato e menino Terrence Malick com Emmanuel Lubezki (google pra esse nome) sambam na sua cara.

  • Surfista Aluminado

    Eu gosto do mamilos porque só tem participante parrudo, no sentido de cheios de conhecimento… quando eu penso que a discussão se encerrou outro participante vem e mete um argumento melhor, em seguida outro coloca outro contra argumento ainda melhor que o anterior. Vocês meninas estão de parabéns…

  • Marcos Vinicius Moreira

    #ETBilufeelings no Mamilos. Sempre!

  • Alessandra Catarina

    ai, gnt. Precisei parar pra comentar! (Primeiro, deixa eu me apresentar, né? hehehe) Ouço o mamilos já há algum tempo e sou apaixonada por vcs, meninas! Adooooooooro o formato do programa, a forma inteligente como vcs abordam as coisas e eu carrego comigo um monte de coisas pelas quais eu poderia ser etiquetada, não dou a mínima pra nenhuma delas e me sinto respeitada em tudo o que vcs abordam. Sou cristã protestante, sou negra e sou pobre! hehehe
    Certo, PRECISOOOOO dar minha opinião sobre o episódio da fantasia de Abbu da criancinha negra. Gente, eu entendo toda a questão de que a sociedade interpreta isso de uma maneira ruim e tudo o mais e sentaram o dedo no pai por “não se tocar” do que “””””estava fazendo com o filho””””. A vida inteira eu fui ensinada pela minha mãe que “a gente é preto, pobre, mas a gente é limpinho, a gente é inteligente, a gente é esforçado”. Apesar de eu não considerar diferenças raciais, agradeço a minha mãe pelo ensino que ela me deu, pq isso me fez crescer não com uma visão de que sou menor, mas que apesar de ser negra, eu sou HUMANA. E não acho que o pai tenha cometido erro algum. Pq VIVER, EXISTIR, exigirá do filho dele ter a consciência de que ele não é menor. Pq se despir de uma roupa de macaco é fácil, mas pra se despir da pele dele, como que faz??? Babacas são as pessoas que apontaram o casal e fizeram da vida deles um inferno. O filho dele saberá reconhecer o que é racismo, e certamente não virá de quem o ama, lhe dá comida e carinho. Eu sou negra e sairia com filhos negros vestidos do que quisesse vestir. E quem quiser achar merda, vai se ferrar!!!! Eu, com 3 anos de idade, deixei de ter amiguinhos na escola pra brincar, pq os desgraçados dos pais deles falavam pra eles não brincarem com a ‘pretinha’ da escola, diziam pra eles se afastarem de mim. Tá ótimo! To viva, linda e maravilhosa! Essa criança e todas as outras sempre poderão fugir de esteriótipos, mas nunca poderão fugir da própria pele, então fomentar isso é bobeira!!! Negro sofre bullyng por existir, não por usar fantasia de macaco.

  • Fernando de Laurentiis

    Nossa, esse Douglas é muito mimizento… pelamor… chora menos!

  • Vinicius Alceu Silva Cunha

    Boa tarde mamileiros e mamileiras,

    Um dia conversei com um amigo que me relatou essa experiencia que descrevo abaixo, que justifica como é difícil o enfrentamento do racismo quando criança.
    “Sempre fui um dos engraçadinho da turma, com isso zoava bastante meu colegas e também era muito zoado por eles.
    Minha família (praticamente toda negra)sempre foi muito divertida, e em algumas brincadeiras familiares, falavam “macaquinho”, “macaco”, para mim quando criança parecia tão simples, tão comum e inocente essa comparação.
    Um dia um amigo de escola, em uma dessas “brincadeiras” de fazer piada um da cara do outro, ele se irritou e me chamou de macaco.
    Isso fez o meu coração dispara, a brincadeira acabou na hora, e fui para casa pensando naquilo – “ele me chamou de macaco”- .
    Por que aquilo me atingiu tanto? Já ouvi varias brincadeiras dessas com familiares e nunca me senti ofendido. Ninguém me disse quando um amiguinho “zoar” sua cor fique chateado. Não! Aquilo explodiu de um jeito dentro de mim que eu não esperava. Uma mistura de raiva, medo e fiquei indignado com aquilo, porém já não para mim esta acostumado com essa “brincadeira”.”
    Resumindo.
    Ele tentou me explicar que quando existi uma intenção real de ofender (isso que ele sentiu quando o coleguinha destilou a venosa piada sem graça) a brincadeira se torna um momento horrível para criança. Aquilo refletiu até a sua adolescência e inicio da fase adulta, tinha medo de fazer piadas temendo ouvir a mesma resposta de anos atrás.
    Podemos ignorar e fingir que não é ofensivo, na esperança de um dia os ofensores não vejam mais como ofensa, e dizer para os outros ” ah ta! Isso é o que você pensa, vou te ignorar”. Mas como? Como ter um psicológico, uma auto estima tão rochosa não se quebra com um ato racista? Como?
    O Brasil ignorou por tanto tempo o racismo, e não foi isso que diminuiu este lastima social, pelo contrario se tornou um racismo maquiado, velado,perigoso e o pior inconsciente.

    Obrigado pelo programa, obrigado pelo debate.
    Assinado um novo Mamileiro de Carterinha

  • Sergio Prando

    Uma coisa interessante em toda esta discussão, toda hora não só aqui no mamilos todo mundo fala “o pai isso”, “o pai aquilo”, “o pai deveria” ok ele teve a ideia, ele que incentivou e tal, ele é homem cis genero, hetero e branco, mas e a mãe mulher, hetero cisgenero e parda(sério eu sempre achei que pardo era pejorativo e mulato o termo correto).

    Não vi em lugar algum o povo falando “os pais deveriam” a responsabilidade do rojão ficou todo com o pai, a mãe como parda não falou nada, não reparou em nada, ela no “seu lugar de fala” não deveria ser a principal responsável pois ela como o filho faz parte de uma etina que sofre preconceitos?

    Outra coisa interessante é toda a problematização em uma aparente inocente brincadeira de fantasias, agora os ativistas que esporam uma criança e uma família vexatória, ai tudo bem ai faz parte da luta, é o mal necessário e afins?

    Aos 22:20 melhor comentário da de Luca e o complemento da Cris…

  • André C Deus

    Acho que faltou uma abordagem que faço com meus filhos para evitar bullying:

    Pergunto sempre para meus filhos:
    – Filho se ele te xingou pense:
    1- É verdade? Se sim não é xingo, se não é verdade, então não se importe.

    Reforçar sempre que somos iguais, e nada que digam pode te fazer mudar de idéia, porque é mentira.

  • Rosania Soares

    Sabe, quando o assunto é racismo às vezes me sinto zonza. Minha família e eu decidimos adotar um cachorro. Daí, fui com meus filhos escolher. Havia 3 branquinhos e um todo preto. Meu filho de 5 anos correu e disse que queria o preto. Ok. “Mamãe o nome dele vai ser Finn, por isso eu escolhi ele porque parece com o Finn.” WHAT??? Tentei fazê-lo desistir do nome e explicar que ele não deveria associar a cor da pele de uma pessoa a de um animal, mas ele insistia dizendo que era o personagem preferido dele no novo filme. Agora fico pensando se as pessoas negras se sentem ou não ofendidas quando passeamos na rua com nosso filhote e o chamamos de Finn. Percebo que algumas pessoas fazem cara feia. Pode parecer besteira, mas são pequenos dilemas que nós mães sofremos na educação de nossos filhos…