WhatsApp

SxSW conhece o fenômeno do WhatsApp no Brasil e seu potencial para marcas

Como pequenos comerciantes, profissionais autônomos e até órgãos oficiais estão usando o aplicativo para negócios e comunicação

13.mar.2016
SxSW 2016

Se você nunca veio ao evento em Austin, deveria pensar nessa hipótese. Um lugar surpreendente, onde pessoas se sobressaem a marcas; onde música, cinema e digital se confundem num mesmo mundo, com todas as suas tribos tão distintamente representadas; e onde sol e chuva chegam sem pedir licença e fazem cada um seu espetáculo à parte de luzes e contrastes.

Foi nesse clima absolutamente democrático e genuíno que, num auditório para quase mil pessoas, assisti neste sábado a palestra da estrategista de produto Fernanda Saboia, uma brasileira que trouxe números, comportamentos e tendências digitais relativos ao uso do WhatsApp no Brasil, mas que chamaram a atenção dos presentes das mais variadas nacionalidades pelo potencial que podem representar para marcas em outras partes do mundo.

No foco principal da apresentação, as diferentes formas como empreendedores, pequenos comerciantes, profissionais autônomos e até órgãos oficiais estão fazendo uso do popular aplicativo de bate-papo para vender produtos, entrar em contato com clientes, e oferecer suporte e informação. Tudo isso a partir de grupos de mensagem e do uso disseminado que a ferramenta tem no Brasil.

Não à toa, é justamente um grupo de WhatsApp, com mais de 200 integrantes, que serve como principal hub de troca de dicas sobre o SxSW entre os brasileiros presentes no evento.

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Apesar de absolutamente popular entre brasileiros, o WhatsApp ainda é relativamente adormecido para as grandes marcas

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“Esse comportamento vai muito além do WhatsApp, ele mostra o futuro do marketing digital através do envio de mensagem de texto”, salientou Fernanda, indicando que a lição sobre as práticas apresentadas não deve se focar na ferramenta, mas nos hábitos, na cultura digital — ou seja, no usuário.

E assim Fernanda seguiu discursando sobre essa tendência e, com números e cases, trouxe para a mesa dos profissionais presentes um novo leque de possibilidades a partir de um player que, apesar de absolutamente popular entre brasileiros, ainda é relativamente adormecido para as grandes marcas.

Ela tem todas as repostas? Não, e nem era para ter. Mas a brasileira focou no comportamento do usuário e em como de alguma forma as marcas podem e devem ficar atentas a isso — não difícil imaginar que vários executivos voltarão para casa com mais um dever de casa para fazer.

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