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“Millennials não existem, estúpido”

A classificação por gerações é algo pouco científico e condescendente

20.mar.2016

Foi com essa premissa do título (exceto pela parte do ‘estúpido’) que Adam Conover chegou para palestrar na conferência Deep Shift. Organizada pelo canal americano Turner, a conferência tinha como objetivo reunir executivos do canal para entender como eles podem vender mais para os millennials. Adam, no entanto, teve outra ideia: ele quis mostrar que millennials não existem.

Para provar seu ponto, Adam, que apresenta uma série de TV que faz bastante sucesso com os millennials chamada “Adam Ruins Everything”, mostrou como a classificação por gerações é algo estúpido, condescendente e pouco científico. No vídeo acima, que tem a apresentação completa de Adam, ele também mostra que todas as gerações têm alguma forma de condescendência com a próxima, e provavelmente não vai parar aqui.



Então millennials não existem, certo? Bom, nem tanto. Quem está no mundo da publicidade sabe que eventualmente será necessário reunir um grupo de pessoas e dar a eles um nome para chamar de público-alvo de uma campanha. E convencionou-se em chamar o grupo de pessoas nascidas entre os anos de 1980 e 2000 de “millennials”, ponto. O que Adam quis desconstruir são os esterótipos que foram atrelados a esse grupo: de que são preguiçosos, só pensam em si mesmos, não trabalham nada e são dependentes dos pais. Esterótipos esses que não são muito diferentes dos atribuídos às gerações passadas.

Dito isso, Adam não é um especialista na área. Aos que não notaram o começo do vídeo, ele fez um disclaimer bem claro: “eu sou um comediante”. Por isso, Adam diz que não é qualificado para falar como um expert, então no lugar de apresentar pontos bem embasados e pesquisados, decidiu apenas mostrar evidências anedóticas suportadas por factoides que provam seu ponto de vista, que é de que os millennials, na forma dos seus esterótipos, não existem.

Eu concordo com ele. Você não?

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