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Para a mídia, “Game of Thrones” é maior que Oscar e Super Bowl

Conteúdo sobre a série atinge milhões de usuários e por muito tempo

3 dias atrás

O fenômeno “Game of Thrones”merece mesmo esse adjetivo. Se na sua timeline o termo “GOT” apareceu a exaustão nesse fim de semana, tenha certeza de que para um enorme número de pessoas a sensação foi a mesma: todo mundo fala de “Game of Thrones”.

Isso reflete em como a mídia trata a série e o quanto ela pauta os mais diversos veículos, sempre de forma quase imediata, com ou sem spoilers. Não importa. Novamente: todo mundo fala de “Game of Thrones”.

Como mostra artigo do Recode, se a série é o maior sucesso da história da HBO, ela não é menos importante para a indústria do entretenimento. Por isso mesmo, seu alcance torna-se ainda maior quando analisamos todos os meios pelos quais “GoT” se propaga.



Em termos de audiência, a série não entra nem no Top 10 de programas mais vistos. Segundo a Nielsen Media Research foram 10,6 milhões de espectadores por semana na 6ª temporada. A título de comparação, o Super Bowl alcança mais de 110 milhões de pessoas em uma única noite.

Matérias que comentam o episódio pouco tempo depois que ele acaba são o conteúdo mais acessado

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Mas os espectadores de “GOT” não ficam apenas com o episódio da TV. Eles consomem artigos, podcasts, vlogs… Comentam a série no Twitter, no Facebook, postam uma foto de “aquecimento” no Instagram domingo a tarde.

Assim, as chances de você publicar um conteúdo sobre Game of Thrones e alguém ler são imensas. E a lógica nos diz que quanto mais conteúdo sobre a série, para um meio de comunicação, melhor.

E por que “GOT” é maior que o Oscar ou o Super Bowl quanto a produção de conteúdo? Porque se estende por mais tempo. Mesmo após o término de cada episódio, a repercussão continua, possibilitando a infinita exploração de material.

Conteúdo mais procurado

Só o trailer da 7ª temporada, lançado pela HBO em maio, alcançou mais de 100 milhões de visualizações no total. Incrível também é o aumento da procura por podcasts gravados na época em que a 1ª e a 2ª temporadas estavam no ar.

Mas o tipo de conteúdo sobre “Game of Thrones” com melhor resultado trata-se de matérias comentando o episódio pouco tempo depois que ele acaba. Não à toa, quase todos os meios de comunicação deixam um editor de plantão para preparar o material quase que ao vivo. A jornalista Joanna Robinson, da Vanity Fair, por exemplo, afirma que, em média, sobe um post sobre o último episódio de “GOT” até 20 minutos depois do fim do episódio.

Análises mais profundas são feitas depois, com mais tempo para quem escreve e com tamanha procura do público também.

Enquanto veículos de tamanho do The New York Times já preparam uma cobertura semanal para a série, a pergunta da maioria é o que acontecerá quando “Game of Thrones” chegar ao fim.

Sem nenhum programa, até agora, que desponte como sucessor de “GoT”, há veículos que já aguardam por spinoffs para garantirem acessos aos seus conteúdos.

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