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O futuro dos animatrônicos está neste robô fotorrealista de Abraham Lincoln

O futuro dos animatrônicos está neste robô fotorrealista de Abraham Lincoln

Se cuida, Daniel Day-Lewis!

por Pedro Strazza

Com o desenvolvimento e o debate sobre o uso da inteligência artificial dominando o noticiário de tecnologia (o que inclui modelo digital do Obama e até treta entre Mark Zuckerberg e Elon Musk no tema), é de se sentir um pouco de pena dos robôs animatrônicos, que até outro dia eram o futuro em seu primor e hoje estão restritos aos parques de diversão – seja os do mundo real ou das séries de TV, como bem lembra “Westworld”. Mas isso não quer dizer que eles estejam acabados.

Empresa responsável por desenvolver milhares de animatrônicos e que recentemente assumiu a produção deste departamento em todos os parques da Disney, a Garner Holt Productions apresentou ao público em tempos recentes um robô fotorrealista do presidente norte-americano Abraham Lincoln. Com quarenta pontos de movimento na face, o protótipo usa de um novo tipo de máscara de silicone que o permite replicar rugas e tiques complexos de sua falecida contraparte real. O vídeo acima mostra algumas das capacidades e expressões (algumas bem engraçadas) do robô.

Os animatrônicos atuais são capazes de se mover na velocidade de 32 quadros por segundo, este Lincoln pode chegar à 1000 qps

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Anunciado durante a última D23 Expo, realizada em julho em Anaheim, o animatrônico é no momento apenas uma demonstração, mas segundo o fundador da empresa Garner Holt ele é o modelo humano mais avançado e realista dessa tecnologia até o momento, podendo inclusive “improvisar” na hora de se manifestar facialmente. Se a imensa maioria dos animatrônicos do tipo são capazes de se mover na velocidade de 32 quadros por segundo, este Lincoln pode chegar à 1000 quadros por segundo, uma inovação que por mais que não seja capaz de torná-lo indistinguível de humanos (como o vídeo bem demonstra, ele ainda é razoavelmente lento na execução das expressões) o faz se destacar do resto.

De acordo com Holt, o desenvolvimento do animatrônico foi possível graças aos projetos que a Garner Holt Productions tem com a marinha estadunidense, que precisava de robôs realísticos para treinar tropas no Infantry Immersion Trainer em Camp Pendleton. “Nós criamos uma série de civis animatrônicos para encher o ambiente de treino imersivo, e alguns foram designados como combatentes hostis. Uma maneira efetiva de ilustrar as intenções roteirizadas dos personagens ou se eles são amigos ou hostis é pela mudança da expressão facial” o fundador explica em um post em seu blog.

Os planos da empresa com o Lincoln animatrônico é de integrá-lo a uma série composta de figuras históricas icônicas intitulada “The Living Faces of History” (algo como “As Faces vivas da História” em português), que será oferecida a diversos clientes e parques no futuro. No momento, porém, o público só pode admirar – ou se assustar – com o grande avanço feito neste campo com o ilustre presidente.

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