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Pesquisa mostra que mercado global de smartphones vive sua pior fase

Pesquisa mostra que mercado global de smartphones vive sua pior fase

Consumidor tem se preocupado menos em comprar os últimos lançamentos, mesmo com todas as últimas inovações criadas pelas fabricantes

por Matheus Fiore

Uma pesquisa da IDC mostra que, apesar das recentes inovações trazidas pelas últimas gerações de iPhones, Google Pixel e demais celulares, o mercado global de smartphones nunca esteve tão mal.

Se comparado com o ano anterior, 2018 apresentou uma queda de 4.1% nos envios de smartphones. “Globalmente, o mercado de smartphones está uma bagunça no momento”, afirmou o analista da IDC, Ryan Reith. “Apesar do crescimento de mercados como Índia, Indonésia, Coréia e Vietnã, o resto do mundo não viu uma atividade positiva em 2018”.

Para a IDC, a queda na importação de celulares acontece porque as pessoas não têm mais o desejo de comprar os últimos modelos, como era até alguns anos atrás. Isso acontece tanto por haver satisfação com os modelos atuais, como também pelo fato do alto crescimento dos preços, que vão na contramão da crise econômica que muitos países vivem.

Outro fator que pode ter influenciado, de acordo com o Mashable, é a instabilidade econômica de países chave como a China, que representa 30% do consumo mundial de smartphones. Apesar de empresas como a Xiaomi terem crescido e se tornado algumas das principais fabricantes do mercado, o país tem vendido cada vez menos aparelhos. De acordo com a pesquisa, em 2018 houve uma queda de 10% no consumo de celulares no país.

A Canalys, outro instituto de pesquisa, também analisou os dados e mostrou que eles indicam essa queda, mas de 4,6%. Para Ben Stanton, analista da Canalys, o mercado de smartphones já alcançou seu pico e está, agora, em declínio.

A aposta das gigantes do mercado, como Apple e Samsung  é investir em inovações: Celulares sem botões com telas que consomem toda a parte frontal, telas dobráveis, câmeras de nível profissional… O problema é que, pelo que as pesquisas mostram, nem mesmo essas inovações parecem estar sendo suficientemente atrativas para que os consumidores mantenham o hábito de trocar constantemente de celular.

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