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Novo estudo mostra as vantagens de acessar menos o Facebook

Novo estudo mostra as vantagens de acessar menos o Facebook

Pesquisa mostra que diminuir o uso da plataforma deixa o indivíduo menos polarizado politicamente e mais satisfeito com a vida

por Soraia Alves

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Nova York, publicado no Social Science Research Network, e tido como o mais abrangente feito sobre o tema até hoje, mostra que deixar de acessar o Facebook pode trazer mais vantagens que desvantagens ao indivíduo.

De cara, os benefícios destacados pelos pesquisadores são:

  • Mais tempo presencial com a família e os amigos;
  • Menos conhecimento político, mas também menos visão partidária;
  • Humor um pouco melhor;
  • Maior satisfação com a vida.

Para quem deseja aproveitar essas vantagens, mas não quer ser tão radical a ponto de desativar de vez a rede social, o estudo destaca que apenas diminuir a atividade diária no Facebook já dá resultados.

Os pesquisadores recrutaram os participantes a partir de anúncios no próprio Facebook. Quase 3 mil usuários se mostraram interessados em participar e preencheram questionários extensos sobre suas rotinas diárias, opiniões políticas e estado de espírito em geral.

Metade dos usuários foram aleatoriamente designados para desativar totalmente suas contas do Facebook por um mês, em troca de pagamento, e a maioria topou ficar sem a rede social pelo valor de US$ 100,00. Entre o restante dos participantes, parte podia acessar a rede por uma hora e outra parte por duas horas.

Durante o mês de abstinência, a equipe verificava regularmente as contas do Facebook dos sujeitos para garantir que eles realmente não estavam usado a plataforma. Quando o mês acabou, os voluntários preencheram novamente extensos questionários para avaliar mudanças em seu estado mental, consciência política e referência partidária, bem como o fluxo de suas atividades diárias, online e offline.

Os resultados apontaram, por exemplo, que sem o Facebook as pessoas diminuíram o consumo de informações sobre política. Mas, o nível de polarização partidária dos participantes também diminuiu em até 10%, revelando como as notícias consumidas na plataforma acabam sendo tendenciosas ou, por conta dos algoritmos, apenas “de um lado da história”.

A pesquisa ainda destaca que, embora exista muitas discussões sobre a influência das redes sociais no psicológico dos usuários, usar menos o Facebook melhor bem pouco o humor dos participantes. Isso ameniza a ideia de que o uso habitual das mídias sociais aumenta o sofrimento psicológico.

Mesmo que 4 em cada 10 usuários do Facebook digam que já fizaram longas pausas na plataforma, ela continua crescendo, e hoje soma mais de 2,3 bilhões em todo o mundo.

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