Amazon e Facebook aparecem de novo na lista dos ambientes de trabalho mais perigosos

Empresas já responderam oficialmente à lista, mas em tons bem diferentes

por Matheus Fiore

O National Council for Occupational Safety and Health (algo como Conselho Nacional de Segurança Ocupacional e Saúde) divulgou sua lista anual das doze empresas com os piores ambientes de trabalho dos Estados Unidos, e pelo segundo ano consecutivo a Amazon aparece no topo, além do Facebook também figurar nas primeiras posições.

Não é novidade que empresas como as citadas possuem problemas internos, tanto de relacionamentos, devido à pressão de lidar com empregos em companhias tão grandes, até os riscos físicos trazidos por alguns trabalhos específicos.

Esta semana, David-Jamel Williams, um antigo funcionário da Amazon, disse que já testemunhou trabalhadores de armazéns da empresa trabalhando à exaustão, e afirmou que aqueles que tentaram se manifestar ou levar ao público a realidade de suas condições, foram pressionados para ficar em silêncio. A maioria das empresas que entraram nessa seleta lista possuem histórico de trabalhadores feridos, agressões, assédio e até mesmo fatalidades de trabalhadores durante o horário de trabalho.

Ao ser abordado pelo Gizmodo para falar sobre a lista, o Facebook por meio de um porta-voz da empresa disse que a gigante da internet está comprometida em trabalhar com seus parceiros para melhorar as condições de trabalho de seus funcionários e garantir suporte e bem-estar para todos. “Nós também estamos trabalhando em soluções técnicas para limitar a exposição de nossos funcionários a conteúdo gráfico o máximo possível. É uma questão importante, e estamos comprometidos a fazer isso direito”. No caso do Facebook, as críticas se devem à exposição dos funcionários que trabalham revisando conteúdo, e acabam tendo que lidar com todo tipo de imagens que violam as diretrizes da rede social, como pornografia e violência.

A Amazon também se pronunciou e se defendeu afirmando que o órgão responsável pela lista não é um grupo do governo, nem trabalham como reguladores e muito menos possuem um entendimento pleno de como funcionam os ambientes de trabalho da empresa. “Apesar de qualquer incidente ser algo muito sério, nós sempre aprendemos e melhoramos nossos programas de trabalho para previnir futuros incidentes”. A empresa encerra convidando as pessoas a visitarem as instalações da companhia, sugerindo inclusive que levem crianças acima de seis anos, para que possam ver o quão seguro é o lugar.

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