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Estudo mostra que imigrantes são bons para a economia

45% das 500 maiores empresas dos Estados Unidos foram fundadas por imigrantes e seus filhos

por Matheus Fiore

Seja na longa crise na fronteira entre México e Estados Unidos ou no conflito gerado pelas guerras do Oriente Médio, o fato é que a questão dos imigrantes nunca teve tanto destaque no noticiário quanto possui hoje. Em muitos dos países para os quais esses imigrantes tentam ir, porém, parte da população se posiciona contra a chegada dos visitantes.

Agora, um importante estudo foi publicado e revela dados interessantes sobre a discussão quanto à participação dos imigrantes na economia de um país. De acordo com o New American Economy, imigrantes e seus filhos fundaram 45% das empresas da Fortune 500 (grupo com as 500 maiores companhias da América), gerando um total de U$ 6,1 trilhões anuais em 2018.

Ao todo, as empresas da Fortune 500 fundadas por imigrantes empregam mais de 13 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e 11% a mais do que a média das empresas listadas na Fortune 500 que não foram fundadas por imigrantes. As estatísticas vão além das grandes empresas: em torno de 3,2 milhões de imigrantes possuem negócios próprios, incluindo empresas de portes pequeno e médio. De acordo com o estudo, esses empreendedores e empresários exercem uma função crucial no crescimento econômico dos Estados Unidos.

Vale lembrar que, desde muito antes de pesquisas como a da New American Economy serem publicadas, a relação da América com imigrantes já era forte. Os Estados Unidos, assim como o Brasil, são um país fundado essencialmente por imigrantes – o que torna bastante peculiar o fato de os cidadãos com ascendência imigrante criticarem a vinda de novos imigrantes para suas terras.

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