Facebook está ensinando computadores a conversar

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Facebook está ensinando computadores a conversar

Novo sistema tentará soar mais humano ao conversar com usuários; ideia é utilizá-lo como assistente pessoal

por Matheus Fiore

Programas, aplicativos e sites que nos permitem conversar com “computadores” se tornaram algo popular na atual década. Quem não lembra, por exemplo, do famoso Robô Ed, que tinha resposta para quase tudo que a ele perguntávamos? Ferramentas como o Robô Ed, porém, sempre encontram um limite que acaba deixando claro que o serviço é mais robótico do que humano.

O Facebook tentou, há alguns anos, por meio de seu projeto M, desenvolver seu próprio serviço que interagia com pessoas de forma autônoma. O M foi um projeto até audacioso, já que visava atuar até mesmo em compras, entregas, reservas e planejamento de viagens. Apesar disso, o M foi testado com um grupo de 2.500 pessoas e acabou não atingindo o resultado almejado.

Agora, o próprio Facebook está trabalhando em um novo estágio para o desenvolvimento de um bot capaz de conversar com humanos. O grupo de pesquisa em Inteligência Artificial do Facebook está, há no mínimo três anos, trabalhando em uma pesquisa de diálogos orientados. como noticiou o Fast Company.

Em vez de focar na mecânica de tarefas específicas, o Facebook está dando um passo atrás para desenvolver soluções para um problema mais complexo, que é ensinar sistemas virtuais a se comportar como pessoas. Se bots de conversas puderem entender e comunicar melhor com humanos, eles podem se tornar melhores assistentes pessoais e ajudar as pessoas em tarefas como fazer check-in antes de viagens ou reservar mesas para um jantar.

O Facebook vem investindo alto na pesquisa, contratando alguns dos maiores especialistas em “linguagem natural” para inteligências artificiais. A empresa também mantém os resultados de suas pesquisas disponíveis universalmente, postando tudo no Parl, o que permite que outras empresas também possam seguir seus passos e desenvolver suas próprias tecnologias.

Vale lembrar que a empresa de Mark Zuckerberg detém o maior aplicativo de mensagens do mundo, o WhatsApp, e também a plataforma de conversas agregada do Facebook, o Messenger. Ambos possuem um incontável banco de dados de interação humana, que pode ser utilizado para machine learning. Zuckerberg já afirmou, inclusive, que está implementando uma nova visão para sua companhia, acreditando que conversas privadas são o futuro da comunicação online.