Amazon vai investir em inteligência artificial para aprimorar Alexa

O objetivo é tornar sua assistente virtual mais humana

por Matheus Fiore

A Amazon está usando modelos de redes neurais e linguagem naturalizada para melhorar a comunicação da Alexa. A novidade vem após a empresa anunciar uma série de melhorias para sua assistente doméstica.

Nos últimos dias, a Amazon confirmou que a Alexa será capaz de, com auxílio do Amazon Echo, poderá até mesmo identificar objetos que os usuários segurem de frente para o sensor. Outra novidade foi a integração da Alexa aos próximos lançamentos da General Motors, permitindo que a assistente ofereça não só os serviços de comandos de voz típicos, como também recomendações e orientações direcionais para motoristas.

Para começar o novo projeto, a Amazon pretende utilizar redes neurais para fazer a voz da Alexa soar mais humana, principalmente durante leitura e tradução de textos. Rohit Prasad, que chefia o departamento de aprendizado autônomo e inteligência artificial da Alexa, contou para o Fast Company que a tecnologia permite que a Amazon poderá ter uma abordagem totalmente diferente na geração de falas da assistente virtual.

Com o estabelecimento dos assistentes virtuais nos lares americanos (uma pesquisa aponta que, em 2018, 32% do público consumidor do país já possuía um modelo em seu lar), é natural que o próximo passo seja o aperfeiçoamento. A Amazon parece estar investindo para deixar concorrentes como o Google Home para trás e se estabelecer como principal nome do mercado. Há, porém, quem acredite que a possibilidade de assistentes virtuais se tornarem mais humanos possa prejudicar a experiência, já que poderia causar um estranhamento com os usuários.

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