Disney foi responsável por 40% da bilheteria dos cinemas dos EUA nos primeiros 9 meses de 2019

E ainda há "Malévola: Dona do Mal", "Frozen 2" e "Star Wars: A Ascensão Skywalker" para sair...

por Pedro Strazza

É evidente que o domínio da Disney nas bilheterias ao redor do mundo este ano não passou batido por ninguém, mas depois de fazer feitos “pequenos” como obter a maior arrecadação da história para um filme, dominar o verão estadunidense e bater o próprio recorde de faturamento anual para um único estúdio, a companhia de Mickey Mouse enfim começa a mirar o objetivo final de qualquer conglomerado: obter a maior fatia possível do mercado no ano – e ela já está próxima disso nos Estados Unidos.

Enquanto os analistas de mercado já esperam que a bilheteria do país feche 2019 em queda, as últimas informações indicam que a Disney já ultrapassou por lá a marca dos 2,7 bilhões de dólares arrecadados e, graças à performance extra da recém-adquirida 21st Century Fox, é responsável por 40% do grosso de ingressos vendidos nas redes de cinema dos EUA – isoladas, as produções da companhia obtiveram “apenas” 33,4% da bilheteria. Os dados vem da Comscore, que ainda revela que o concorrente mais forte do estúdio responsável por “Vingadores: Ultimato” e “O Rei Leão” no momento é a Universal Pictures, que graças a “Hobbs e Shaw” obteve 15,09% dos ingressos vendidos este ano.

Os números são especialmente assombrosos se considerar que a trajetória arrasa-quarteirão da Disney ainda não acabou. Além de faltar ainda 3 meses para encerrar o ano, o estúdio está para lançar outras três grandes produções nos cinemas (“Malévola: Dona do Mal”, “Frozen 2” e “Star Wars: A Ascensão Skywalker”) junto de todos os outros projetos da Fox que miram a campanha para o Oscar e devem gerar boa atenção do circuito.

A “boa” notícia é que agora se espera que esta fatia gigante da Disney reduza de tamanho nesta reta final. À CNBC, o analista de mídia sênior da Comscore Paul Dergarabedian afirma que a entidade acredita que o estúdio deva terminar o ano com algo em torno de 30% do total de ingressos vendidos em 2019 – o que ainda é muito se considerar que no ano passado a companhia fechou dezembro de posse de 26,3% da bilheteria norte-americana.

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