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Pesquisa mostra que maioria dos consumidores abandonaria marcas que usam seus dados de forma invasiva

Mais de 75% dos consumidores não estão confortáveis com a coleta de dados via microfone ou assistente de voz

por Soraia Alves

Um novo estudo global da Accenture Interactive mostra que a maioria dos consumidores não compraria de marcas se o uso de dados se tornasse invasivo.

Mais de 8 mil consumidores do mundo todo foram entrevistados, e a pesquisa concluiu que aproximadamente 73% dos consumidores estão dispostos a compartilhar informações pessoais se as marcas forem transparentes em relação ao uso que farão delas. Em 2018, esse número era de 68% dos entrevistados, e a mudança aponta uma oportunidade para as marcas que oferecem valor em troca dos dados de seus clientes, garantindo que não haverá qualquer tipo de abuso.

A pesquisa também constatou que os consumidores querem que as marcas os conheçam e compreendam: 87% dos consumidores disseram que é importante comprar de uma marca ou varejista que “entende quem eu sou de verdade“.

Ainda assim, o público não quer que as marcas violem sua privacidade. Mais de 75% dos consumidores não estão confortáveis com a coleta de dados via microfone ou assistente de voz, e 51% afirma que o número de anúncios invasivos está crescendo.

Quase 30% dos consumidores conhecem uma marca que foi “longe demais” e 69% desses consumidores deixaria de fazer negócios ou repensaria seu relacionamento com uma marca por conta disso.

O estudo também mostra que entre os consumidores que afirmam que uma marca se comunicou com eles de forma excessivamente pessoal, mais de 71% tiveram essa impressão porque a marca tinha informações sobre suas famílias que eles não tinham compartilhado diretamente.

Já 93% do público concorda que é importante que toda interação com a marca seja “excelente”.

Para Scott Tieman, líder global para Programmatic Services na Accenture Interactive: “Muitos consumidores afirmam que as marcas não os conhecem bem o suficiente para servi-los de forma que se sintam especiais. Por outro lado, quando as marcas parecem saber demais, podem acabar perdendo a confiança do consumidor. Estamos em um momento importante da publicidade digital em que as marcas precisam ter um propósito na abordagem de aquisição de dados que seja transparente e bom tanto para a marca quanto para o consumidor”.

De forma geral, o estudo recomenda que “as marcas adequem a arquitetura de dados dos sistemas da empresa de forma a refletir as regulamentações atuais. Em última instância, elas precisam respeitar o direito dos consumidores de acessarem seus dados, serem “esquecidos” ou solicitarem a portabilidade das informações. Isso precisa fazer parte da sua tecnologia”.

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