Em Boston, Airbnb desativa mais da metade de suas locações para atender à nova lei da cidade

Em Boston, Airbnb desativa mais da metade de suas locações para atender à nova lei da cidade

Embora a plataforma não tenha informado quantas locações removeu exatamente, estimativas apontam que entre 3 mil e 5 mil lugares foram eliminados

por Soraia Alves

No último domingo, 01/12, o Airbnb desativou milhares de suas locações em Boston para cumprir uma nova lei da cidade, diminuindo significativamente sua presença na área. A maioria das listagens anunciadas, até então, violava as regras locais que exigem, entre outras coisas, que hosts de aluguel de curto prazo se registrem na cidade antes de aparecerem em sites como o Airbnb.

No início deste ano, o Airbnb exibia mais de 6 mil lugares em Boston, mas autoridades locais dizem que a cidade só aprovou o registro para 737 aluguéis de curto prazo até o momento. Embora a plataforma não tenha informado quantas locações removeu exatamente, segundo o Wired, as estimativas apontam que entre 3 mil e 5 mil lugares foram eliminados.

A mudança ocorre logo após uma longa batalha legal entre a cidade e o Airbnb. Em novembro de 2018, a empresa processou Boston em um tribunal federal contestando uma lei que tinha como objetivo desencorajar hosts de converter casas e apartamentos em hotéis de fato. Além de exigir que os hosts se registrem na cidade, a portaria restringia o aluguel de curto prazo a espaços onde o proprietário está presente, e pedia às plataformas como a Airbnb o compartilhamento de informações com as autoridades locais, sob pena de retirar as locações em caso de não cumprimento das regras da cidade.

O Airbnb contestou as duas últimas disposições, argumentando em tribunal que os requisitos eram inconstitucionais e tecnologicamente inviáveis. Esse é um argumento que a empresa já apresentou anteriormente em ações judiciais contra San Francisco, Miami e Palm Beach, na Flórida. Na questão de Boston, a empresa finalizou a ação em agosto, concordando com disposições muito semelhantes às que havia contestado, inclusive aceitando a exigência da limpeza das listagens ilegais a partir de 1º de dezembro.

A aceitação, no fim, vem como mais um dos muitos movimentos recentes do Airbnb para encerrar ações judiciais e resolver conflitos com os reguladores, enquanto a empresa se prepara para tornar sua oferta pública em 2020.

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