Uber Eats firma parcerias com mercados, farmácias e lojas de conveniência durante a pandemia

No Brasil, companhia já fechou negócio com o Pague Menos, a Shell e a Cobasi e prevê início das operações em São Paulo

por Pedro Strazza

Com a audiência da plataforma principal caindo durante a pandemia e devido às medidas de isolamento, a aposta da vez do Uber é no Eats, e a companhia não vai poupar esforços para fazer o seu serviço de delivery bombar neste período. Não à toa, a empresa nos últimos dias aplica uma estratégia agressiva de criação de parcerias para aumentar a eficiência do aplicativo, com a Reuters e o Financial Times reportando resultados na França, na Espanha e no Brasil.

O curioso é a expansividade da companhia na hora de selecionar com quem trabalhar. No território brasileiro o Uber Eats começou a entregar produtos de farmácias, lojas de conveniência e até pet shops espalhadas pelo país, com o plano inicialmente sendo aplicado em São Paulo. Entre as empresas já a bordo há o Pague Menos, a Shell e a Cobasi.

Já na França o aplicativo vem entregando compras de 15 supermercados do Carrefour, com planos de expandir a iniciativa para toda a rede da marca nas próximas semanas. Na Espanha, por sua vez, a plataforma passou a operar junto da Galp, com 25 postos de gasolina da empresa estando habilitados a entregar em casa os produtos vendidos em suas lojinhas, que incluem itens básicos como remédios, bebidas e produtos de limpeza.

Esta não é a primeira ocasião em que o Uber firma negócios do tipo com terceiros para aumentar a plataforma Eats, tendo já negociado com sucesso parcerias com mercados na Austrália e no Reino Unido no passado e até mesmo introduzido a permissão de independentes incluírem suas operações no aplicativo. O que impressiona aqui é mesmo o tamanho dos acordos, inclusive porque o trato com o Carrefour na França marca o debute de um acordo do tipo com uma das grandes companhias do meio na Europa.

Ao TechCrunch, o Uber Eats confirma que está “explorando oportunidades” para realizar mais negócios do tipo em outros países afetados pela crise do coronavírus.

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