Usuários acusam novamente o Google Maps de ocultar a Palestina

Situação já ocorreu em 2016, mas polêmica reacendeu nos últimos dias

por Matheus Fiore

[Nota atualizada às 17h com esclarecimentos do posicionamento do Google sobre a questão]

A semana começou com uma polêmica no Twitter. Muitos usuários apontaram que a Palestina deixou de aparecer como uma localização no Maps, o aplicativo de localização do Google. A denúncia foi feita por várias embaixadas palestinas ao redor do mundo, incluindo a do Brasil. Algumas regiões da Palestina aparecem como regiões de Israel, como é o caso da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Em 1993, o Acordo de Olso definiu que três áreas são reconhecidas como parte do território da Palestina: as já citadas Cisjordânia e Faixa de Gaza, além da parte oriental de Jerusalém. Essa definição, porém, acaba não sendo respeitada por todas em virtude do antigo entrave político entre o país e Israel.

Em sua página no Facebook, a embaixada da Palestina em Brasília comentou o ocorrido: “Parece que a colonização EUA / Israel continua. Táticas de roubo de terras que serviram tão bem aos EUA na eliminação de seus povos indígenas foram repetidas no Oriente Médio.Primeiro faça um tratado de paz depois de roubar algumas terras. Em seguida, ligue para as pessoas que você chamou de hostis ou terroristas. Quebre o tratado que você fez e depois reúna a população prejudicada em campos ou reservas. Então diga ao mundo que é um acordo feito e as pessoas de quem você roubou eram apenas selvagens”, diz parte do texto.

A questão, porém, é antiga. Como relatou o The Guardian em 2016, a Palestina possui uma marcação diferente desde então, pelo fato de ser uma zona em disputa. A marcação para a maioria dos países é feita com as cores verde ou vermelha, enquanto regiões como a Crimeia e a Palestina são marcadas em cinza em virtude das disputas políticas. Na época, o Google se pronunciou ao jornal afirmando que a marcação era a mesma que sempre existiu na plataforma. “Pode soar ingênuo, mas esperávamos ter um mapa global que todos pudessem usar, mas a política é complicada”, afirmou Ed Parsons, tecnólogo geoespacial do Google, em 2014.

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