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Com quase 50 mil assinaturas, petição quer que vira-lata caramelo estampe nota de R$ 200

Autor do documento, deputado Fred Costa alega que animal representa o Brasil e incentivaria a adoção de bichos de estimação no país

por Pedro Strazza

Como se não tivesse tormento suficiente pra sobreviver, a nova dor de cabeça do brasileiro nos últimos tempos é a nota de duzentos reais. Anunciada no fim de julho, a nova cédula virou piada nas redes sociais desde a notícia de sua criação e deve continuar sob julgamento público até seu lançamento no mercado no fim de agosto. Um ponto específico tem chamado bastante atenção neste primeiro momento de recepção, porém: a escolha do animal que estampa a cédula.

Ainda que o Banco Central tenha confirmado que o lobo-guará já foi previamente escolhida para ilustrar a nota, não foram poucos os usuários que reagiram ao anúncio nas redes com montagens que usam do cachorro vira-lata caramelo como animal, e agora a espécie virou alvo de uma nova petição que pede a alteração na cédula oficial. Intitulada “Vira-lata caramelo na nota de R$200”, o documento foi criado no change.org pelo deputado mineiro Fred Costa e busca trazer algum tipo de pressão popular sobre a decisão – e está obtendo, porque a petição já conta mais de 48 mil assinaturas na hora de publicação desta nota.

No documento, o líder do partido Patriotas na Câmara dos Deputados escreve que os autores e assinantes da petição não descartam “a relevância do lobo-guará na história e na fauna brasileiras”, mas que acreditam que o “cachorro vira-lata está mais relacionado ao cotidiano dos brasileiros e, além disso, é presente em todas as regiões do país”. Ao UOL, Costa ainda declara que criou o pedido porque “as causas fundamentais do meu mandato são a defesa e o bem-estar dos animais” e alega que o vira-lata caramelo representa o Brasil e é um “incentivo não só para a adoção, mas também para o controle da espécie”.

Enquanto os interessados podem assinar a petição aqui, vale acrescentar que a cédula de duzentos reais segue gerando incêndios ao BC, que já definiu a cor cinza como oficial da nota e declara que vai precisar imprimir a nova opção porque muitas pessoas estariam guardando dinheiro em casa e diminuindo a circulação. A colunista do UOL Carla Araújo reportou nesta quinta (6) que o BC estaria preocupado com notas falsificadas que já estariam circulando nos arredores de Madureira, no Rio de Janeiro, semanas antes de sua estreia oficial no mercado.