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Google volta a suspender anúncios políticos por causa da invasão ao Capitólio

Propagandas relacionadas ao impeachment de Donald Trump ou à inauguração do governo de Joe Biden também estão proibidas até pelo menos uma semana depois da transição da presidência

por Pedro Strazza

O Google anunciou nesta quarta (13) que vai suspender mais uma vez a veiculação de anúncios políticos em sua plataforma. A ação acontece pela segunda vez em um intervalo pequeno de tempo e, como na primeira ocasião, tem a ver com os resultados das últimas eleições presidenciais dos EUA – no caso a invasão do Capitólio por extremistas contra a escolha de Joe Biden como próximo chefe do executivo do país.

A restrição será implementada a partir da próxima quinta-feira ,14 de janeiro, e vale também para quaisquer peças que façam referência ao impeachment do atual presidente Donald Trump, à inauguração do governo de Biden e aos atos de violência contra o Capitólio. Ao Engadget, um porta-voz escreve que o Google já tem o hábito de pausar anúncios que façam referência a eventos “imprevisíveis” quando estes “podem explorar os acontecimentos ou amplificar informações falsas”, mas que desta vez a ação é mais ampla devido às “longevas políticas que bloqueiam conteúdo que incite violência ou promova ódio”.

A ação se dá pouco mais de um mês depois do Google encerrar o primeiro bloqueio da categoria em vista da apuração da votação, em 10 de dezembro. O da vez não tem uma previsão de fim, mas a companhia já confirmou que vai demorar pelo menos uma semana após Biden assumir o cargo para que algo seja considerado.

Como todo o Vale do Silício, o Google anda bastante atento ao uso de suas plataformas na mobilização e organização da extrema direita desde a invasão ao Capitólio. Na semana passada, pouco depois do Twitter anunciar o banimento de Trump, a empresa também confirmou a suspensão do aplicativo Parler da Play Store devido a ausência de ações contra discursos de ódio na rede social – saiba mais aqui.

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