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Telegram deletou centenas de mensagens de incitação à violência nos EUA durante a última semana

Rede social reforça compromisso contra discursos de ódio na sua plataforma nos últimos dias da presidência de Donald Trump, mas ação só envolve canais públicos

por Pedro Strazza

É a semana da inaugaração da presidência de Joe Biden nos Estados Unidos, mas o país segue tenso perante o temor constante das ameaças políticas de apoiadores extremistas do atual chefe do executivo Donald Trump. No Telegram, o fundador Pavel Durov confirmou na segunda (18) que durante a última semana a plataforma precisou deletar centenas de mensagem por conta de conteúdos que incitavam a violência pública no país.

A informação foi dada numa mensagem publicada num dos canais públicos oficiais do aplicativo, onde Durov reafirmou o compromisso da rede social contra discursos de ódio. “O Telegram aceita o debate e protesto pacíficos, mas nossos termos de serviço proíbem explicitamente chamados públicos de violência. Os movimentos civis ao redor de todo o mundo dependem do Telegram em ordem da defesa dos direitos humanos sem recorrer ao infligir de danos” escreve o executivo, que também comenta que os times da empresa bloquearam as mensagens para impedir que elas alcançassem um maior número de pessoas, além de continuar a trabalhar para garantir a manutenção desta defesa.

Você pode conferir a mensagem na íntegra abaixo.

Embora Durov não trate dos chats privados da plataforma, que em tese permitem que as conversas sejam protegidas e impedem portanto a ação da moderação, o executivo nota que a ação não deixa de ser similar ao que o Telegram já praticou no passado em países como o Irã, a Tailândia e Hong Kong. Além disso, o movimento é visto pelo fundador como similar ao que outras redes sociais vem realizando e relatando no último mês, em especial a partir da invasão do Capitólio no último dia 6 de janeiro.

Para além da questão mais imediata, a preocupação do Telegram com o tema se relaciona também com a alta entrada de usuários ocorrida na última semana – graças à polêmica enfrentada pelo WhatsApp na atualização de suas políticas de privacidade – e a preocupação da esfera pública perante o uso de redes sociais para a promoção de discursos de ódio. Caso mais evidente é o do Parler, que apesar de ter conseguido retomar atividades nas últimas horas sofreu um revés financeiro enorme ao se ver bloqueado do Amazon Web Services e banido da App Store e da Play Store, justamente por não tomar nenhuma ação contra as mensagens de incitação a violência perpetradas em seu ecossistema.

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