lollapalooza-2019 Imagem: Reprodução/Flashbang

Adiado novamente, Lollapalooza Brasil acontece em março de 2022 (se der né)

Festival segue os adiamentos de eventos que não conseguirão ser realizados em 2021 devido à pandemia de Covid-19. Ingressos continuam sem reembolso

por Soraia Alves

Seguindo os adiamentos de eventos que não conseguirão ser realizados em 2021 devido à pandemia de Covid-19, o Lollapalooza Brasil anunciou que a nona edição do festival em São Paulo está transferida para os dias 25, 26 e 27 de março de 2022. No ano passado, o evento que aconteceria no começo de abril reprogramou as edições no Brasil, Chile e Argentina para dezembro do mesmo ano, o que posteriormente também foi alterado para setembro de 2021 e, agora, para março de 2022.

“É uma decisão difícil, mas sabemos que é a escolha responsável para os nossos fãs, artistas, equipe, parceiros e toda a comunidade que rodeia o Lollapalooza Brasil”, diz o comunicado do festival.

Ingressos

As regras em relação aos ingressos já adquiridos para 2020 continuam as mesmas: não há reembolso do valor. Quem optar pela devolução dos ingressos (não indo ao festival) recebe uma “conversão do valor do ingresso em créditos utilizáveis em qualquer evento produzido pela T4F”, como explica o comunicado. Esse crédito é válido para ser usado até 31 de dezembro de 2022.

A não devolução direta do dinheiro de um evento que, na prática, depende de fatores externos para a sua realização (a imunização majoritária da população) é o principal motivo de reclamação do público. No entanto, essa decisão tem respaldo jurídico. Como explica o G1, antes da pandemia, cada empresa seguia suas próprias regras em relação à devolução de ingressos. Porém, com a pandemia, uma medida provisória aprovada em abril de 2020 tirou a obrigatoriedade de empresas de turismo, cultura e estabelecimentos comerciais de realizarem o reembolso imediato de serviços cancelados.

Em agosto do ano passado, essa MP virou lei 14.046/2020, estabelecendo que cabe às empresas oferecer a remarcação do evento ou dar crédito para os clientes até o fim de 2020. Sendo assim, a prática não valeria mais, porém com o seguimento da pandemia no país, uma nova MP de março de 2021 prorrogou esse prazo de remarcação para até dezembro de 2022.

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