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Imagem: Ad Age

Pepsi oferece reembolso nos EUA a quem não curtir a Coca-Cola Sem Açúcar

Ação pede que usuário apenas poste uma foto sua com a Pepsi Zero nas redes sociais, acompanhada de uma hashtag que revela sua insatisfação com a concorrência

por Pedro Strazza

A grande onda do momento no mundo dos refrigerantes são mais uma vez as versões sem açúcar, que depois de serem introduzidas como alternativa agora começam a ser vendidas como a versão principal das marcas. A Coca-Cola é a que mais anda investida no departamento: depois de passar os últimos anos aumentando a presença da Coca Zero, a companhia em maio apresentou uma nova receita para seu icônico refrigerante com a Coca-Cola Sem Açúcar, que começou a ganhar grande foco de sua publicidade a partir de junho.

Apesar dos esforços massivos de comunicação e redirecionamento da empresa, porém, é óbvio que nem todo mundo quer passar pela mudança ou curte o “novo gosto” do refrigerante. E com a Coca Sem Açúcar ganhando alguns vários detratores nas redes sociais, a Pepsi resolveu de novo capitalizar em cima da eterna adversária.

Isso porque a marca desde a última quarta-feira (18) vem oferecendo ao público nos Estados Unidos um reembolso dos gastos com a bebida da Coca para que estes experimentem a Pepsi Zero Açúcar, que a fabricante já move há um tempo no mercado. A ação é simples: basta o cliente publicar no Twitter uma foto com uma unidade da Pepsi com a hashtag “#MyCokeBreakUp” que a companhia promove um reembolso de US$ 2,50 – o valor cobrado pela Pepsi Zero de 500 mL.

Além da “compensação” pelos problemas da concorrência, a Pepsi também está distribuindo nos próximos dias uma série de cupons que garantem um pacote de 12 garrafas de seu refrigerante.

Apesar das brincadeiras, a virada das duas companhias para produtos sem açúcar tem sido benéfica. De acordo com o The Drum, só no primeiro semestre a Coca viu as vendas da Sem Açúcar crescerem 13% e garantirem a sétima posição no ranking das mais comercializadas nos EUA, enquanto a Pepsi relatou um aumento de 22% nos números de sua versão. Os números são muito mais firmes que todas as outras tentativas de ambas as marcas, que vão até o começo dos anos 90 com produtos como a Pepsi Max e a Coca Diet.

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