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Imagem: Reprodução NBA

NBA planeja streaming personalizado para fãs de basquete

A liga está fazendo testes de biometria com os fãs e quer avaliar os seus movimentos durante as partidas

por Carolina Firmino

Não é de hoje que a liga norte-americana de basquete investe nas transmissões dos jogos com o objetivo de melhorar a experiência do torcedor. Agora, os principais executivos da NBA estão em busca de aprofundar ainda mais essas possibilidades com o lançamento de uma plataforma de streaming.

No evento Agenda 2022, da Fast Company, a cúpula virtual, Krishna Bhagavatula, diretor de tecnologia da liga, e Matt Wolf, chefe de estratégia global e inovação, conversaram com o site, que acompanhou ainda um “por trás das cenas”, para ver como será a plataforma de streaming de jogos personalizada.

A primeira vez que a NBA anunciou o serviço que será movido pela Microsoft Azure foi em abril de 2020, e a promessa foi usar inteligência artificial para aprimorar a experiência de visualização do jogo. No mesmo ano, streams alternativos para assinantes de League Pass e NBA TV com comentários de “influenciadores” e ângulos de câmera do lado da quadra foram testados. 

Para a temporada 2022-2023, a novidade deve abranger mais do que apenas transmissões de jogos ao vivo e sob demanda. Bhagavatula revelou ao Fast Company que a ideia é oferecer aos fãs diferentes maneiras de acessar dados de jogadores e arquivos históricos de vídeo da NBA, além de incorporar elementos das ligas de e-sports e fantasy da NBA, junto com mercadorias e ingressos. 

Segundo Wolf, há um segmento de fãs que deseja uma conexão muito mais profunda com as estatísticas da partida e, agora, é possível entregar isso a eles, “de uma forma muito visual, uma nova maneira de pensar sobre o jogo que vai além do placar tradicional”.

O executivo disse ainda que a liga está até fazendo testes de biometria enquanto pessoas assistem aos jogos, a fim de ver como seus corpos respondem a diferentes jogadas e determinar o que os “excita”. Assim, será possível alinhar esses momentos com os dados do Second Spectrum – empresa que instalou câmeras nas arenas para coletar dados espaciais 3D sobre os movimentos do jogador e da bola.

A expectativa é entender o que, precisamente, impulsiona o envolvimento dos fãs e usar esses insights para ajustar a experiência de visualização, oferecendo algo especial a cada espectador.

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