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Empresas de tecnologia reagem ao decreto de Trump que proíbe entrada de países muçulmanos

CEOs não ficaram muito felizes com a decisão - e estão deixando isso bem claro

por Rafael Silva

A controversa medida de Donald Trump banindo a entrada de visitantes de países muçulmanos afetou muita gente. E empresas de tecnologia não se acanharam ao dizer que a medida é restritiva demais e incrivelmente preconceituosa. Eis aqui abaixo o que algumas das principais empresas de tech do mundo tiveram a dizer sobre a atitude de presidente dos EUA.

Google

O CEO do Google, Sundar Pichai, emitiu um aviso a todos os funcionários trabalhando nos países afetados para que voltassem imediatamente, pouco após o decreto de trump. Na sua mensagem, Pichai diz que “é doloroso ver o custo pessoal desse decreto nos nossos colegas” e “estamos transtornados com o impacto dessa ordem e suas propostas que podem impor restrições aos Googlers e suas famílias e que podem criar barreiras para trazer grandes talentos para os EUA”.

Apple

“A Apple não existiria sem imigrantes”, disse Tim Cook em um email enviado para seus funcionários no final de semana. Ele faz referência ao fundador da empresa, Steve Jobs, filho de imigrantes Sírios. Cook continua dizendo “Eu compartilho das suas preocupações. Essa não é uma política que nós apoiamos”. Também durante uma reunião em Washington com oficiais do governo Cook “deixou bem claro que a Apple acredita profundamente na importância da imigração”.

Microsoft

Satya Nadella, CEO da Microsoft, publicou uma nota no seu LinkedIn expressando profunda preocupação com o decreto, e diz também que “como um imigrante e CEO, eu tive experiência e vi o impacto positivo que a imigração teve na nossa empresa, no nosso país e no mundo”. Pelo menos 76 funcionários da empresa foram afetados pela decisão e por isso Nadella diz que “vai continuar a falar sobre esse importante tópico”.

Facebook

Numa nota bastante pessoal, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que ele nunca teria conhecido sua esposa Priscilla caso a política de imigração fosse a escolhida por Trump. “Temos que manter nossas portas abertas para os refugiados e aqueles que precisam de ajuda”, ele diz. Zuck, que tem avós imigrantes da Alemanha, Áustria e Polônia, também fala que “os Estados Unidos são uma nação de imigrantes e temos que ter orgulho disso”.

Twitter

Um tweet publicado no perfil oficial da companhia deixou bem claro a posição do Twitter: “Twitter é criado por imigrantes de todas as religiões. Nós ficamos com eles e ao lado deles, sempre”. A mensagem foi republicada pelo CEO, Jack Dorsey.

Airbnb

Talvez a melhor atitude perante o decreto foi o do CEO do Airbnb, Brian Chesky. Ele publicou no mesmo dia uma mensagem no seu Twitter dizendo que o Airbnb vai fornecer hospedagem de graça para refugiados e qualquer pessoa que não for aceita nos EUA. Alguns dias depois ele forneceu um link em que outros usuários do site pudessem se cadastrar para hospedar refugiados de forma gratuita.

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