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Mercado de assistentes virtuais deve crescer 130% nos EUA
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Mercado de assistentes virtuais deve crescer 130% nos EUA

Procura por smart speaker tem aumentado no país. No Brasil, nenhum dispositivo ainda foi lançado oficialmente.

por Gabriel Ribeiro

Se no Brasil o mercado de caixas smarts é praticamente inexistente, nos Estados Unidos está de vento em popa. Relatório da Adobe Digital Insights (ADI) mostra um crescimento na procura por dispositivos do tipo, encabeçado pelo Google Home e o Amazon Echo Dot.

De acordo com a ADI, a explosão da procura pelas smart speakers se deu entre novembro e dezembro de 2016.  O período registrou 39% mais vendas do que a mesma época do ano anterior. A expectativa é que este ano o mercado de assistente virtual cresça cerca de 130%.

“Como em outras tecnologias, essa é uma oportunidade incrível para as marcas personalizarem suas experiências a partir das pegadas digitais deixados pelos consumidores”, Federico Grosso, vice-presidente da Adobe para América Latina

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O aumento nas vendas coincidiu com o lançamento do Google Home. No período, o dispositivo da gigante de Mountain View chegou a vender mais unidades do que o Amazon Echo Dot. No primeiro trimestre de 2017, no entanto, o Echo Dot reassumiu a liderança, com o Google Home ficando em segundo lugar à frente do Amazon Echo, um modelo mais caro da empresa de Jeff Bezos.

A disputa entra as caixas smart deve aumentar até o fim deste ano. A chegada de outros aparelhos como o Apple HomePod (Siri) e do Harman Kardon Invoker (Cortana) vai jogar mais lenha na fogueira. Hoje a Amazon controla mais de 80% do mercado, de acordo com pesquisa da Edison Research.

Experiência

Apesar do aumento na procura, muitos usuários ainda estão insatisfeitos com a tecnologia. De acordo com o relatório da ADI, 37% acha a experiência com as assistentes virtuais insatisfatória. O número é baixo se compararmos com o iPhone, por exemplo, com mais de 80% de satisfação dos seus clientes, de acordo com pesquisa da ACSI.

“O baixo índice de satisfação mostra que os assistentes de voz precisam ser mais bem aproveitados pelas marcas e não há como eliminar a análise de dados nesse processo. É uma tecnologia disruptiva para o mercado, assim como foram os smartphones há alguns anos”, aponta Grosso.

A pesquisa da ADI analisou 14,3 bilhões de visitas em ecommerce, entre maio de 2016 e 2017, além de entrevista com 397 consumidores.

Nenhuma das grandes marcas tem previsão de lançar suas caixinhas inteligentes por aqui. O mais perto que os usuários  podem chegar da experiência é utilizando a assistente virtual do próprio smartphone ou importando algum dispositivo. Além da Siri e da Cortana, recentemente o Google Assistente também recebe comandos em português.

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