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Primeira foto de “Turma da Mônica – Laços” é divulgada

Adaptação de HQ do selo Graphic MSP ganha suas primeiras fotos (e elas são ótimas)

por Ana Roza

Para quem gosta de quadrinhos, o selo Graphic MSP é como um presente de Natal fora de época. O sucesso do projeto abriu portas para que autores nacionais pudessem ilustrar sua própria visão do universo de Mauricio de Sousa. Agora, uma dessas versões ganha o cinema. As primeiras imagens de “Turma da Mônica – Laços” foram divulgadas pelo diretor Daniel Rezende, hoje (13), em seu Instagram.

“Turma da Mônica – Laços” é baseado na HQ homônima de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi. A história narra as aventuras dos personagens clássicos de Mauricio, com o traço singular dos irmãos e um tom nostálgico e introspectivo. Na história, a turma do Bairro do Limoeiro passa por algumas provações na busca para encontrar Floquinho, o cachorro de Cebolinha.

O elenco do filme é formado por Kevin Vechiatto (Cebolinha), Giulia Benite (Mônica), Gabriel Moreira (Cascão) e Laura Rauseo (Magali).

O filme está sem data de estreia definida, e as filmagens iniciaram apenas essa semana, em Minas Gerais. A adaptação tem roteiro de Thiago Dottori e conta com a experiência de direção de Daniel Rezende (“Bingo – O rei das manhãs”). Latina Filmes, Quintal Digital e Biônica Filmes assinam como produção.

 

GRAPHIC MSP E A RELEITURA DA INFÂNCIA

Ao todo, o selo Graphic MSP possui 18 títulos lançados. Vitor e Lu Cafaggi já estão em seu terceiro lançamento, com “Lições” (2015), e “Lembranças”, em 2017. Bidu, Louco, Chico Bento, Capitão Feio e outros personagens também já ganharam sua própria releitura.

Nascido de uma homenagem aos 50 anos de Mauricio de Sousa, o projeto continuou como um formato fechado, com cerca de 80 a 100 páginas, em capa cartonada ou dura. Cada quadrinho guarda uma particularidade, tanto do desenhista e/ou roteirista, quanto do personagem em si.

O último lançamento MSP foi “Jeremias – Pele”, em abril (2018). Na obra, de Rafael Caça e Jefferson Costa, o personagem passa por situações que envolvem racismo. A narrativa cresce através de sua sensibilidade e importância.

Jeremias, criado em 1960 por Mauricio de Sousa, foi o primeiro personagem negro a chegar no Bairro do Limoeiro. Em poucos meses, “Pele” chegou ao terceiro lugar na lista Nielsen PublishNews, que seleciona os autores nacionais mais vendidos no Brasil. A obra também ganhou a aprovação de outros artistas, como Emicida, que assina a quarta capa do material.

Como disse Sidney Gusman, editor do selo, “chegou na hora certa, sem mais atrasos”. No fim, o espaço do Graphic MSP relembra a importância da voz do quadrinho nacional e a releitura eterna de suas lições. Não saudade pela saudade, mas o crescimento e a abertura de novas possibilidades para uma nova geração – e, claro, para a mesma que continua por aqui.