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Streaming da Disney enfim ganha nome e mais detalhes

Streaming da Disney enfim ganha nome e mais detalhes

Conheça o Disney+, o grande concorrente da Netflix nos próximos anos

por Pedro Strazza

Acredite se quiser, mas faz quase um ano e meio que a Disney divulgou ao público os seus planos de criar um canal de streaming próprio para competir com a Netflix. Desde o anúncio, a presença do potencial novo gigante do meio se debruçou no mercado como uma sombra, aterrorizando concorrentes e levando novos a entrarem no segmento em busca de espaço antes que ela entrasse no ringue. Mas afora o temor, a Disney vem jogando com relativa cautela suas cartas, divulgando aqui e ali algumas das produções que devem fazer parte do conteúdo original de sua vindoura plataforma – incluindo novas produções baseadas nos universos de “Monstros S.A.”, “High School Musical”, “Muppets” e, claro, “Star Wars”.

Agora, porém, o negócio parece estar andando de verdade, dado a quantidade volumosa de anúncios e informações que apareceram nas redes no fim da tarde de hoje (8). A primeira e mais importante é que o serviço agora tem nome oficial: de acordo com o CEO da empresa Bob Iger, a plataforma se chamará Disney+, bem no mesmo estilo do ESPN+ do canal de esportes da marca e longe do Disney Play que havia sido reportado anteriormente.

Outra informação fundamental é a forma como o conteúdo será distribuído dentro da plataforma. De acordo com o repórter da Vulture Josef Adalian no Twitter (abaixo), as produções do Disney+ serão espalhados em áreas temáticas no serviço, todas estabelecidas à partir das grandes marcas possuídas pela empresa como a Lucasfilm, a Marvel, a Pixar e a National Geographic. A ideia é parecida com o esquema atual de “lands” dos parques da empresa, que vem aos poucos sendo reestruturadas em cima de universos de filmes e séries do estúdio.

A distribuição em “lands” também pode ser fundamental para abarcar a imensa quantidade de conteúdo que o serviço vai ter do princípio. De acordo com fontes internas da Disney, o Disney+ promete ter aproximadamente 7000 episódios de séries e cerca de 500 filmes em seu lançamento, com quatro ou cinco produções originais sendo lançadas ao ano no serviço.

Os conteúdos exclusivos também ganharam novos reforços: além de “The Mandalorian”, a série que Jon Favreau está desenvolvendo neste momento, a área de “Star Wars” do serviço vai contar com um seriado prequel de “Rogue One” estrelada pelo personagem de Diego Luna; já a da Marvel confirmou a produção da série estrelada pelo Loki de Tom Hiddleston, que deve contar com 6 ou 8 episódios.

Além do Disney+ – que por enquanto não tem uma data de lançamento ou preços de assinatura anunciados – o Hollywood Reporter afirma que a Disney também terá em mãos ainda o controle nacional e internacional da Hulu, serviço de streaming do qual a empresa é acionista majoritária graças à compra da 21th Century Fox. O futuro definitivamente é gigantesco para a empresa do rato no streaming.

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