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# Artista alemão cria inteligência artificial que pinta como pintores do século XIX
- URL: https://www.b9.com.br/artista-alemao-cria-inteligencia-artificial-que-pinta-como-pintores-do-seculo-xix/
- Published: 2018-04-12T17:35:24.000Z
- Updated: 2018-04-12T17:35:24.000Z
- Description: Os experimentos de Mario Klingemann com a tecnologia, porém, não tem sido 100% efetivos
- Author: Pedro Strazza
- Tags: Criatividade, Tech, arte, Google, Nvidia, #wp, #wp-post, Tecnologia

Como o doutor Frankenstein com sua criatura, a humanidade está começando a perder o controle das inteligências artificiais. Depois de empresas criarem com a tecnologia [um Jornalismo imparcial](https://www.b9.com.br/jornalismo-imparcial-site-afirma-que-sua-inteligencia-artificial-escreve-artigos-sem-vies/), uma ferramenta [que corrige a reputação das pessoas](https://www.b9.com.br/inteligencia-artificial-ajuda-a-verificar-e-corrigir-sua-reputacao-online/) e até mesmo [um brasileiro corrupto (!)](https://www.b9.com.br/utilizando-inteligencia-artificial-revista-forbes-cria-sr-ric-brasil-um-brasileiro-corrupto-e-bilionario/), agora foi a vez de um artista ensinar uma IA a pintar de forma idêntica aos pintores do passado.

O artista no caso é Mario Klingemann, alemão residente de Munique que trabalha na **Google Arts & Culture** e vem usando [de sua conta no **Twitter**](https://twitter.com/quasimondo?ref=b9.com.br) para mostrar os pequenos experimentos que vem fazendo com a tecnologia à qual ele "ensina". Ele construiu um gerador fotorrealista de rostos à partir de um pix2pixHD da **NVIDIA**, e começou a apresentar ao aparelho diversas pinturas de origem majoritariamente europeia. Todas as obras tem o comum o fato de serem retratos produzidos antes ou até o ano de 1900 - em entrevista ao **[Co.Design](https://www.fastcodesign.com/90167584/this-ai-paints-like-the-old-masters-can-you-tell-the-difference?utm%5Fsource=twitter.com&utm%5Fmedium=social)**, Klingemann diz que é muito mais fácil para máquina gerar figuras deste campo que copiar pinturas posteriores a este período ou fotografias, cujo grau de realismo é maior e muito mais complexo.

> [](https://twitter.com/quasimondo/status/984443747856510977?ref=b9.com.br)

Este aprendizado proporcionado pelo artista, porém, está muitas vezes voltado para o humor. Klingemann na maioria das vezes mostra nas redes sociais o processo percorrido pela IA até ela conseguir emular a pintura de um quadro ou um artista, o que envolve quase sempre tentativas desastrosas. Um bom exemplo disso foi a tentativa frustrada de seu aparelho em tentar restaurar o **"Ecce Homo"**, pintura de Elías García Martínez de 1930 (ou seja, fora da norma) cuja restauração desastrosa chamou todas as atenções nas redes sociais em 2012: a máquina não só não conseguiu emular a obra original como criou sua própria versão bizarra, como você pode ver abaixo.

> [](https://twitter.com/quasimondo/status/982608735007858689?ref=b9.com.br)

Na entrevista ao Co.Design, Klingemann afirma que apesar da piada há também um desafio artístico muito grande a ele e à tecnologia no processo, pois tanto a máquina quanto o homem são partes fundamentais do experimento. "Ter um gerador de rostos é como ter um gerador de histórias. Cada rosto ou conjunto de faces vão despertar algumas associações, questionamentos ou até mesmo emoções. E claro que o aspecto que a máquina dá a isso tudo gera uma virada interessante" ele diz.

Quem teve curiosidade e quer seguir o trabalho do artista e de seu fiel companheiro tecnológico pode seguir Klingemann em seu [Twitter](https://twitter.com/quasimondo?ref=b9.com.br) (onde ele normalmente divulga estes materiais) e em sua página no **[Facebook](https://www.facebook.com/mario.klingemann)**.