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# Cabeças gigantes flutuam por São Paulo em nova campanha da Bienal
- URL: https://www.b9.com.br/cabecas-gigantes-bienal-sao-paulo/
- Published: 2025-10-20T13:47:53.000Z
- Updated: 2025-10-20T13:47:53.000Z
- Description: Criada pela Africa Creative e produzida pela Iconoclast, ação mistura poesia visual e crítica à dispersão contemporânea
- Author: Carlos Merigo
- Tags: Brasil, Criatividade, Africa Creative, arte, espaço, Iconoclast, são paulo, #wp, #wp-post, Agências

A **36ª Bienal de São Paulo** decidiu mirar diretamente na mente (e na distração) do público.  
Com o conceito *“Onde está a sua cabeça que ainda não está na Bienal?”*, a nova campanha da mostra transforma a metáfora em imagem literal: cabeças flutuantes sobrevoam São Paulo em uma produção grandiosa assinada pela **Africa Creative**, com direção de Pedro Tejada e locução de Tom Zé, o tipo de combinação que promete tanto impacto visual quanto assinatura intelectual.

**Por que importa**: A Bienal tenta se recolocar no centro da conversa cultural num momento em que o público disputa atenção com telas, streams e redes sociais. A campanha entende isso e devolve em forma de provocação: se nossas cabeças vivem flutuando por aí, que pelo menos flutuem até o Pavilhão do Ibirapuera.

\[quoteesquerda\]“Onde está a sua cabeça que ainda não está na Bienal?”\[/quoteesquerda\]

Com produção da **Iconoclast** e VFX da **Mosh**, o filme mostra cabeças presas no trânsito, batendo em prédios e pairando sobre o metrô, até se reunirem no prédio da Bienal - onde voltam a ser pessoas de carne e osso. A metáfora é clara: pensamentos dispersos encontram foco na arte.

A 36ª edição, intitulada *Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática*, reúne obras de 125 artistas de diferentes partes do mundo. Com entrada gratuita, a exposição segue aberta até 11 de janeiro de 2026 no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera.

A campanha também se ancora em um dado real: um estudo de Harvard que aponta que **passamos 46,9% do tempo pensando em algo diferente do que estamos fazendo**, uma forma de dar verniz científico a um insight poético.

A presidente da Fundação Bienal, **Andrea Pinheiro**, elogia a parceria: *“A Africa conseguiu traduzir, de forma lúdica e imaginativa, o espírito da Bienal como um espaço de encontro e reflexão”*. Já Sergio Gordilho, copresidente e CCO da agência, explica a escolha do símbolo: *“Cabeças são metáforas de imaginação e sonhos. Com essa campanha, queremos transformar esse comportamento em poesia visual”.*

**A real**: É bonito, é bem feito, e sim, é Tom Zé. Mas a Bienal continua enfrentando o mesmo dilema de sempre, entre o desejo de ser popular e a necessidade de parecer profunda. Ainda assim, vale colocar a cabeça lá dentro.