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# Estudo revela que algoritmo do Facebook promove negação do holocausto
- URL: https://www.b9.com.br/estudo-revela-que-algoritmo-do-facebook-promove-negacao-do-holocausto/
- Published: 2020-08-17T18:18:48.000Z
- Updated: 2020-08-17T18:18:48.000Z
- Description: Pesquisadores afirmam também terem descoberto conteúdo semelhante no Twitter, YouTube e Reddit
- Author: Matheus Fiore
- Tags: Social Media, Globo, Holocausto, #wp, #wp-post, Meta, Tecnologia, YouTube, Twitter

Um estudo feito pelo **Instituto de Diálogo Estratégico** apontou que postagens negacionistas sobre o holocausto são ativamente promovidas pelo algoritmo do **Facebook**. Segundo o relatório, páginas e postagens sobre o assunto foram impulsionadas pelo sistema, aponta o grupo que trabalha para combater o extremismo.

Segundo o **[The Guardian](https://www.theguardian.com/world/2020/aug/16/facebook-algorithm-found-to-actively-promote-holocaust-denial?ref=b9.com.br)**, o estudo identificou 36 grupos no Facebook, que somam mais de 366 mil seguidores entre eles. Os grupos eram responsáveis pela criação e divulgação do conteúdo. Os pesquisadores descobriram também que, ao seguir qualquer uma das páginas ou grupos, o algoritmo do Facebook automaticamente já recomendava para o usuário seguir outros grupos com o mesmo conteúdo.

Uma das descobertas mais preocupantes é a de que, ao pesquisar sobre o holocausto na plataforma, algumas das principais recomendações são páginas negacionistas, como o infame negacionista David Irving, escritor inglês que afirma que o holocausto não existiu. Um porta-voz do Facebook conversou com o The Guardian sobre a situação:

*"Nós constantemente removemos conteúdo negacionista ou conspiratório da plataforma. Isso vale também para qualquer conteúdo que negue o holocausto ou faça piada com suas vítimas, bem como os que acusam as vítimas de mentir, ou espalhe ódio ou defenda o antissemitismo"*, afirmou o porta-voz. *"Nós também removemos quaisquer grupos ou páginas que discutam a negação do holocausto das recomendações ou referências nos resultados de pesquisas"*, completou.

É provável que isso aconteça por uma falha da plataforma na construção de seu algoritmo, que acaba priorizando conteúdo de acordo com seu engajamento, e não com sua relevância. Os pesquisadores afirmam também terem descoberto conteúdo semelhante no **Twitter**, no **YouTube** e no **Reddit**. Jakob Guhl, coordenador de pesquisa do instituto, afirmou ao The Guardian que essas plataformas já possuem as ferramentas necessárias para remover todo esse conteúdo. *"Essas empresas precisam perguntar a si mesmas que tipo de plataforma elas desejam ser: a que lucra permitindo que a negação do holocausto floresça, ou a que se posiciona veementemente contra essa atitude"* afirma Guhl.