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# Google estabelece novas restrições a anúncios políticos em suas plataformas
- URL: https://www.b9.com.br/google-estabelece-novas-restricoes-a-anuncios-politicos-em-suas-plataformas/
- Published: 2019-11-21T15:04:03.000Z
- Updated: 2019-11-21T15:04:03.000Z
- Description: Mudanças que valerão a partir de 2020 em todo o mundo incluem limitações ao escopo do público-alvo e proibição de peças que veiculam alegações falsas no Google Ads
- Author: Pedro Strazza
- Tags: Social Media, Google, relatórios, #wp, #wp-post, Tecnologia

Na esteira [das controversas medidas do **Facebook**](https://www.b9.com.br/depois-de-criticas-mark-zuckerberg-volta-a-defender-facebook-como-ambiente-de-liberdade-de-expressao/) no campo e seguindo caminho similar ao [**Twitter**](https://www.b9.com.br/twitter-decide-acabar-com-publicidade-politica-a-plataforma/), o [**TikTok**](https://www.b9.com.br/tiktok-passa-a-banir-anuncios-politicos-de-sua-plataforma/) e o [**Snapchat**](https://www.b9.com.br/ceo-do-snapchat-garante-ao-contrario-do-facebook-plataforma-verifica-cada-um-dos-anuncios-politicos-que-veicula/), o **Google** anunciou hoje (21) uma reformulação de sua conduta sobre publicidade em suas plataformas que impõe algumas limitações extras a anúncios políticos.

De acordo com [a publicação no blog oficial da empresa](https://www.blog.google/technology/ads/update-our-political-ads-policy/?ref=b9.com.br), a nova abordagem do Google sobre a categoria é na verdade a proposta de um novo modelo sobre microtargeting, com a companhia limitando a um âmbito geral o escopo do público-alvo baseado em idade, gênero e localização em qualquer nível para campanhas políticas, assim como proibindo a veiculação de anúncios com alegações falsas.

Peças contextuais, que são disparadas de acordo com os hábitos do usuário nos sites, continuarão sendo permitidas no modelo de negócios, que deve expandir a transparência de seus relatórios para todos os níveis eleitorais - incluindo cargos de deputados estaduais nos EUA, como citado no anúncio.

No post, o vice-presidente de gerenciamento de produtos do **Google Ads** Scott Spencer justifica a medida citando *"preocupações e debates recentes"* em torno do meio, além da consciência da empresa sobre *"a confiança compartilhada no processo democrático"*. *"Independente do custo do impacto destas medidas nos gastos com nossas plataformas, nós acreditamos que estas mudanças ajudarão a promover a confiança na publicidade política digital e na confiança dos processos eleitorais ao redor do globo"* escreve o executivo.

Embora o conjunto de medidas não seja dos mais agressivos (o TikTok e o Twitter baniram o formato de suas plataformas, afinal), o anúncio do Google certamente deve afetar consideravelmente o status das futuras campanhas políticas, mas não muito os ganhos da empresa: em maio, a companhia chegou a anunciar que teria arrecadado cerca de 128 milhões de dólares só em anúncios do tipo nos Estados Unidos, um valor sem dúvida bem abaixo do que o Facebook vem recebendo com o formato.

Com previsão de implementação geral ao redor do globo a partir de janeiro de 2020, as mudanças serão adiantas para o Reino Unido e diversos países da Europa até o fim do ano para atender a urgência dos processos eleitorais nestas regiões.