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# LinkedIn faz reunião para debater o racismo, mas parte de seus funcionários só escancarou mais preconceitos
- URL: https://www.b9.com.br/linkedin-reuniao-funcionarios-racismo/
- Published: 2020-06-05T15:12:34.000Z
- Updated: 2020-06-05T15:12:34.000Z
- Description: Recurso de comentários anônimos do bate-papo por vídeo permitiu que funcionários da empresa ressaltassem posicionamentos racistas durante reunião
- Author: Soraia Alves
- Tags: Social Media, Cinema, funcionários, LinkedIn, #wp, #wp-post, Tecnologia

Na última quarta-feira, 03/06, um dia depois do[ movimento **"Black Tuesday"**](https://www.b9.com.br/blackout-tuesday-protestos-racismo/)invadir as redes sociais em apoio aos protestos nos Estados Unidos contra o racismo, o **LinkedIn** organizou uma espécie de fórum virtual com seus funcionários para debater o assunto. A "reunião da firma" deveria ser uma oportunidade para os funcionários discutirem como podem apoiar os protestos e também como podem melhorar as mesmas questões internamente na empresa. Porém, não demorou para que a conversa se tornasse hostil devido ao recurso de comentários anônimos do bate-papo por vídeo.

Como relataram o**[ The Daily Beast](https://www.thedailybeast.com/linkedin-staffers-go-all-lives-matter-during-dumpster-fire-meeting-on-racism?ref=b9.com.br)** e o **[The Verge](https://www.theverge.com/2020/6/4/21279739/linkedin-employees-racist-comments-george-floyd-protest?ref=b9.com.br)**, os comentários anônimos foram usados para escancarar posicionamentos racistas e questionar a eficácia dos protestos. *"Negros matam negros 50 vezes mais do que os brancos matam os negros. Geralmente é o resultado da violência de gangues no centro da cidade. Onde está o clamor?",* escreveu um funcionário da empresa.

A reunião, chamada de **"Standing Together"**, foi hospedada na plataforma de videoconferência **BlueJeans** e comandada por **Rosanna Durruthy**, vice-presidente de diversidade da empresa, que conversou com os funcionários sobre suas experiências com preconceito. A "parte vídeo" do fórum correu como planejado, mas enquanto funcionários negros compartilhavam suas experiências como vítimas do racismo aos colegas brancos que demonstravam apoio e compreensão, no chat no BlueJeans os comentários racistas rolavam.

Um funcionário que atua no escritório de LinkedIn em Fiji escreveu: *"Não é apenas um problema para os 'brancos' resolverem. 'Os negros' têm a responsabilidade de ajudar os brancos a ajudá-los"*. Outros comentários pareciam minar a conversa real que muitos funcionários estavam tentando ter: *“Acredito que dar privilégios a qualquer grupo racial sobre os outros é um jogo de soma zero"*.

![](https://www.b9.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5425726428545024.jpg)

Na quinta-feira, 04/06, o CEO do LinkedIn, **Ryan Roslansky**, enviou aos funcionários da empresa uma nota falando sobre a *“dor e frustração que sentiu por comentários terríveis compartilhados nas perguntas e respostas”* do fórum. A mensagem também foi [compartilhada publicamente](https://www.linkedin.com/pulse/yesterdays-town-hall-ryan-roslansky-1f/?src=aff-lilpar&veh=aff%5Fsrc.aff-lilpar%5Fc.partners%5Fpkw.10078%5Fplc.Skimbit%20Ltd.%5Fpcrid.449670%5Flearning&trk=aff%5Fsrc.aff-lilpar%5Fc.partners%5Fpkw.10078%5Fplc.Skimbit%20Ltd.%5Fpcrid.449670%5Flearning&clickid=TbTVjaWA9xyOWaAwUx0Mo3IUUki3xLQP%3AQ6aXY0&irgwc=1&ref=b9.com.br) no perfil de Ryan no próprio LinkedIn, que acrescentou: *"Não somos e não seremos uma empresa ou plataforma onde o racismo ou discurso de ódio é permitido"*.