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# McDonald’s constrói Atlântida à mão para trazer McFish de volta
- URL: https://www.b9.com.br/mcfish-atlantida-campanha-galeria-maquetes/
- Published: 2026-09-08T14:16:33.000Z
- Updated: 2026-09-08T14:25:40.000Z
- Description: Campanha da GALERIA inspirada em Wes Anderson usa maquetes e miniaturas para apresentar o clássico e sua nova versão Deluxe
- Author: Carlos Merigo
- Tags: Criatividade, Brasil, McDonald's, Galeria.ag, #video

Para trazer o **McFish** de volta (mais uma vez), o **McDonald’s** foi até uma cidade que nem existe (diriam os céticos). E, justamente por isso, decidiu construí-la de verdade.

O sanduíche retorna nesta terça-feira (8) a todos os restaurantes da marca no Brasil com *McFish e a Receita Perdida de Atlântida*, campanha da **GALERIA** que transforma a volta ao cardápio numa expedição arqueológica ao fundo do mar.

No filme, produzido pela **Vetor Zero** e com ilustrações da **Dogsled**, os chamados Fish Lovers encontram ruínas, murais, uma versão ancestral do Méqui 1000 da avenida Paulista e, finalmente, a receita perdida do sanduíche. A viagem ainda rende uma novidade: o **McFish Deluxe**, que acrescenta alface e tomate à receita tradicional.

É a continuação de uma mitologia cada vez mais desproporcional para um sanduíche de peixe.

Em 2024, o McDonald’s [**levou fãs ao Alasca para descobrir a origem do filé de Polaca usado no McFish**](https://www.b9.com.br/168342/mcfish-regresso-mcdonalds-alasca/). No mesmo ano, [**Fábio Jr. cantou “Borbulhas de Amor” para anunciar outra volta do produto**](https://www.b9.com.br/166648/mcdonalds-mcfish-fabio-jr-borbulhas-amor/).

Agora o destino precisou ser um pouco mais difícil de alcançar.

![](https://storage.ghost.io/c/b8/a4/b8a4ba23-e08d-42f7-b459-b1bcab5b8867/content/images/2026/09/FRAME_HERO_30_PRIORIDADE_1.png)

![](https://storage.ghost.io/c/b8/a4/b8a4ba23-e08d-42f7-b459-b1bcab5b8867/content/images/2026/09/FRAME_HERO_30_PRIORIDADE_2-1.png)

## Atlântida construída à mão

A produção tem referências do cinema de **Wes Anderson**, mais especificamente ao filme *A Vida Marinha com Steve Zissou*, já que a Atlântida do Méqui foi construída fisicamente.

A equipe criou maquetes, prédios, ruínas e miniaturas para formar a cidade submersa, numa escolha deliberada justamente quando seria relativamente simples gerar boa parte daquele universo artificialmente.

*“Hoje, o uso da IA torna toda produção possível, mas também trouxe um efeito de pasteurização e perda de originalidade”*, diz **Gabriel Felde**, diretor de criação da GALERIA.

Segundo ele, o processo foi pensado para que a execução também despertasse curiosidade. A campanha não precisa esconder que aquelas ruínas são miniaturas. Parte da graça está em descobrir como elas foram feitas.

E o McFish não está sozinho nessa volta ao mundo físico, que se seguir a tendência o making of repercute mais que o próprio comercial em si.

Há poucas semanas, a **Apple** apresentou o novo Mac mini M6 com [***The Mighty Mac mini***](https://www.b9.com.br/apple-mac-mini-m6-m5-pro/)[**, comercial feito em massinha e stop-motion**](https://www.b9.com.br/apple-mac-mini-m6-m5-pro/). Nada de IA ou CGI na animação de um computador anunciado, entre outras coisas, justamente por sua capacidade de rodar tarefas de inteligência artificial.

O contraste não parece acidental. Em março, o B9 já havia contado como [**a própria agência da Apple foi ao SXSW defender o artesanato**](https://www.b9.com.br/177595/agencia-apple-sxsw-tbwa-media-arts-lab/), com o argumento de que tempo, imperfeição e evidência de trabalho humano voltaram a ganhar valor num cenário em que produzir imagens ficou barato e instantâneo.

Agora a GALERIA chega a uma conclusão parecida por outro caminho.

O que antes seria apenas uma decisão de produção começa a virar também **parte da mensagem**. Mostrar a maquete, a massinha ou a mão que construiu a cena funciona quase como certificado de procedência.

Quando qualquer coisa pode parecer saída de um prompt, provar que alguém realmente fez aquilo passou a ter graça própria.

![](https://storage.ghost.io/c/b8/a4/b8a4ba23-e08d-42f7-b459-b1bcab5b8867/content/images/2026/09/accidentally-wes-anderson.jpeg) 

#### Accidentally Wes Anderson, ****de Wally Koval**

R$ 160 Se o Méqui construiu sua própria Atlântida inspirado em Wes Anderson, dá para fazer o caminho contrário e encontrar Wes Anderson no mundo real. O livro reúne lugares, fachadas, hotéis e paisagens fotografados ao redor do planeta que parecem ter escapado de um dos filmes do diretor.

[Ver na Amazon](https://link.amazon/B09nur4vp?ref=b9.com.br) 

## Uma comunidade que não deixa o peixe descansar

Antes do lançamento, o McDonald’s voltou a mobilizar a comunidade *@VoltaMcFish*, usando comentários dos fãs como matéria-prima para conteúdos. Um deles virou o *Bolero da Saudade*, com letra construída a partir de mensagens publicadas nas 24 horas anteriores.

Segundo **Ilca Sierra**, diretora de Marketing do McDonald’s no Brasil, a recorrência dessa comunidade permite tratar o McFish de maneira diferente dos produtos permanentes do cardápio.

Rodrigo Marangoni, diretor executivo de criação da GALERIA, chega a chamar o retorno de “momento cultural da marca”. Talvez seja um cargo grande para um filé de peixe empanado, mas depois de Alasca, Fábio Jr. e uma civilização perdida no fundo do oceano, o McFish claramente ganhou mais lore do que muito produto do Méqui.

A brincadeira também chega ao mundo físico. Nesta semana, o **Méqui 1000**, na avenida Paulista, recebe fachada e ambientação inspiradas em Atlântida.

O McFish tradicional e o Deluxe ficam disponíveis por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.

Atlântida, infelizmente, deve voltar a desaparecer.

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