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# O crescimento das mídias não-mensuráveis
- URL: https://www.b9.com.br/o-crescimento-das-midias-nao-mensuraveis/
- Published: 2007-10-16T13:26:09.000Z
- Updated: 2007-10-16T13:26:09.000Z
- Author: Carlos Merigo
- Tags: OOH, Philips, print, virais, #wp, #wp-post, Apple, Tecnologia, Nike, Esporte

Matéria do **[New York Times](http://www.nytimes.com/2007/10/14/business/media/14ad.html?ref=b9.com.br)** no último domingo, mostra o crescimento do investimento dos anunciantes nas chamadas "mídias" não-mensuráveis. A **Nike**, por exemplo, gastou no ano passado apenas 33% de sua verba de marketing (US$ 678 milhões nos EUA) em comerciais de TV e anúncios em outras companhias de mídia tradicional. Uma queda de 55% nos últimos 10 anos.

As ações que envolvem o **Nike+**, tênis com um chip que conversa com o **iPod** da **Apple**, com uma rede social em que as pessoas dividem detalhes de suas corridas, escolhem rotas e se encontram para correr no mundo real, são exemplos de investimentos que fazem a Nike tirar dinheiro do que antes era reservado para filmes caríssimos na televisão e anúncios impressos em papel couché.

Além de uma série de eventos direcionados promovidos pela marca, como o **Nike Running Club** em Nova York, com treinadores sendo pagos pela empresa e tênis oferecidos para test-drive (aqui no Brasil temos [os três clubes de corrida](https://www.b9.com.br/2007/10/08/nike-que-tipo-de-corredor-e-voce/) em torno da **[Nike 10K](http://www.nikecorre.com/?ref=b9.com.br)**). Para a Nike, isso é propaganda. Criar maneiras de interagir diretamente com as pessoas, não só pela internet, mas no mundo real.

![](http://img525.imageshack.us/img525/9449/nikeny2jo7.jpg)

Trevor Edwards, vice-presidente global de marca da Nike, faz uma declaração que pode ser assustadora para muitos:

> **"Nós não estamos no negócio de manter as empresas de mídia vivas. Nós estamos no negócio de nos conectar com os consumidores"*.*

Esse exemplo da Nike mostra uma mudança fundamental na maneira como as empresas estão enxergando o papel da propaganda. Não acreditam mais que um anúncio em uma revista pode chamar atenção quando a pessoa está fazendo outra coisa, como lendo um artigo ou matéria. A busca é cada vez mais por iniciativas que gerem experiência e serviços relevantes, ao invés de ações que interrompam aquilo que as pessoas querem fazer.

Isso tudo é ainda mais significativo quando vem de uma marca que se construiu, na década de 1980, com campanhas milionárias na televisão. A Nike continua tendo forte e indiscutível presença na TV, com o patrocínio de atletas de destaque, mas os comerciais passaram a ser destinados exclusivamente para a internet.

![](http://img228.imageshack.us/img228/1367/nikenyal0.jpg)

Exemplos: A série de [vídeos online com Wayne Rooney](https://www.b9.com.br/2007/07/16/nike-wayne-rooney-put-it-where-you-want-it/). O viral mais famoso do mundo, [Ronaldinho chutando as bolas na trave](https://www.b9.com.br/2006/02/12/nike-joga-bonit/), um vídeo visto mais de 17 milhões de vezes no **YouTube** e que ganhou cobertura massiva da mídia tradicional especializada. De graça.

Como temos acompanhados ao longo dos últimos anos, diversas outras grandes marcas seguem esse exemplo, e passaram a apostar mais em mídia digitais e entretenimento do que nunca. O investimento nessas áreas segue dobrando a cada ano.

É uma prova de que as empresas, em meio a explosão de conteúdo na internet, as inúmeras possibilidades de diversão e dispersão da audiência, buscam agora criar maneiras de se conectar verdadeiramente aos consumidores, estando presentes diretamente em suas vidas.