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# Participação da mulher negra na publicidade brasileira aumentou em 2017, mas ainda com destaque para celebridades
- URL: https://www.b9.com.br/participacao-da-mulher-negra-na-publicidade-brasileira-aumentou-em-2017-mas-ainda-com-destaque-para-celebridades/
- Published: 2018-01-05T13:09:50.000Z
- Updated: 2018-01-05T13:09:50.000Z
- Description: Comunidade LGBT e pessoas com algum tipo de deficiência seguem “invisíveis” na propaganda
- Author: Soraia Alves
- Tags: Cultura, Globo, mulheres, #wp, #wp-post

Pelo quinto ano consecutivo, a **Heads Propaganda** realiza a pesquisa **"TODXS?"**, que funciona como uma análise da [representatividade na publicidade brasileira](https://www.b9.com.br/83999/diversidade-na-midia-em-2017-o-que-aprendemos-com-os-destaques-positivos-e-negativos-em-campanhas-do-ano/). O destaque para os resultados referentes a 2017 vai para o aumento da participação da mulher negra em campanhas de TV.

Em 2015, apenas 1% das mulheres em comerciais eram negras. Em 2016, 13%, e agora em 2017, 21%. O número ainda é baixo, e dentro dele, 69% dessas protagonistas negras são celebridades, mostrando que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que a mulher negra fora dos holofotes seja mesmo representada.

![](https://www.b9.com.br/wp-content/uploads/2018/01/image.png)

Quando analisados sob a ótica do empoderamento, os comerciais que "empoderam ao quebrar estereótipos" chegaram a 31% do total e superam as campanhas que reforçaram estereótipos de gênero. Número ainda longe do ideal, mas superior aos 12% registrados em 2015 e aos 25% em 2016.

Já os comerciais que reforçam estereótipos de gêneros são 18%, mesmo percentual do período anterior.

Entre os homens, 87% dos protagonistas são brancos, o que mostra que a situação dos homens negros dentro da publicidade brasileira continua estagnada em apenas 7%, mesmo número dos anos anteriores.

![](https://www.b9.com.br/wp-content/uploads/2018/01/image-1.png)

### Comunidade LGBT e pessoas com deficiência

Embora reúna milhões de pessoas em todo o Brasil, o grupo formado por pessoas com algum tipo de deficiência ainda é invisível para a publicidade brasileira. De acordo com o estudo, somente 0,12% dos 2.451 comerciais de TV analisados tinham entre os personagens alguém com algum tipo de deficiência. Ou seja, três entre todos.

A mesma invisibilidade vale para a população LGBT, com apenas 0,33% da mesma representada em elencos de campanhas, o que significa apenas oito comerciais entre os quase três mil analisados.

### Campanhas digitais

Além da televisão, 142 marcas de 24 segmentos diferentes foram analisadas no **Facebook**, revelando que o quadro geral não é muito diferente. Entre as protagonistas mulheres, apenas 16% são negras, um resultado menor que da TV.

Já entre os homens, 19% dos protagonistas são negros, índice maior que os 11% de um ano atrás, mas ainda distante do ideal. Os brancos somam 72% de brancos.

Na rede social, 18% dos posts “empoderam ao quebrar estereótipos”, enquanto outros 6% reforçam estereótipos de gêneros. Já 73% são considerados neutros. O número elevado se justifica pela característica das redes de muitos posts com produtos, objetos em geral ou animações.