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# Telegram deletou centenas de mensagens de incitação à violência nos EUA durante a última semana
- URL: https://www.b9.com.br/telegram-deletou-centenas-de-mensagens-de-incitacao-a-violencia-nos-eua-durante-a-ultima-semana/
- Published: 2021-01-19T13:54:37.000Z
- Updated: 2021-01-19T13:54:37.000Z
- Description: Rede social reforça compromisso contra discursos de ódio na sua plataforma nos últimos dias da presidência de Donald Trump, mas ação só envolve canais públicos
- Author: Pedro Strazza
- Tags: Social Media, donald Trump, Estados Unidos, invasão ao Capitólio, telegram, #wp, #wp-post

É a semana da inaugaração da presidência de **Joe Biden** nos Estados Unidos, mas o país segue tenso perante o temor constante das ameaças políticas de apoiadores extremistas do atual chefe do executivo **Donald Trump**. No **Telegram**, o fundador **Pavel Durov** confirmou na segunda (18) que durante a última semana a plataforma precisou deletar centenas de mensagem por conta de conteúdos que incitavam a violência pública no país.

A informação foi dada numa mensagem publicada num dos canais públicos oficiais do aplicativo, onde Durov reafirmou o compromisso da rede social contra discursos de ódio. *"O Telegram aceita o debate e protesto pacíficos, mas nossos termos de serviço proíbem explicitamente chamados públicos de violência. Os movimentos civis ao redor de todo o mundo dependem do Telegram em ordem da defesa dos direitos humanos sem recorrer ao infligir de danos"* escreve o executivo, que também comenta que os times da empresa bloquearam as mensagens para impedir que elas alcançassem um maior número de pessoas, além de continuar a trabalhar para garantir a manutenção desta defesa.

Você pode conferir a mensagem na íntegra abaixo.

Embora Durov não trate dos chats privados da plataforma, que em tese permitem que as conversas sejam protegidas e impedem portanto a ação da moderação, o executivo nota que a ação não deixa de ser similar ao que o Telegram já praticou no passado em países como o Irã, a Tailândia e Hong Kong. Além disso, o movimento é visto pelo fundador como similar ao que outras redes sociais vem realizando e relatando no último mês, em especial a partir da invasão do Capitólio no último dia 6 de janeiro.

Para além da questão mais imediata, a preocupação do Telegram com o tema se relaciona também com a alta entrada de usuários ocorrida na última semana - graças à polêmica enfrentada pelo **WhatsApp** [na atualização de suas políticas de privacidade](https://www.b9.com.br/whatsapp-explica-novas-politicas-de-privacidade-e-garante-que-nao-le-mensagens-dos-usuarios/) \- e a preocupação da esfera pública perante o uso de redes sociais para a promoção de discursos de ódio. Caso mais evidente é o do **Parler**, que apesar [de ter conseguido retomar atividades nas últimas horas](https://twitter.com/VickerySec/status/1351227537985318929?ref=b9.com.br) sofreu um revés financeiro enorme ao se ver bloqueado do **Amazon Web Services** [e banido da **App Store** e da **Play Store**](https://www.b9.com.br/e-tetra-donald-trump-e-banido-do-twitter/), justamente por não tomar nenhuma ação contra as mensagens de incitação a violência perpetradas em seu ecossistema.