Tinder e Grindr serão investigados sobre verificação de idade após relatos de abuso infantil

Governo do Reino Unido identificou mais de 30 casos de menores de idade que entraram nos aplicativos e, posteriormente foram estuprados

por Soraia Alves

O Reino Unido abrirá uma investigação sobre as práticas de verificação de idade dos aplicativos Tinder e Grindr. A decisão vem após a divulgação de um relatório sobre abuso infantil ocorrido com crianças nos apps.

Segundo o Sunday Times, foram constatados mais de 30 casos em que menores de idade entraram nos aplicativos e, posteriormente foram estuprados. O relatório também encontrou outros 60 casos envolvendo exploração sexual de crianças nesses apps de relacionamentos.

O relatório levanta questões sobre as práticas de triagem do Tinder e do Grindr. As duas empresas dizem que usam ferramentas de triagem algorítmica e humana para impedir que menores de idade usem os aplicativos.

De acordo com o secretário de Cultura do Reino Unido, Jeremy Wright, as empresas já estão sendo questionadas sobre suas políticas e controle de verificação: “Se não estiver satisfeito com a resposta deles, reservo-me o direito de tomar outras medidas”, afirma Wright.

Em um comunicado ao site The Verge, um porta-voz da Grindr disse que a empresa “está constantemente trabalhando para melhorar suas ferramentas”, e alega estar “triste em saber desses relatórios”. A empresa também afirma estar comprometida em criar um ambiente seguro para seus usuários, e que “qualquer relato de abuso sexual ou outro comportamento ilegal é problemático para nós, bem como uma clara violação de nossos termos de serviço”.

O Tinder também se manifestou dizendo que suas ferramentas incluem “varreduras automáticas de perfis em busca de imagens e frases de alerta, revisões manuais de perfis suspeitos, atividades e relatórios gerados pelo usuário, além de bloquear endereços de email, números de telefone e outros identificadores associados usuários menores de idade tentando contornar essas restrições”.

As empresas garantem estar refinando seus processos, mas isso não deve impedir o governo do Reino Unido de realizar investigações mais aprofundadas dos casos.

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