Apple pode gastar até 15 milhões de dólares por episódio em série estrelada por Jason Momoa

Investimento descomunal da empresa em “See” é equivalente apenas ao da HBO com a última temporada de “Game of Thrones” e da Disney com “The Mandalorian”

por Pedro Strazza

A cada dia que passa, o mercado de streaming vai se revelando um dos maiores em termos de gastos financeiros com produções originais. Mas enquanto a Netflix há tempos solidificou esta estratégia com suas séries e filmes (vide o negócio em torno da adaptação de “Sandman”) e a Disney+ já está mostrando o alcance de suas garras ao financiar projetos como as minisséries do Marvel Studios e os programas de “Star Wars”, a Apple TV+ da empresa do Vale do Silício até aqui vinha mostrando a propensão a gastança apenas pelo verdadeiro hall de celebridades que compõem sua primeira onda de lançamentos, incluindo aí gente do porte de Steven Spielberg, Oprah e Reese Witherspoon.

Uma reportagem do Wall Street Journal, porém, confirmou em números a quantidade de dinheiro que a Apple está investindo para obter um serviço de streaming valoroso o suficiente para atrair o público. Só com a série “See”, ficção-científica estrelada por Jason Momoa e Alfre Woodard sobre um mundo pós-apocalíptico onde as pessoas perderam a visão, o jornal afirma que a empresa estaria possibilitando aos produtores gastarem cerca de 15 milhões de dólares por episódio, um valor que é estratosférico em qualquer escala de produção na TV, especialmente num seriado que ainda nem se sabe se vai dar tamanho retorno.

Só para se ter uma ideia do tamanho da grana envolvida, o valor de 15 milhões de dólares por episódio só foi avistado em duas ocasiões até o momento no meio. A primeira na produção da última temporada de “Game of Thrones”, série que na época já havia se consumado como verdadeiro fenômeno cultural e portanto justificava o investimento; e a segunda com “The Mandalorian”, a primeira série da História baseada no universo de “Star Wars” e que é um dos principais pontos de divulgação do vindouro Disney+.

Resta saber, agora, se este grau de aposta da Apple com a série vai se justificar quando o serviço for lançado neste segundo semestre – a pressão para dar certo, afinal, com certeza vai rolar da parte da empresa.

Compartilhe: