Google quer ensinar inteligência artificial a identificar cheiro das moléculas

Companhia desenvolve projeto para ajudar no desenvolvimento de odores digitais e auxiliar pessoas com problemas no olfato

por Pedro Strazza

Já faz tempo que a humanidade conseguiu fazer softwares de inteligência artificial aprenderem sentidos como visão e audição, mas o olfato ainda está para ser obtido pelas máquinas. Não que não exista gente querendo fazer isso acontecer, porém, a exemplo do Google que agora tem uma divisão de tecnologia dedicada à missão de ensinar IAs a compreender a imensa variedade de cheiros neste mundo.

De acordo com o The Next Web, a ideia dos pesquisadores envolvidos na empresa com o projeto é de criar soluções para odores criados digitalmente, além de encontrar soluções que permitam a indivíduos com problemas médicos no olfato ter acesso a toda a sorte de cheiros. Para isso, porém, há um obstáculo significativo: as múltiplas identificações atribuídas a determinados elementos, incluindo por exemplo aromas artificiais como o Vanillin cujo uso para fabricar o gosto de baunilha não impede o público de identificar sua essência como doce e similar ao chocolate, por exemplo.

Assim, o grupo de pesquisa do Google vai primeiro trabalhar numa inteligência artificial que seja capaz de diferenciar moléculas a partir de seus odores, a partir de uma rede neural cujo método de aprendizado é traduzido primariamente em gráficos. A companhia também buscou ajuda de especialistas em perfumaria para definir as marcações das essências a serem testadas e identificadas pelo sistema.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Google, a rede neural da companhia é um pouco mais moderno que outros contemporâneos porque o sistema pode prever e entender cheiros até então não classificados no sistema, o que deve facilitar a navegar por mares tão vastos.

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