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“Para mim sempre foi óbvio: super-heroínas são para todos” diz Patty Jenkins sobre “Mulher-Maravilha 1984”

Ao lado de Gal Gadot, diretora mostrou confiar nas decisões sobre o futuro da personagem e da franquia

por Beatriz Fiorotto

“Mulher-Maravilha” foi um grande evento para a Warner Bros. em 2017. Se antes o universo DC tinha só Batman e Superman como grandes estrelas, Diana Prince chegou quebrando recordes, arrebatando corações e fazendo com que milhares de fãs passassem a esperar mais capítulos da história protagonizada por Gal Gadot. E esse momento chegou! A continuação “Mulher-Maravilha 1984” está prestes a estrear e, em entrevista coletiva no último domingo (durante os eventos da CCXP 2019) a atriz e a diretora Patty Jenkins deram mais detalhes sobre a produção, o clima das gravações e o que esperar dessa nova fase!

A diretora explicou que sempre foi a maior fã da heroína e sempre teve planos ambiciosos. “Eu pensei na história completa da Diana logo no começo. As coisas já estavam quase todas certas desde o meio das gravações do primeiro filme. Amo a personagem e estava ansiosa pra vê-la em ação” contou aos jornalistas; “Gal e eu sempre fomos fãs cuidadosas e nunca paramos de pensar sobre isso!”. A diretora também confirmou que “Mulher Maravilha 1984” é uma continuação direta do primeiro longa e, quando perguntada sobre alguma menção à história de “Liga da Justiça”, disse que o filme de Zack Snyder “é um filme controverso e nós não discutiremos sobre ele hoje. Seguiremos com a história da Mulher-Maravilha! Já estávamos fazendo esse caminho antes de fazerem Liga da Justiça”.

Jenkins entende Diana como uma personagem autossuficiente, e entende que ela não precisa ter sempre a Liga ao seu lado para fazer sentido.

“[A década de 80] é a melhor para se reviver”

“Mulher-Maravilha” foi um dos filmes da DC mais aclamados não só pela sua qualidade, mas também pela ambientação e construção do clima de origem de uma das super-heroínas mais famosas do mundo. E diante de um fenômeno mundial, a diretora quis atender às expectativas de um filme grandioso, mas sem repetir a fórmula.

“Ficamos felizes com o sucesso do primeiro filme, mas não queríamos fazer mais do mesmo” contou Patty, que diz amar a variedade e as possibilidades visuais do mundo dos quadrinhos traz: “Foi incrível levar a história pra esse lado super divertido, colorido e tentar um tom diferente”. Gadot completou contando um detalhe dos bastidores: “Tínhamos centenas de figurantes gravando no cenário do shopping junto conosco. E cada uma dessas pessoas estava caracterizada! Com cabelos da época, roupas, maquiagem… como se fossem viajantes no tempo! Foi divertido, eletrizante, é a melhor década para se reviver.”.

Ou seja: “Mulher-Maravilha 1984” também aproveitará a forte onda de nostalgia que anda tomando conta das produções audiovisuais. E falando em mudanças, veremos a personagem com suas habilidades de combate repensadas. “Deixamos a espada e o escudo de lado porque pareciam agressivas demais” diz a atriz; “Ela é uma deusa, sabe? Ela tem super força, pode tudo! Não precisa de outras ferramentas.”.

“Quero que Mulher-Maravilha seja inspiradora para todos”

E o que dizer sobre legado feminista da personagem? Jenkins explicou que leva bastante a sério esse compromisso, mas que não é só isso que pretende comunicar: “Ela luta pelas mulheres, mas ela luta principalmente para salvar o mundo!”. A diretora também afirma que sente vontade de que Diana seja uma personagem universal, inspiradora para todos. “Meu filho a ama e nem pensa no fato dela ser mulher!” declarou na coletiva.

Gadot também contou para todos sobre a emoção que sentiu ao ver uma cena específica do filme: “Eu sou toda forte! Mas, mesmo assim, quando assisti aquilo… já não era mais a Gal adulta, atriz e uma mulher forte e independente. Eu era a Gal pequenininha, feliz da vida porque nunca tinha visto uma cena daquelas protagonizada por uma garota. E aí chorei. Foi importante e lindo. Fiquei muito feliz” declarou.

Para completar a fala da colega, Jenkins relembrou sobre a época em que ninguém acreditou que Mulher-Maravilha poderia ser popular. “Quando o sucesso chegou, todos se impressionaram. Mas para mim sempre foi óbvio: super-heroínas são para todos.” afirmou.

“Acredito que Mulher-Maravilha pode, sim, liderar a Liga um dia!”

Sobre o futuro da franquia, tanto atriz quanto diretora já confirmaram que podemos esperar uma trilogia. “Nós já sabemos que queremos fazer, mas queremos nos manter flexíveis. Mas, sim, sabemos bem o que deve acontecer e já temos os recursos pra isso.” diz Jenkins, que adianta que o longa será focado nas amazonas.

Sobre uma eventual liderança da Liga da Justiça, Gadot diz também acreditar que é algo que pode acontecer e completou falando em seguida sobre as experiências que teve com o treinamento militar da época em que trabalhou com o exército de Israel: “Ali eu aprendi sobre disciplina. Crescer em conjunto, trabalhar de maneira consistente e de maneira colaborativa, sempre”. O sucesso de mulher-Maravilha, a representatividade feminina e a adição do clima de nostalgia oitentista definitivamente parecem ser a receita pra mais um acerto bem popular da Warner.

“Mulher-Maravilha 1984” estreia nos cinemas brasileiros no dia 5 de junho de 2020.

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