Uber e Lyft vão pagar motoristas que pararem de trabalhar por conta do coronavírus

Motoristas e entregadores receberão uma compensação por um período de até 14 dias. Valor não foi informado

por Soraia Alves

As empresas Uber e Lyft divulgaram cada uma o seu comunicado informando que oferecerão subsídios aos trabalhadores diagnosticados com o coronavírus ou colocados em quarentena pelas autoridades de saúde pública.

Segundo a Uber, os trabalhadores “nessas situações receberão uma compensação por um período de até 14 dias. Isso já começou em alguns mercados e estamos trabalhando para implementar mecanismos para fazer isso em todo o mundo”. Já a Lyft disse ao Gizmodo que “fornecerá fundos aos motoristas caso eles sejam diagnosticados com COVID-19 ou colocados em quarentena individual por uma agência de saúde pública”.

As decisões das empresas acontecem depois que o senador americano Mark Warner pediu providências em relação ao coronavírus para 6 grandes empresas da chamada “gig economy”, modelo no qual as empresas tratam os prestadores de serviços como autônomos, e não como seus funcionários efetivamente. A carta do senador dizia para que Uber, Lyft, DoorDash, Grubhub, Instacart e Postmates tentassem “resolver as dificuldades financeiras em potencial de seus trabalhadores se estiverem doentes ou tiverem de se colocar em quarentena durante esse período”.

Mesmo com a iniciativa, o próprio senador Warner sabe que a tendência é que os trabalhadores não fiquem em casa, justamente por conta da incerteza econômica de suas atividades.

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