Pesquisa aponta tendências de consumo e comportamento nas periferias durante quarentena
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Pesquisa aponta tendências de consumo e comportamento nas periferias durante quarentena

Pesquisa traz um panorama do comportamento das comunidades durante a quarentena, e aprendizados de como marcas e empresas podem ajudar

por Soraia Alves

Em meio a uma enxurrada de conteúdos sobre tendências de consumo e comportamento diante da atual pandemia de COVID-19, as agências Responsa e Bullet se uniram para responder como as periferias têm respondido a tudo isso. A pesquisa traz um panorama do comportamento das comunidades durante a quarentena, e aprendizados de como marcas e empresas podem ajudar.

À medida em que o novo coronavírus se espalha pelo mundo, a rotina de milhares de pessoas tem sido afetada, modificando hábitos, atitudes e, claro, o consumo. Com fenômenos como o isolamento social, vemos o nascimento de macrotendências que devem se firmar durante esse período de crise. Sendo assim, a pesquisa abordou algumas dessas macrotendências mais destacadas no país, e comparou com a realidade das periferias.

As tendências analisadas foram:

  • Prática de exercícios físicos em casa;
  • Mais tempo dedicado às tarefas domésticas;
  • Crescimento do uso do Tik Tok para produzir conteúdo;
  • Aumento no consumo de conteúdo ao vivo no Instagram (de marcas, artistas e pessoas);
  • Aumento do consumo de serviços de streaming como Netflix e Amazon Prime Video.

Por meio de um questionário, foram analisados 525 moradores da periferia, entre os dias 23 e 26 de março de 2020, sendo 16% estudantes, 15% desempregados, 40% empregados registrados, 11% empregados não-registrados e 18% autônomos.

Resultados

Com a prática do isolamento social, 80% dos entrevistados dizem temer perder seus empregos. Sobre a eficácia da quarentena, 96% dos respondentes acreditam nela como medida para conter a pandemia. Entretanto, nem todos os lares periféricos têm condições para exercê-la.

Sobre como cada um, junto de seus familiares, tem passado o tempo em casa:

  • 81% acessa a internet pelo celular;
  • 76% se dedica às tarefas domésticas;
  • 66% assiste TV;
  • 60% assiste a filmes e séries por streaming;
  • 59% passa o tempo conversando;
  • 43% acessa a internet pelo computador;
  • 0,7% trabalha;
  • 0,4% estuda;
  • 0,4% pratica exercícios;
  • 0,4% lê.

Ao serem questionados sobre terem internet Wi-Fi em casa, 65% disseram que tinham, com uma boa conexão, 27% disseram que tinham, mas com uma conexão média e 7% não tinham.

Sobre a realidade das famílias em período de quarentena e o quanto elas estão preparadas:

  • 5 % admitiram que foram a mercados e farmácias estocar suprimentos;
  • 66% foram a mercados e farmácias, mas compraram só o básico;
  • 27% não dispõe de dinheiro agora, somente no final do mês;
  • 2% estão fazendo compras aos poucos.

Sobre como costumam passar o tempo na internet:

  • 81% acessa redes sociais;
  • 61% assiste filmes e séries;
  • 61% lê notícias;
  • 61% lê livros online.

As redes sociais mais acessadas são:

  • 86 % WhatsApp
  • 84% Instagram
  • 68% YouTube
  • 58% Facebook
  • 37% Twitter
  • 18% LinkedIn
  • 17% Pinterest
  • 6% TikTok

Ações de marcas e empresas

81% dos entrevistados acreditam que marcas e empresas podem ajudar na situação da periferia nesse momento. As formas mais lembradas de ajuda nas comunidades periféricas foram:

  • Doação de suprimentos básicos;
  • Oferecimento de informação e conteúdo para que as pessoas possam ficar em casa;
  • Geração de empregos e oferecimento de capacitação profissional;
  • Redução de custos;
  • Oferecimento de maior acesso à internet pela operadoras de telefonia;
  • Aumento no prazo de pagamentos;
  • Oferecimento de doações e suporte às unidades hospitalares locais;
  • Dando mais voz e visibilidade à situação das periferias do Brasil.
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